GLÓRIA E HISTÓRIA PARA A LAPA HOMENAGEM AOS EX CRAQUES LALA E SICUPIRA

Por Zé Domingos

Recentemente quando estava no centro fui abordado por um senhor que se apresentou como nascido na Lapa e disse ter nos conhecido naquela tradicional cidade quando ali estivemos participando das honrarias aos ex jogadores de futebol nascidos lá o goleiro Lalá e o atacante Sicupira. Recordo ser o primeiro nome do lapiano Edgar, mas seu sobrenome por mais que me esforçasse não consegui lembrar. Todos sabem da admiração e do carinho que tenho com a Lapa onde tive grandes amigos. Alguns ainda estão por lá como é o caso do Carlito Caleb com quem tiver o prazer em bater papo na segunda-feira (06 de fevereiro) no Bar Ligeirinho na Rua Carlos de Carvalho com Rua Voluntários da Pátria. Relembramos de vários e ilustres lapíanos e passamos bons momentos. Diante do encontro com o Edgar quando falou das homenagens a Sicupira e Lalá repriso em seguida a matéria que fiz por ocasião daquele evento.

A homenagem prestada aos lapianos Carlos Pierin (Lalá) e Barcimio Sicupira Júnior (Sicupira) pela Prefeitura Municipal da Lapa, através seu titular Paulo Furiati e pela Casa da Memória Aracheski, liderada pelo advogado Reginaldo Aracheski, foi das mais concorridas, um sucesso.

A reunião que era para ser intima transformou-se num evento solene com  um dos ex ministros da República nascido na cidade Borges da Silveira presente, Ney Aminthas de Barros Braga e Flávio Suplicy de Lacerda, foram outros lapianos, que exerceram a importante função.

Luis Carlos Borges da Silveira, ex deputado federal foi Ministro da Saúde, deixando em sua atuação a marca de determinar a vacinação popularmente chamada de Gotinha. Hoje seu filho Leandro, é vice prefeito e sua filha Valéria, é secretária de Cultura. A presença do ex ministro valorizou é muito o acontecimento. Ney Braga foi ministro da Agricultura e da Educação, Flávio Suplicy de Lacerda, da Educação

Carlos Pierin, o Lalá e Sicupira, se mostraram emocionados com o reconhecimento de seus conterrâneos e muitos fizeram questão de ir ao encontro dos ex craques para tirar fotografias, para relembrar fatos e ouvir histórias e estórias do ex goleiro e do ex atacante nascidos na Lapa.

Em seu discurso após receber um certificado, Lalá, cativou ao relembrar a escalação do União, da Lapa, que foi o seu primeiro time. Inclusive um dos seus companheiros daquele tempo, Maicon, estava presente.

Lembrou de seu tempo de infância e de ter estreado no primeiro quadro do União, quando tinha apenas 15 anos. Citou um jogo que fez muitas defesas abrindo o caminho para se tornar profissional. Foi contratado pelo Ferroviário, onde jogou em 1.957, inclusive na Casa Aracheski, a memória do futebol, tem uma fotografia do saudoso, querido e sempre lembrado “boca negra”.

Observei na fotografia Piranha (zagueiro que foi do meu querido Poti), Alceu Zauer (recentemente falecido), Laude (ex Bloco Esportivo Capão da Amora – BECA), Marcelino (popular Batateiro, por ser de Araucária), Demeterco, Fernando Augusto (o Português, que até hoje presta serviços ao Paraná Clube), Djalma, Braguinha, Juarez (também ex BECA) e outros que não recordo no momento porque não fiz anotações ou mesmo não relembrei quando olhava a referida fotografia.

Se você gosta de relembrar de astros do futebol paranaense, brasileiro e até mesmo internacional, visite a Casa Aracheski, na Lapa e irá se deliciar com certeza. Em matéria anterior mencionei terem atuado no Ferroviário, ao lado de Lalá, em 57, Tico (Haroldo Silva), Marcelino, Lalo, Tocafundo, Alceu Zauer, Odilon Silva, Djalma, falecidos, Geraldo Damasceno (Geraldino), Leléco (lustrador de calçados na rua XV – Senadinho, com quem converso seguidamente, Geraldino, o encontrei pela ultima vez quando do velório de Hélio Alves), Demeterco, Laude, Piranha, Eto, de quem não tenho informações. O Ferroviário, foi vice campeão naquele ano.

Lalá, depois foi para o Santos, onde jogou com jogadores famosos e que formaram uma equipe vitoriosa com Mauro Ramos de Oliveira (ex São Paulo), Dalmo, Lima, Calvet, Pavão (ex Flamengo), Pelé, Pepe, Coutinho, Dorval, Mengalvio e tantos outros. Foi um período marcante na vida do Santos Futebol Clube.

Depois Lalá, atuou durante anos no México, onde foi um grande ídolo. Inclusive o Sicupira, mencionou que em determinada ocasião o Botafogo, foi jogar no México e o anfitrião foi Lalá e então sentiu a popularidade do goleiro naquele pais.

Lalá, que comandou lojas de artigos esportivos em Santos, ao encerrar sua carreira numa equipe do interior de São Paulo, voltou para Santos e ali estabeleceu sua residência. O arqueiro de sucesso estava acompanhado por familiares e reencontrou muitas pessoas de seus tempos de Lapa, vivendo então emoções fortes.

Sicupira, disse que viveu pouco na Lapa, mas seus pais Ana e Barcimio, sempre lhe falavam da cidade onde nasceu. Destacou Barcimio Júnior, de que sua mãe está com cem anos, a caminho dos cento e um agora no próximo mês de maio. Contou que ainda faz tricô e palavras cruzadas sem usar óculos, lúcida totalmente.

Sicupira, que também começou no Ferroviário, passando depois para o Botafogo, do Rio de Janeiro, jogou ao lado de craques que fazem parte da história do futebol brasileiro como Manga (goleiro), Newton Santos, Gerson (o canhotinha de ouro), Garrincha, Jairzinho (o furacão da Copa), Quarentinha, Zagalo, Leônidas, Roberto Miranda, Rogério e outros. Sicupira lembrou bons momentos de seus tempos de Botafogo.

Questionado qual era melhor Gerson ou Didi? não vacilou e afirmou Didi. Em seguida comentou que Gerson, era também um excelente jogador, colocando a bola onde queria, mas Didi, era sensacional, com lançamentos precisos e açucarados. Sicupira, lembrou um gol em que o mestre Valdir Pereira (Didi) num lançamento longo,m cheio de curva o deixou na cara do goleiro.

Depois do “glorioso” Botafogo, do Rio de Janeiro, de tantas glórias, levado pelo então supervisor do Botafogo, de Ribeirão Preto, o radialista José Maria Pizarro, foi para a equipe paulista, onde  se tornou ídolo rapidamente, atuando também ao lado de ótimos jogadores.

Atuou ainda no Corinthians Paulista, em 72, com grande sucesso. Na época foi emprestado pelo Atlético Paranaense, onde jogando com a camisa oito se tornou o principal ídolo da fanática torcida rubro negra. Em 70, comandou a conquista do titulo por parte do rubro negro, sendo o principal artilheiro do campeonato com vinte gols.

Voltando a presença de Lalá e Sicupira, na cidade que nasceram, a mesma se tornou uma festa. Por isto aplausos ao prefeito Paulo Furiati, sua equipe, especialmente a secretária de Comunicação e Eventos, Leiliane Aviz, ao Dirceu Luiz Hornung, também da Secretaria de Comunicação e Eventos, que tanto trabalharam ara este acontecimento e ao Dr. Reginaldo Aracheski, que viabilizou a solenidade convidando os ilustres homenageados, bem como participando de todos os detalhes da organização. Vários amigos do Dr. Reginaldo, como José Maria Pizarro, o ex jogador do São Paulo e de outras equipes, atuando também nos Estados Unidos e Suíça, José Vicente Tadeu Secchi, Martins, que me fez observação em torno de uma matéria que fiz quando visitei o museu do futebol em que citei Patesko, outro nascido na Lapa, em 1.910, famoso no futebol que jogou pela Seleção Brasileira, disse que Patesko, não foi jogador do Fluminense, como escrevi e sim do Botafogo, Toninho, muitas senhoras, enfim muita gente participou deste dia festivo e certamente inesquecível na vida da tradicional e legendária cidade. Houve uma confraternização no tradicional Restaurante Lipski, que como sempre apresentou a típica comida campeira, virado de feijão com ovo frito, quirera com carne de porco, arroz carreteiro, arroz branco, saladas, carne de gado e galinha e como sobremesa canjica.

Ainda à tarde o Dr. Reginaldo Aracheski, ofereceu doces, refrigerantes e àquela cerveja esperta, permitindo uma conversa das mais gostosas. Tudo perfeito, tudo muito bom, inclusive o convite do prefeito Paulo Furiatti, para um almoço com aquele cabrito esperto e fique certo o prefeito que o convite não será esquecido e brevemente o dia para este encontro será marcado.

Falaram-me que o parque do Monge, está momentaneamente fechado, fazendo com que muita gente se apresente revoltado. Sobre este assunto que me foi detalhado por um vereador o comentarei em outra matéria neste nosso espaço. A recepção que nos foi oferecida agradecemos. Um grande abraço a legendária e gloriosa Lapa, a terra dos heróis.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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