É MELHOR DESTACAR COISAS BOAS DO QUE COMENTAR VIOLÊNCIA

Por Zé Domingos

Fico extremamente feliz quando nas minhas andanças pelos mais diferentes pontos da cidade me deparo com companheiros que destacam acessar o site josedomingos.com.br para ler as matérias que assino em torno de assuntos diversos especialmente do “RECORDAR É VIVER”.

         Há algum tempo um cidadão  me cumprimentou e em seguida me informou que em todas as manhãs está sintonizado nos 1.270 kilohertz – AM da Rádio Continental para acompanhar o programa, dando especial atenção quando do enfoque de coisas do passado o “Recordar é Viver”.

         Diante do nosso afastamento da emissora nestes últimos dias tenho sido insistentemente questionado sobre as razões da saída e tenho explicado que o solicitado em termos financeiros para a manutenção do horário está completamente fora de minhas possibilidades. Assim houve a retirada e agora estou a busca de novos caminhos e espero encontrá-los o mais breve possível para satisfazer os amigos que dizem estar sem opções nas primeiras horas da manhã. Tenho recebido também várias mensagens com a mesma posição ee isto emociona e me faz pensar que mesmo diante das dificuldades da emissora fazia ao lado dos companheiros uma grande audiência pela Rádio Continental e a expectativa é de levar este público para onde for com os parceiros.

Com relação ao contato que deu origem a abertura deste texto lembro que o cidadão estava apressado e assim não tive condição de anotar detalhes a seu respeito, mas lembro ter dito que também diariamente acessa este site e que gosta muito. Este é um pagamento extraordinário, pois escrevo e divulgo matérias que me são encaminhadas sem qualquer interesse financeiro ou de usufruir esta ou aquela vantagem. É o prazer de escrever e especialmente de relembrar aquilo que serviu como trilha para o bom viver do dia a dia, bem como de divulgar fatos que acho interessantes.

Em outra ocasião numa caminhada ouço “Oi Zé Domingos, tudo bem?” Respondi que sim e ele retrucou com nova pergunta “ E os desavergonhados como estão?” Respondi se os desavergonhados que se referia eram os componentes do time de futebol que mantive durante anos e que dizia não terem vergonha da bola ou se eram os verdadeiros desavergonhados, os criminosos que incomodam a população e ele mencionou o pessoal do futebol.

Melhor assim, já que desde o momento em que deixei a reportagem policial me desliguei de assuntos ligados a violência e evito os enfocar. O responsável pela abordagem Antonio Carlos Morais, amigo de infância com quem não tinha contato há muitos anos, inclusive não o reconheci, aos nos encontrarmos na Rua Candido Lopes, no final de uma tarde de sexta-feira disse acionar este site diariamente e estranha que raramente enfoco assuntos relacionados a crimes, já que durante anos fui repórter policial.

Expliquei que hoje prefiro relembrar e viver coisas boas, porque tragédia segundo os mais antigos traz tragédia e de tragédia quero distancia. Foi uma satisfação enorme reencontrar o “Moraizinho” com quem joguei futebol, bolinha de gude, bafo, tique, dominó, vinte e um e outros. É morador há anos em Colombo e está aposentado. É torcedor do Paraná Clube e tem certeza que o tricolor vai se recuperar e bem neste ano de 2.012. Está muito esperançoso com a contratação do Ricardinho.

Voltando ao “Os Desavergonhados” informei ao cidadão que lamentavelmente muitos dos companheiros do futebol partiram para o andar superior casos do José João Boslooper – Zezo, que liderava o grupo. José Otacílio Rocha – Rochinha, um dos fundadores  e um dos melhores jogadores do time, Gaspar, Oliveira, José Manoel Maia (Zecão), o excelente goleiro, Sidney, outro dos goleiros, Adinan Moreira e outros que não me recordo.

Sempre que possível reúno pelo menos parte dos companheiros daqueles bons tempos para peladas e confraternizações. “Os Desavergonhados” era um grupo que tinha como forte o companheirismo, a amizade e isto se solidificava através os almoços e jantares que na maioria das vezes aconteciam na casa da comadre Silvia, a esposa do Zezo, que não media esforços para agradar a todos, ela que telefonava avisando dos jogos, das reuniões, uma coordenadora da turma.

Grandes e inesquecíveis momentos. Grandes e inesquecíveis  vitórias, títulos da Copa Arizona, uma competição a nível nacional com participação de inúmeras equipes e na fase regional com representantes das diferentes regiões do Estado, onde em quatro disputas duas vezes “Os Desavergonhados” foi campeão, em outra vice e numa foi eliminado na fase decisiva. Em âmbito nacional numa das disputas foi terceiro colocado. Foi campeão de um dos campeonatos “Veteranão” organizado pelo companheiro, jornalista, radialista Leônidas Dias. Vitórias em vários torneios fazendo com que o número de troféus seja grande. Foram vinte e oito anos de muito futebol e especialmente de momentos de amizade e companheirismo. Amizade e companheirismo mantidos, conforme observo seguidamente por contatos pessoais e mensagens.

Os irmãos Osni e Ozires Banks Machado, participantes do grupo desde que o iniciamos, quando ainda eram meninos, sempre estão comigo, especialmente o Ozires já que Osni reside em Brasília, mas quando vem a Curitiba sempre conversamos. Marcos César Boslooper. Marquinhos, filho do Zezo, também e vários dos jogadores sempre conversam comigo. É algo que não tem como esquecer e por isto valorizo e muito o “Recordar é Viver.”  Mencionar “Os Desavergonhados” é algo que me emociona e muito, por isto vou parando por aqui principalmente porque ao iniciar este texto o objetivo era outro ou seja de relatar os bons momentos vividos nos contatos mantidos em minhas caminhadas pela cidade.

Fazendo esta viagem pelo tempo lembro que faz tempo que não visito  o bar do Popadiuk, liderado pelo companheiro Lauro Popadiuk, destaque como dedicado jogador do Clube Operário Camponês, que durante anos brilhou em nosso futebol amador.  O Camponês continua a sua trajetória com a heróica “resistência” encabeçada pelo Luiz Kavalis e companheiros. A sede de Campo Comprido é local de reunião de amigos em todas as terças-feiras. Depois daquele bate bola esperto, sempre um bom jantar. Participei várias vezes e espero brevemente estar por lá.

Voltando ao bar do Lauro, o Popadiuk ali próximo a caixa d’água do Bigorrilho,  em todas as quartas-feiras tem a reunião da turma do “Gromixo” com aquele jantar especial, onde a comida é importante, mas o mais importante é o fortalecimento da amizade, do bom papo e do companheirismo. Presentes figuras importantes como o jornalista Nelson Domingos Comel, o Advogado Ernesto Rauth, aposentado da Prefeitura de Curitiba, morador ao lado já passados dos oitenta anos, mas firmes, fortes e com a conversa em dia e outros grandes companheiros, entre eles o jornalista,  radialista e escritor Pedro Washington de Almeida, o Pedrinho, o goleiro campeão de 55 da 1ª Divisão de Amadores, defendendo o sempre lembrado Poti, o bugre da Galícia, perto dos 80, isto se não chegou a eles, o professor Sérgio, recém aposentado da Escola de Belas Artes do Paraná e tantos outros.

Numa das passagens pelo Popadiuk o prazer em conhecer JoãoSuplicyde Lacerda que em determinada ocasião encaminhou interessante comentário numa das matérias deste site. Também se identificando como acompanhante deste site e do programa de rádio, fazendo alusões às recordações que apresento. Como estas manifestações são constantes é que sempre estou pedindo ajuda para que me transmitam lembranças através o e-mail contato.josedomingos@hotmail.com para poder manter vivo o “nosso” “Recordar é Viver”.

O João Carlos Amodio, do Portão, em determinada ocasião apresentou um histórico sobre o Cine Guarany, um dos primeiros cinemas de bairro de Curitiba, localizado na Avenida República Argentina, Portão realmente sensacional e gostaria que se possível me passasse novamente.  Quando de uma matéria sobre a venda do Clube Literário, fez interessante abordagem, relembrando momentos especiais do tradicional e querido clube. Também numa matéria sobre grandes nomes do rádio fez comentário informando também ter trabalho em rádio, inclusive na companhia do parceiro Luiz Ernesto.

Numa noite na casa de sopas e massas Strudel, nos fundos da igreja dos Passarinhos, no Bigorrilho, uma casa que recomendo, um senhor também conversou comigo, falando acompanhar o “Recordar é Viver”, dizendo ser seu fã. Também não tive oportunidade em alongar a conversa porque ele estava com pressa levando a sopa para casa, onde a esposa o esperava. Ficou de entrar em contato.

Enfim como diz “Roberto Carlos” , “são tantas as emoções” e para que elas não façam o coração do Zé Domingos, bater ainda mais forte, por agora vou parando, mas não vou nunca deixar de recordar porque “RECORDAR É VIVER”.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

Telefones – (41) 9972-0129 – (41) 9165-1212 – (41) 9165-1213.

E-mail – contato.josedomingos@hotmail.com

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