E EIS QUE CHEGUEI AOS 69 ANOS. FOI TUDO MUITO RÁPIDO
Por Zé Domingos
Dia destes passando pela Travessa Teixeira de Freitas passei a rememorar os tempos de piá e dos jogos em que participava primeiro no campo do Paranazinho num terreno da Igreja Presbiteriana Independente e depois pouco acima numa grande área chamada de “Chacrinha” onde a garotada em função da proibição de uso do campo da Travessa Teixeira de Freitas teve a iniciativa em fazer um campinho, aliás, fui um dos cabeças do movimento.
O Aimoré nosso time de meninos que teve o seu primeiro jogo de camisas feito pelas mães jogadores usando sacos de farinha de trigo que foram alvejados e depois colocados distintivos em feltro azul bordados pela mãe de um dos componentes da turma. Como não havia dinheiro para comprar um jogo de camisas houve alguém da turma que teve idéia criativa de fazer as camisas de saco e o jogo durou bom tempo. Fez sucesso e outros times imitaram a idéia. O nome Aimoré surgiu face ao nome de um clube gaucho.
Dia destes conversando com o Renori na Sociedade Morgenau ele lembrava daqueles tempos inclusive quando ele e eu íamos brincar de jogar basquete numa cancha na mesma área da Igreja Presbiteriana Independente na parte de cima. Ficávamos ali bons tempo lançando bola ao cesto e já estávamos nos tornando bons naquele esporte. Quando fui estudar no Colégio Estadual do Paraná ainda disputando partidas do esporte da cesta e não fiz feio.
Não esqueço dos amigos daqueles tempos como os irmãos Luiz Bodachene, conceituado médico geriatra, Fernando e o mais novo Lolo, Eros, artista plástico há anos residindo em Morretes, Acir Pie, com quem cruzamos seguidamente, Eli, arquiteto renomado, Dércio, João Rubens, funcionários da Fiscalização Estadual já aposentados, Esley, Eugênio, Renato Ristow, Silvio, Roseni, Adilson Moraes Seixas, conhecido professor, Amilcar e outros.
Faço estas referencias para destacar que isto parece estar acontecendo agora e lá se vão 59 anos. Foi logo após chegar de Castro que fui me enturmando com este pessoal e depois com a turma do Levi Moraes que formou o Marumbi fazendo também um campoinho na esquina das ruas Prudente de Morais e Padre Anchieta, além de conhecermos o Poty. O 59 fixa-se face ter completado neste dia 19, 69 anos do quais 55 dedicados ao rádio e aos meios de comunicação. Comecei a ser comunicador aos 12 para 13 anos no Circo Irmãos Queirolo então armado na confluência das ruas Saldanha Marinho e Visconde de Nácar e com 14 anos fazia um teste na Rádio Clube Paranaense – B – 2 e felizmente foi aprovado fazendo com que o sonho que começou aos 8 anos em Castro quando surgiu a Rádio Castro Ltda se tornasse realidade. De lá para cá sempre nos meios de comunicação e com eles galgando posições políticas, desenvolvendo outras atividades inclusive como dirigente de clubes de futebol, esporte que sempre foi uma das minhas paixões. Tive o prazer em participar durante anos da diretoria do Paraná Clube e viver no clube momentos especiais como a reconquista do titulo estadual depois de nove anos e chegar a uma Copa Libertadores da América.
Seguidamente repito ser um homem feliz e agradeço as bênçãos recebidas ao longo destes 69 anos. Agradeço ter tido pais amorosos, compreensivos extremamente amigos e companheiros Alcina Borges de Macedo Teixeira e João Dario Teixeira, irmãos amigos Nice e Luiz Fernando, a Nice uma mulher especial e que sempre foi uma segunda mãe, inclusive em relação aos meus filhos Magno Marcos e Márcio José, aos meus netos Ana Carolina, Mateus Henrique e Larissa e também ao bisneto Eduardo.
Ana Maria companheira há mais de quarenta anos com quem vivi grandes momentos e também momentos complicados. Vamos levando, sempre esperançosos em melhores dias. A felicidade de noras especiais Luciane e May, de inúmeros amigos, enfim de ser um homem feliz. Falando em amigos agradecimentos as inúmeras mensagens recebidas por e-mails e telefonemas. Não vou citar nomes porque foram muitas as manifestações e certamente esqueceria este ou aquele. Obrigado a todos e a certeza de que todos os votos apresentados acontecerão e continuarei saudável e feliz.
Finalizo colocando que para um menino que ajudou a mãe a plantar verduras para depois vende-las para ajudar em casa já que a crise pegou forte em determinada época, vendeu picolés do Pascoal e do Cavalim, famosas sorbeterias de Castro, foi carregador de malas, empregado de circo, tornando-se radialista, político e especialmente homem respeitado me considero um vitorioso. “Obrigado “Senhor” por tudo” e a todos muito obrigado mesmo. Um abraço
José Domingos Borges Teixeira
(Zé Domingos)
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JOSE CARLOS DE MIRANDA disse:
janeiro 21st, 2012
9:01
ZE MAIS UMA VEZ MUITOS 69 . VAMOS PASSAR PARA UM LIVRO A TUA BIOGRAFIA ,MUITOS VAO APRENDER COM A TUA HISTORIA FANTASTICA DE VIDA. UM ABRAÇO DO SARGENTO MIRANDA