REFERÊNCIAS E LEMBRANÇAS DE OUTROS BARES DE CURITIBA

Por Zé Domingos

Confeitaria Cometa, um dos mais famosos pontos de encontro durante anos. Os deliciosos sanduíches preparados pelo Dalmo e garçons experientes que atendiam bem e rapidamente. Os petiscos e o chope eram referencia da casa comandada pela família Mehl. Foi um local que freqüentei muito durante vários anos, especialmente ao final da tarde, começo da noite das sextas-feiras onde o companheiro e vizinho Acir José então vereador presidente da Câmara Municipal de Curitiba e depois deputado estadual reunia amigos para aquele bate papo. Em várias ocasiões depois da visita a Cometa uma esticada até ao Clube Caça e Pesca na Rua Ubaldino do Amaral quase esquina da Itupava ou no Botafogo, nas Mercês, onde serviam a deliciosa costela borboleta.

Mercearia e Bar Nico, Rua Professor Evaldo Schiebler, no Morro do Querosene, como alguns chamavam a região, nas imediações da caixa d’água do Alto da XV, Hugo Lange, inclusive tinha o time de futebol “Morro do Querosene”, que disputava o “peladão”, organizado pelo jornalista Nelson Comel.

Falando no Nelson Comel, lembro do bar do Laxixa, irmão do Isabelino, os dois jogaram no Atlético Paranaense, eram uruguaios, radicados no Brasil, desde meninos. Isabelino, tornou-se policial civil e Laxixa, montou um bar de sucesso especialmente pelo bolinho de carne, localizado na Rua Jerônimo Durski, próximo da Avenida Vicente Machado. Isabelino foi muito bom jogador, ponteiro direito com passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.

Com o fechamento do bar do Laxixa, o Comel e boa parte dos fregueses do Laxixa, se transferiram para o bar do Lauro Popadiuk, no Bigorrilho, perto da caixa d’água que foi lembrado pelo Marcos Kaminski, que foi um dos muitos que telefonaram sobre bares. O Popadiuk, contínua firme e ali tem uma turma de primeira que realiza todas as quartas feiras o famoso “grumixo”, que na verdade é uma confraria com os participantes em cada quarta, dois se responsabilizando pelo jantar. As duplas procuraram se superar e assim a comida é sempre de primeira.

Voltando ao Nico, era freqüentado pelo companheiro José Duracir Bressan, que trabalhou conosco durante anos. Um parceiro inseparável e que infelizmente nos deixou cedo. Mesmo antes do Bressan, me convidar para visitar o Nico, já conhecia seu estabelecimento, pois logo que conheci a Ana Maria, há mais de 40 anos, minha esposa, companheira, parceira e confidente, ela residia próximo a tradicional mercearia.

Orcino Canesso, funcionário da Gazeta do Povo, que também nos deixou cedo, era filho do proprietário de um movimentado bar ali próximo ao Nico. Era muito freqüentado e na esquina da rua do bar do Canesso, tinha uma mercearia que também freqüentei muito.

Não muito distante dali no Bacacheri, o Bar Tricolor, do paranista Algacir, onde tem uma freguesia fechada. Uma turma muito legal e que me recebe muito bem quando lá compareço. Também no Bacacheri, na Rua México, funcionou durante anos o Bar Américo. Conheci este bar quando o Américo me procurou quando vereador para auxiliá-lo a resolver a liberação do alvará.

O orientei e acompanhei a solicitação, naquela época junto ao Departamento de Urbanismo, então dirigido pela Dra. Dulcia Auriquio, onde o Manoel Euphrázio de Carvalho Oliveira Júnior, o Maneco, atual presidente da Associação dos Aposentados da Prefeitura de Curitiba, primo, era chefe de gabinete e ajudou na tramitação ao Américo e com tudo acertado o alvará foi liberado e então passeia a freqüentar o estabelecimento fazendo amigos como o Dr. Homero Ravedutti, advogado e professor de educação física do Estado, que tinha sido interventor em Carlopólis, no norte pioneiro e funcionário da PUC. Homero, um “parceiraço” era de Santo Antonio da Platina e também faleceu cedo, isto há vários anos. Homero, inclusive foi meu Advogado, no processo de divórcio. Enfim um grande companheiro e que sempre lembro com carinho, pois era um homem especial, sempre alegre, brincalhão, cehio de história e estórias também..

Dionísio, militar reformado, Rui, que trabalhava na oficina Rigolino, também falecidos, grandes companheiros, Paulo Afonso e outros cujos nomes não me vem a mente, inclusive um que era sargento da Policia Militar, sempre alegre e disposto. Grandes festas aconteceram no bar do Américo, que era frequentadissimo especialmente nas noites de sexta feira.

Por ultimo hoje lembramos o Bar Avenida, Avenida João Gualberto, próximo da fábrica de pianos Essenfelder, no Juvevê, que funcionou durante aproximadamente 50 anos, sempre sob o comando dos irmãos Antonio, Zita e mais uma que não lembro o nome. Local freqüentado por Juízes de Direito, Promotores, Desembargadores e uma freguesia diversificada.

Nos dias que Dona Zita, fazia quibe e outras comidas árabes era difícil conseguir espaço. Foi um bar que freqüentamos muito e temos até hoje saudades. Antonio e Dona Zita, eram sensacionais e realmente deixaram saudades. Mesmo com idade avançada atendiam a todos com atenção, carinho e com produtos de qualidade. Faleceram deixando seus nomes marcados na história do comércio curitibano.

Lembrarei de outros bares e você pode me ajudar informando sobre o bar do seu bairro ou um bar que fez parte da vida de nossa querida Curitiba. “Gosto, gosto muito de bares, pois é ponto de reunião e formação de bons amigos”. Afirmo e reafirmo seguidamente e sem qualquer temor ser freqüentador de bares e faço isto por prazer.

 

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

Rádio Continental – AM 1;270

Internet – home.rpc.com.br/continental e neste site no menu “Rádio”.

Telefones – (41) 3340- 7844 – (41) 3340-7956 – Rádio Continental – (41) 9972-0129 – (41) 9165-1212 – (41) 9165-1213.

E-mail – contato.josedomingos@hotmail.com

Tags: , , , ,

Comente

Publicidade

Pousada Dona Siroba – Contatos:

41 3462-1522 / 3462-2006

Endereços e Contatos:

>> Loja Centro
R. Saldanha Marinho, 148/154
(41) 3322-8008

>>Loja Bacacheri
Rua México, 840
(41) 3256-9797

>>Loja Capão da Imbuia
Rua Leopoldo Belczak, 1536
(41) 3267-3084