PARANÁ CLUBE – EGOCENTRISMO
Há algum tempo escrevi a respeito do nosso clube. Acho que serve para a nova diretoria. Infelizmente não acredito no tal planejamento apregoado. O Paraná Clube tem muito cacique e pouco indio.

PARANÁ CLUBE – EGOCENTRISMO
Cada novo dirigente quando assume um cargo público, uma empresa ou um clube, quer mudar tudo para mostrar a sua personalidade na administração. Muda os móveis de lugar, muda a secretária, muda o assessor e o que mais puder. Geralmente abre o verbo contra os antigos dirigentes acusando-os de terem desmantelado a estrutura administrativa e em especial a financeira. Quando o Paraná Clube foi fundado concomitantemente foi elaborado o seu estatuto. É claro que não era perfeito mas traçava as diretrizes administrativas em todos os setores. Esse estatuto não foi inventado ele foi baseado em experiência de outros clubes e empresas Nos dez primeiros anos tudo correu muito bem. No futebol o time chegou ao pentacampeonato tendo conseguido mais outros dois títulos alternados. A diretoria liderada pelo então presidente Ernani Buchmann, quando assumiu teve o cuidado de não alterar nada do que estava funcionando a contento, poucas mudanças foram feitas. Recebeu da diretoria anterior o time tri campeão e o quadro associativo estável. Quando saiu, deixou o clube em situação razoável financeira e administrativamente, no futebol o título de pentacampeão e na parte social com a permanência de eventos de vanguarda. Veio a eleição e o presidente que o sucedeu alardeou que iria mudar o sistema administrativo e que acabaria com as irregularidades internas. Não teve o bom senso de consultar o antigos dirigentes, ignorou projetos e defenestrou membros da antiga diretoria Não teve êxito; na verdade quase acabou com o clube. Não foi campeão de nada. Financeiramente utilizou-se da venda de um imóvel e deixou o clube sem solucionar as dívidas e principalmente as ações trabalhista. Alguns cardeais conseguiram alterar o estatuto reduzindo conselhos. Foi o caos, ninguém se entendia, não havia hierarquia definida entre os conselhos remanescentes. O retorno ao velho estatuto com a reativação dos antigos conselhos, especialmente o deliberativo e o fiscal foi uma verdadeira batalha. O clube voltou à costumeira democracia elegendo seu presidente através do voto do associado. Há alguns anos o Paraná Clube vem apresentando uma situação deficitária na parte financeira e o sucateamento do patrimônio social. O atual presidente apresentou recentemente a reformulação da sua diretoria prometendo uma verdadeira revolução na administração do clube. Pretende estabelecer metas e obrigações para a próxima diretoria que deverá assumir no final de 2011. Já foi provado que não se resolve o problema administrativo e financeiro por decreto, com frases de efeito como “choque de gestão” “planejamento estratégico” e muito menos apenas mudando os dirigentes, se bem parece que não mudaram os dirigentes. É necessário atitude na solução de cada problema. A maioria dos antigos membros dos diversos conselhos se afastaram do clube não porque não desejam mais ajudar mas porque os novos gestores se apresentam como mágicos da administração apregoando que tudo o que foi feito até então foi errado. O individualismo e o egoísmo não admite buscar a experiência dos mais antigos. É melhor criticá-los e culpá-los por tudo o que existe de errado.
Luiz Fanchin Jr
Ex Conselheiro (fundador)- Ex Vice Presidente
Ex associado, mas ainda torcedor.
LUIZ FANCHIN JR



