OBSERVAÇÕES PERFEITAS E ABERTURA DE CAMINHOS PARA RECORDAR TITULOS

Por Zé Domingos

Ao abordar o primeiro titulo de campeão paranaense pelo Paraná Clube cometi dois enganos e que foram corrigidos pelos companheiros Jorge e James Skroch conhecedores profundos da história futebol paranaense, inclusive observo seguidamente nas edições das segundas feiras da Gazeta do Povo Esportiva o James responder acertadamente perguntas ali apresentadas relacionadas ao nosso futebol em tempos passados. Jorge retificou a informação relacionada ao técnico que por uma desatenção de minha parte indiquei Rubens Minelli e na verdade quem comandou o time naquela conquista foi o gaucho Otacílio Gonçalves. Isto foi confirmado pelo James que ainda destacou ter colocado o ano do primeiro como 92 e o certo é 91. Talvez o erro do ano deva-se detalhe de digitação e isto passou despercebido de minha parte e então a participação do James foi importante. Agradeço aos amigos pela colaboração.

          Os indicativos de Jorge e James me levaram a relembrar de outras grandes conquistas do Paraná Clube que garbosamente chegou ao penta campeonato fazendo com seus torcedores vivessem momentos de glória fazendo ídolos como Regis (goleiro), João Antonio, Adoilson, Saulo, o maior artilheiro da história do clube que está chegando neste próximo dia 19 aos 21 anos e Maurílio, isto para citarmos apenas alguns e na sequencia destas linhas irei citar nomes de atletas que deixaram seus nomes inscritos na história do tricolor.

         Confirmando que no primeiro titulo em 91 sob o comando de Otacílio Gonçalves atuaram pelo Paraná Clube – Celso Cajurú (goleiro), Balu com brilhante passagem pelo Cruzeiro de Belo Horizonte chegando a Seleção Brasileira, , Castro, Gralak, Ednelson (autor do gol que assegurou o titulo), João Antonio (raça e técnica o tornaram um dos principais jogadores da história do clube até hoje), Adoilson (este o primeiro jogador contratado pelo Paraná Clube procedente do Grêmio de Esportes Maringá, um senhor jogador, um craque)), Marquinhos Ferreira, Carlinhos (ponteiro direito vindo do Atlético Paranaense, um dos mais importantes no titulo), Saulo (apelidado de Tigre, artilheiro implacável), Serginho (Sérgio Prestes hoje comentarista da Rádio Banda B, um dos maiores craques da história do futebol paranaense em todos os tempos), Ney Santos (jogador criado na casa), Nenê, Neguinho (vindo do futebol amador de Curitiba), Silvio Luiz e Neneca (goleiros).

         A novidade deste campeonato foi ser disputado em pontos corridos. Outra novidade foram as novas regras impostas pela International Board fazendo com que os goleiros fossem penalizados em caso de retardar o jogo, isto é fazer a chamada cera, também em caso de bola atrasada ficaram impedidos de pegar com  as mãos sendo obrigados a sair jogando com os pés, também as faltas feitas por trás, os carrinhos passaram a ser punidas com cartão amarelo obrigatoriamente e em determinadas situações seguindo a interpretação do apitador com cartão vermelho. Expulsão obrigatória casa a falta seja cometida pelo ultimo defensor ou ainda quando houver iminência de gol ou o goleiro a defender com as mãos a bola que estiver fora da área. O artilheiro foi Alcântara do Sport Mourão com 30 gols, ele que depois foi jogador do Paraná Clube.

         No ano seguinte (92) o Paraná Clube esteve na fase decisiva e mesmo apontado como favorito ao titulo o perdeu para decepção de seus torcedores ficando em terceiro lugar. O Londrina foi o campeão tendo como grande destaque o meia Tadeu que depois se transferiu para o tricolor onde conseguiu seguidos títulos. O vice campeão foi o União Bandeirante.

         Foram campeões pelo Londrina – André Dias (goleiro), Bira, Nilson, João Neves, Souza, Jerry, Alexandre, Zé Roberto, Amarildo, Tadeu, Leco, Marquinhos, Cláudio José, Roberto, Márcio, Aécio, Celso Reis, Alaor, Darlei, Giuliano, Birinha e Cocada.

         “O time de todas as vilas”, “o tricolor, tricolão, tricolaço” como citava o sempre lembrado narrador Lombardi Júnior voltava ao podium em 93 com os jogadores a seguir relacionados – Régis, Neneca (goleiros), Neneca (procedente da base), Marques (lateral direito vindo do Palmeiras), Luciano, Gralak, Ednelson, Ney Santos (vindos das categorias de base), João Antonio, Saulo, Adoilson, Tadeu, Marcinho, Paulo Miranda (outro vindo da base), Luiz Américo (vindo do futebol amador de Curitiba), Tiba, Luizão (vindos do Guarany de Campinas, Luizão na época com 17 anos, ele que depois tornou-se um dos mais famosos atacantes do Brasil, chegando inclusive a seleção nacional), Claudinho, um dos principais jogadores da equipe ao lado de Tiba marcando vários gols), Marco Antonio, Reginaldo, Mário e Polaco (também vindos da base).

         O Londrina voltou a apresentar excelente rendimento terminando o certame com vice campeão e o Atlético Paranaense foi o terceiro colocado. No ano seguinte novamente conquistava o titulo contando com reforços procedentes de outras equipes, bem como da base. Régis e Neneca (goleiros), Roberval (lateral direito da base), Marcão (zagueiro com inicio de carreira no Atlético Paranaense com passagem por Internacional de Porto Alegre e outras equipes), Luciano (base), Edinho Baiano (vindo do Palmeiras), Ednelson (base), Denílson (vindo do Cascavel), Marco Antonio (base), Cássio (base), João Antonio, Adoilson, Saulo, Claudinho, Ney Júnior, Cláudio Lopes e Dimerson (base).  O vice foi novamente o Londrina e o terceiro o Atlético Paranaense. O artilheiro deste campeonato foi Pachequinho do Coritiba com 15 gols.

         Novo título tricolor em 95 com Regis, Neneca (goleiros), Gil Baiano (vindo do Palmeiras), Marcão, Edinho Baiano, Guilherme (procedente do Guarani de Campinas), Hélcio (transferido do Coritiba), Denílson, Aldrovani (vindo do Matsubara), Perdigão, Ageu, Mario, Ricardinho (todos da base), Perdigão foi campeão mundial pelo Internacional e Ricardinho campeão mundial pela seleção brasileira, até hoje em atividade, Ageu durante anos titular hoje é auxiliar técnico), João Antonio, Oberdan, Claudinho, Saulo (de retorno ao clube, Paulo Miranda (base) Mirandinha (autor de um dos mais bonitos gols da história do Paraná vindo do futebol paranaense e depois sucesso em várias equipes brasileiras e também de fora do país), Sidney (vindo do São Paulo), Everson, Roberval e Marcelo (da base).

         Mais um titulo em 96 com algumas caras novas no elenco como observarão pela relação dos campeões – Régis, Neneca (goleiros), Gil Baiano, Marcão, Fábio (um dos novos), Hélcio, Paulo Miranda, Claudinho, João Santos (com passagens por Fluminense, Bragantino, um cracaço que ganhou as graças do torcedor), Saulo, Tico (centro avante vindo da base), Mazinho Loiola (com passagem por várias equipes e um dos importantes reforços), Sidnei, Ageu, Roger (base), Ricardinho, Luciano, Carlos Alberto Dias (outro reforço importante com passagem por importantes equipes brasileiras e de fora do pais especialmente do futebol japonês), Everson, Denílson, Roberval, Silas, Tcheco (base), Flávio (base), Soares, Picheti (vindo do Botafogo do Rio de Janeiro), Rossano (base), Dodô (centro avante vindo do São Paulo até hoje em atividade com passagens por inúmeras equipes do Brasil e de outros países), Alexandre, Fabiano (base), Tato e Gilson. Magrão do Coritiba com 22 gols foi o artilheiro.

         Em 97 o Paraná chegava ao penta campeonato contando com estes atletas – os goleiros Régis e Marcos (há anos atuando no futebol português), Denílson, Lamonica, Edinho Baiano, Wendell, Reginaldo, Sidney, Tcheco, Ricardinho, Mazinho Loiola, Tico, Caio Júnior (hoje treinador de futebol e nesta condição levou o Paraná Clube a Libertadores da América), Celsinho, Roger, Ednelson, Carlos Alberto Dias, Claudinho, Osmar e Fabiano.

         Alguns comentam que o Paraná Clube se preocupou com a conquista de títulos não abrindo caminhos para no futuro tornar o clube pujante e diante disto surgiu a situação difícil vivida na atualidade. Deveriam ter buscado alternativas de arrecadação para fazer com que o clube seguisse sempre forte como de seus primeiros anos.

         Um novo titulo só aconteceria nove anos depois, isto é em 2.006 e estava lá como vice presidente de futebol numa diretoria encabeçada pelo Professor José Carlos de Miranda tendo como companheiros no Departamento de Futebol Zeomar Marchete e Durval Lara Ribeiro (Vavá), superintendente Ricardo Machado Lima e Luiz Carlos Barbieri como treinador. Os jogadores campeões foram – Flávio (goleiro – campeão paranaense e brasileiro pelo Atlético Paranaense), Darci (goleiro), Emerson (zagueiro ex Portuguesa de Desportos, São Paulo, Seleção Brasileira e equipes de outros países), Gustavo, João Paulo, Edinho, Beto, Goiano, Serginho, Rafael Muçamba, Marcelinho, Elton, Sandro, Leonardo, Vandinho, Vicente e Eder. No ano seguinte excelente campanha no Brasileiro chegando em quinto lugar com direito a disputar a pré eliminatória da Libertadores da América e no êxito frente ao Cobreloa do Chile a classificação e participação na importante competição internacional. Lembranças de momentos gloriosos, de destacados profissionais e com isto registro a esperança de o Paraná Clube reencontrar o caminho de sucesso e realizações.

 

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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