BARES DE BAIRROS

Por Zé Domingos

É sabido que embora residindo no centro ao longo dos anos isto é desde menino sempre tive ligações muito chegadas com bairros e adepto de bares freqüentei inúmeros da periferia. No Boqueirão o bar dos irmãos Petriv inicialmente comandado por seu pai localizado funcionando durante vários anos na Rua Anne Franck proximidades da Sociedade Recreativa do Boqueirão, do Viviurka, na parte de cima do Boqueirão, uma na frente da Escola Nivaldo Braga, da casa dos grandes amigos Osni, Osmar e Osires que tinha o nome com o sobrenome do proprietário, um sobrenome polonês que mesmo me esforçando bastante não recordo, ah lembrei Karatiuk, do Amantino, também conhecido por Gaucho, se não estou na Rua Anne Franck, do Gaucho, que ficava aberto dia e noite oferecendo nas noites e madrugadas as deliciosas sopas de bucho e canja defronte ao Colégio Vitor Ferreira do Amaral, casa sempre lotada, Gaucho que continua com bar na Rua Salvador Ferrante, no Boqueirão, do Tiepo na Avenida Marechal Floriano defronte ao quartel do Exército onde as sextas-feiras tinha o delicioso bucho a milanesa levando um grande público, bar do pai Cabrita e do Edmilson, companheiros de futebol  na Rua Bom Jesus de Iguape  próximo a igreja de Nossa Senhora da Paz onde corriam excelentes comidas, especialmente peixes pescados pelo proprietário e outros tantos. De tantos botecos freqüentados tem alguns que nem lembro mais e por isto peço socorro aos amigos, se recordarem deste ou daquele me informem pelo e-mail contato.josedomingos@hotmail.com ou pelos telefones (41) 9972-0129, (41) 9165-1212 – (41) 9165-1213.

O Valdir tem um bar junto a sua residência na Rua Oliveira Viana, Hauer, estritamente familiar e de amigos que funciona há uns 35 anos ou mais sempre com excelente atendimento e a freqüência de uma turma da melhor qualidade. Ali por iniciativa dos fregueses sempre estão saindo boas comidas. Costelas, filés, alcatras, frangos, carneiros, saladas sempre surgem. Tudo é dividido irmamente entre os participantes da roda. Todos comem e pagam pouco. O Valdir, sempre atento atrás do balcão atendendo a todos com simpatia e com boas tiradas. Sou velho freqüentador do bar do Valdir e sempre que possível estou por lá. Ultimamente face a inúmeros afazeres tenho chegado por lá.

Alcione vizinho e o Carlinhos filho do Valdir, muitas vezes  no comando da churrasqueira, os dois são bons de serviço e sempre estão dispostos. Outro que tem participação ativa nas boas comidas saboreadas no Valdir, é o amigo Koda, uma figura especial sempre disposta a deixar os companheiros felizes e num bom astral. Ainda no Hauer na parte de cima na Rua Valdemar Kost o Bar Transito, comandado pelo João Lopes instalado pelo sempre lembrado Julio, houve ainda outros proprietários e antes do João Lopes, liderado pelo Sergio então chamado de bar do Figura.

Nas proximidades na esquina das ruas Valdemar Kost e Tenente Tito Teixeira de Castro o bar da Jô, hoje comandado pela Rose, na mesma região do Big Fisk, depois transformado em restaurante de frutos do mar mudando da parte de cima do Hauer para a parte de baixo na Rua Alcino Guanabara, falando em Guanabara havia o Bar Guanabara, na Alcino Guanabara, parte de cima do Hauer de propriedade do pai do amigo Juarez e sogro do amigo Mauro, cujo nome não consegui recordar, mesmo estando a observar sua imagem a minha frente, um apaixonado por futebol tanto é que montou vários times na Vila Hauer, inclusive disputando de alguns certames não oficiais, na Rua Carlos de Laet esquina da Rua Irmã Maria Roland o Bar e Restaurante do Nico, onde as segundas-feiras corre um jantar em confraria, na Irmã Maria Roland o Restaurante Laricas, onde diariamente tem excelente almoço com grande variedade de pratos.. Uma turma extremamente legal sempre está reunida por ali.

Ainda no Boqueirão, o bar do Mauro, nas imediações do cemitério, outro próximo ao cemitério comandado por dois irmãos com trinta e tantos anos de atividade ou mais de quarenta anos, a mercearia da Patrícia, onde o Zé Carlos e bons companheiros se reúnem seguidamente, o Vagão e o Pantanal, do Henrique, nas imediações do Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, do Rafael, no Xaxim e outros. Trabalheiem São Josédos Pinhais e lá freqüentei vários bares e ainda quando possível vou até um  localizado na Vila Braga, onde correm comidas da melhor qualidade..

Depois de passagem por vários bares ainda  relembro de outros, mas como a relação é grande ainda alguns ficarão de fora com certeza. Vamos começar pelo bar do Airton, na Avenida Salgado Filho, Guabirotuba, onde trabalhava o Marins, que depois teve o seu próprio bar também na Salgado Filho, quase defronte ao matadouro, onde hoje está o Horto Municipal. O bar do Airton freqüentei quando adolescente época em que estava começando a carreira de radialista.

No Guabirotuba, tinha também a casa da Uda, uma zona, lá no morro, onde hoje tem um conjunto habitacional e naquelas aventuras de jovem seguidamente chegava por lá. Foi uma experiência que serviu e muito para a seqüência de minha vida. Neste bairro fiz amizade com muita gente, alguns dos companheiros daquela época até hoje são amigos e quando os encontroa sempre rende uma boa “resenha” prova disto é Leonel, o Bombeirinho, que hoje reside lá no Uberaba.

Há algum tempo o Brandalize, funcionário aposentado da Prefeitura de Curitiba e sua filha a Dra. Cláudia (médica), ao comparecerem no gabinete do vereador Derosso, perguntaram se lembrava do Ulisses, do Guabirotuba e confirmei que sim e citei que ele era chamado de Ulissão. Ainda ali conheci os irmãos chamados de Pelanca e Pelanquinha, o primeiro falecido e o outro hoje residente em Piraquara e que  trabalhou durante anos numa casa de tintas na Visconde de Guarapuava esquina da Lourenço Pinto, próximo da Câmara Municipal..Valentin, que trabalhava como ascensorista, Tico, funcionário do matadouro, Zé Antonio, o Porco, barbeiro,  policial militar, Maurílio (Cavalo), com quem tive contato durante anos já que tornou-se policial civil, passando a residir no Conjunto Fênix, no Portão, Déco, Wilson, Edo, irmãos da Uda, sendo que Wilson e Edo, ingressaram na Policia Militar, Edo, era da banda de música e Wilson, trabalhou em cidades do norte do Estado, Déco, jogava bem futebol e era destaque do Arsenal, time do Guabirotuba que disputava campeonatos suburbanos,

João Batista, funcionário aposentado da Câmara Municipal de Curitiba, que ainda relembra do Arsenal e procurar desvendar o que aconteceu com o patrimônio do clube, que tinha sede ali mesmo no Guabirotuba, onde houve um incêndio e desapareceu e ninguém dá explicações que destino foi dado a área, Nilton Batista, o Toco, filho de Batista, que brilhou como jogador (ponta direita) do Coritiba e do Atlético, nos anos 50, Toco, foi amigo chegado e infelizmente faleceu muito jovem.

Derci, proprietário de um posto de abastecimento no Prado Velho e que há tempos encontramos num bar ali mesmo no Guabirotuba, onde também estava o Júlio Furquim, e outros que não nos vem a lembrança neste momento. Quando dos 25 anos de ordenação sacerdotal do Padre Paulo Iubel, vigário da paróquia do Guabirotuba, estivemos na solenidade e tivemos a oportunidade de reencontrar vários conhecidos daqueles tempos de adolescência. O bar do Airton era o ponto de encontro de toda esta turma. Ele tinha um apelido que se não estou enganado era Vadinho. O pessoal do Guabirotuba e imediações sabe que o bar do Airton, marcou época na região.

Nas Mercês quando menino conheci o Bar do Nino que quando o Circo Irmãos Queirolo era armado no bairro era freqüentado pelo famoso palhaço Chic-Chic (Otelo Queirolo), do Paulo Scholotag, irmão do Geraldo defronte a sede da Sociedade Mercês, o antigo Bar do Marcassa até hoje em atividade no marco zero das Mercês, Grade, na Vista Alegre das Mercês, a Cantina Pedroli, Rua Vitório Viezer, comandada pelo Walter, em plena atividade, o Botafogo, um dos mais antigos da região, Gentil, no começo do Pilarzinho, o bar do Osni, que conheci recentemente no Pilarzinho, ainda no Pilarzinho freqüentei outros bares, mas seus nomes não me acorrem no momento.

Bar do Padre, no Cajurú, é tradicional e sempre no mesmo esquema. Este bar bastante conhecido dos “botequeiros” curitibanos ficou ainda mais conhecido porque o Ratinho, quando em ótima fase pela televisão em seu programa a nível nacional sempre  mencionava o bar do Padre.

Todos os dias o Padre, tem uma novidade em salgados com destaque para o sanduíche de pernil, quibe cru e dobradinha. Ainda no Cajurú perto do bar do Padre,  na rua Luiz França, tem o Barraco’s, do paranista Ite. Aos sábados tem àquela feijoada e durante a semana seguidamente corre uma “carninha” esperta..Sempre tem àquele sanduíche de pernil e outros petiscos. No Cajurú na Rua Agamenon Magalhães bem próximo da B- 116 o Amigos da Viola, é um bar sensacional, com um grupo realmente especial, também no Cajurú durante anos fez sucesso o Bar dos Taqueiros, as sextas-feiras a casa servia carnes e comidas variadas e o espaço ficava pequeno de tanta gente. Fez história na região e funcionava no inicio da Rua Delegado Leopoldo e recordo que quem me levou lá pela primeira vez foi o Amauri, que trabalhava comigo no Canal 12. O tradicional Giraldi no Cisto Rei que durante mais de quarenta, quase cinqüenta anos foi dirigido por uma mesma família e que agora segundo me informaram foi vendido passando para uma nova direção.

Os bares do Vilson, o Rato, no Guabirotuba, da Ofrázia, comandado por sua filha Cler e pelo Norberto, na Vila São Paulo – Uberaba, na  mesma vila o bar do paranista Lori, do Tião Cardoso, Avenida Wenceslau Brás, Vila Guaira. e Soledade, do amigo Nelson na Rua Arnaldo Thá, Jardim Independência – Fazendinha. Iria longe mencionando bares que freqüentei ou conheci, mas teria que forçar o já cansado “arquivo mental” como mencionado pouco antes quando das informações sobre os bares do centro. Então paro por aqui, mas vou falar mais de bares em outras matérias e espero a sua colaboração informando em torno de outros brevemente. Escrever ou falar de bares é sempre bom, mas freqüentá-los e conviver com os seus fregueses e bem melhor com certeza.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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