COBRANÇAS DE PARANISTAS E DE NÃO PARANISTAS. COXA E ATLÉTICO EMPATARAM
Por Zé Domingos
A declarada torcida e a passagem de vários anos pela diretoria em diferentes funções inclusive como primeiro vice presidente eleito e reeleito, vice presidente de várias áreas especialmente durante aproximadamente cinco anos do Departamento de Futebol Profissional me identificaram publicamente como adepto do Paraná Clube.
Como jornalista, radialista, político, enfim homem público mesmo estando afastado da direção e do próprio clube indo a um ou outro jogo quando convidado por companheiros de rádio para comentários por onde passo sempre as cobranças em torno do querido “tricolor de todas as vilas” ou “tricolor, tricolão, tricolaço” como destacava em suas brilhantes transmissões o sempre lembrado Lombardi Júnior ouço questionamentos sobre o Paraná Clube.
Como sou um “andarilho” desta adorada Curitiba estando seguidamente em diferentes bairros estas cobranças se repetem e tenho que levá-las na esportiva principalmente quando observo partirem de não paranistas. Muitos perguntam, trazem o assunto Paraná Clube a tona apenas para espezinhar, esquecendo que também os times para os quais torcem tiveram seus momentos adversos, suas dificuldades e não estão lá estas maravilhas.
O momento é complicado para o Atlético Paranaense e o Coritiba não realiza a campanha que era esperada por seus torcedores. Ouço “coxas” reclamarem de resultados, do comportamento do técnico e de certos jogadores. Tudo isto faz parte e dá vida ao futebol e concluo que é melhor seguir os velhos ditos populares “bom cabrito não berra”, “política, religião e futebol” não se discute.
Mencionei política e como político tenho sido perguntado em relação ao Vereador João Cláudio Derosso com quem trabalho há vários anos, acusado de irregularidades junto a administração da Câmara Municipal de Curitiba da qual é presidente e alguns dos questionadores o fazem maliciosamente pensando com isto me tirar do sério com reações explosivas e os desaponto porque mantenho-me tranqüilo sabedor de a maioria esmagadora das denúncias não correspondem com a realidade dos fatos e tem fundo meramente de interesses políticos.
Alguns sem qualquer conhecimento e só pelo ouvi dizer ou li se arvoram em comentários, em criticas acerbas visando se projetar publicamente sonhando com a possibilidade de uma candidatura. Tudo isto faz parte do “jogo”. Tem muita gente imaginando ser vereador e outros aproveitando para tentar se segurar e assim vai.
Quem está em função pública durante vários anos sempre alcançando projeção corre o risco de uma hora ou outra ser alvo das chamadas “ciumeiras” fundamentadas na luta pelo poder e daí surgem situações como esta que envolve o Vereador Derosso. O processo está em andamento e o acusado tem respondido as questões que lhe tem sido apresentadas, baseado em documentos e está confiante que mais dia, menos dia tudo será esclarecido.
Tenho evitado abordar os assuntos do Paraná Clube e do Vereador Derosso justamente para evitar polemica, mas diante das seguidas perguntas estou dando uma passada pelos mesmos. Com relação ao Paraná Clube os que me acompanham sabem que me apresentei como enfarado em relação a futebol e por isto tenho ido a jogos apenas quando convidado, mas aprendi com Dona Alcina (mamãe) que nunca deveria dizer “desta água não bebo mais” e futebol é uma paixão que carrego desde criança e não seria de um momento para outro que abandonaria tudo. Continuo torcendo e muito pelo tricolor e sofro quando entra numa fase complicada como a de momento ou quando de resultados não esperados como dos últimos jogos.
Não me empolguei ao contrário de muitos com relação a campanha do primeiro turno e nos jogos que compareci observei a fragilidade técnica de alguns jogadores e do time num todo. Alertei isto em comentários aqui neste espaço e também no programa matinal das seis e trinta as oito e trinta horas pela Rádio Continental – AM – 1270 – Internet rpc.com.br/continental e neste site no menu “Rádio” de que o time era limitado e precisava ser melhorado para buscar o objetivo de retornar a elite do futebol brasileiro.
Houve quem me contestasse afirmando ser negativista e que estava torcendo contra. Não sou nenhum um pouco negativista, aliás, sou positivista até demais, as vezes até acredito em “Papai Noel”, sou tão positivista que até creio na mudança do comportamento dos nossos políticos e por isto sigo envolvido com alguns.
Torcer contra jamais, pois, é bem mais fácil quando dos seguidos questionamentos falar de coisas boas, do que ficar buscando justificativas e dizendo “vamos torcer para que as coisas melhorem”, “vamos acreditar numa sequência de vitórias”, está feio, está ruim ou a tradicional depois de uma vitória “agora vai”.
Mesmo observando o elevado número de contratações com quantidade e não qualidade formando um elenco frágil não vou condenar os dirigentes, pois sei das dificuldades, das limitações orçamentárias, das influencias e outros desafios que o futebol dos dias de hoje apresenta. O “jogo de interesses” está acima de tudo e principalmente por ter vivido de perto o dia a dia de comandar um grupo de jogadores sei das dificuldades. Como em todos os seguimentos há excelentes caráteres, mas há também desagregadores e irresponsáveis, há quem que se imagina amigo e no fundo é traidor e está sempre jogando contra e há um dito muito usado no futebol “ciúme de homem é pior do que o de mulher”. Lamentavelmente há muitos “bandidos na trincheira”. É difícil muito difícil lidar com futebol.
Agora é bom destacar que ninguém é dirigente por imposição, todo aquele que se dispõe em trabalhar num clube o faz por livre e espontânea vontade e por isto quando alguém procura se passar por vitima afirmando que deixa a família, seus afazeres de lado para dedicar-se ao clube e pura demagogia, é pura fantasia.
Fui dirigente do Colorado, do Paraná Clube porque desde adolescente quando torcedor do sempre lembrado Clube Atlético Ferroviário sonhava em um dia ser um dirigente do meu clube de coração e felizmente tive este prazer e nele a satisfação de como primeiro vice presidente observar a reconquista de um titulo estadual depois de nove anos de abstinência, de boas campanhas em campeonatos brasileiros com participações em Sul-americanas e Libertadores da América, de participar da contratação e acompanhar a passagem de grandes jogadores pelo clube, alguns em destaque até hoje e também a tristeza de acompanhar o clube caindo para a segunda divisão, onde convivi com muitas das situações aqui expostas.
Estou escrevendo isto no domingo (18) pela manhã depois de uma noitada festiva, alegre que se estendeu até por volta das três horas com o Jantar Dançante da Primavera, do Movimento de Irmãos da Paróquia Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, da querida Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, o primeiro dos conjuntos habitacionais de Curitiba que acompanhei desde o seu inicio conforme relatei em outras oportunidades e neste encontro a presença de inúmeros paranistas e todos se mostrando apreensivos diante os seguidos resultados negativos da equipe especialmente em jogos dentro de casa como o de sábado ultimo (17) quando levou um gol no inicio do jogo e só foi empatar no final dando aquela agonia.
Um a um frente ao Goiás que não faz uma boa campanha colocou em choque as esperanças da apaixonada torcida que estava aparecendo em bom número, mas com a queda do time voltou ao normal de dois mil e quinhentos, três mil torcedores fazendo com que fique ainda mais complicado para a diretoria gerir os destinos do clube.
“Paranistas vamos continuar acreditando e não vamos nos curvar diante de não paranistas que se mostram como “Bam-Bam” sem observar a situação de seus times. Vamos continuar confiando em melhores dias e torcendo abertamente, pois temos que ter orgulho de sermos tricolores”.
EMPÁTE RESULTADO NEGATIVO
Face a ingrata posição em que vem se arrastando na classificação o Atlético Paranaense mais do que nunca jogando em casa frente ao Figueirense precisava ganhar, mas ficou para o desespero de seus torcedores no empate sem abertura de contagem. Com isto é 18º colocado.
Permanece na zona de rebaixamento e terá que fazer uma campanha de resultados positivos daqui para frente para fugir desta incomoda situação.
Paulo Baier depois de bom tempo ausente retornou entrando no segundo tempo e deu um novo padrão a equipe, mas não suficiente para a vitória tão esperada. Faltou força e competência\ para fazer pelo menos um gol. Não dá mais para errar dizem os atleticanos. O Bahia venceu e isto jogou os atléticos mineiro e paranaense para a área dos desesperados.
COXA ARRANCOU EMPATE
Bafejado pela sorte especialmente no primeiro tempo quando o Internacional perdeu excelentes oportunidades para marcar e pela boa atuação do goleiro Wanderlei que inclusive no segundo tempo defendeu um pênalti o Coritiba arrancou um bom resultado frente ao Internacional em Porto Alegre ao empatar em um a um. Pelas condições do jogo foi um bom resultado para o clube paranaense, já para o Internacional o empate não caiu bem, pois em vencendo se aproximaria dos primeiros colocados.
José Domingos Borges Teixeira
(Zé Domingos)
Telefones – (41) 9972-0129 – (41) 9165-1212 – (41) 9165-1213.
E-mail – contato.josedomingos@hotmail.com



