ARROZ CARRETEIRO‏

encaminhado por Marcelo D’Amico

Poesia: Arroz de Carreteiro

Prato simples que sustenta,
O arroz de carreteiro
É rude manjar campeiro
Com sabor tradicional.
Esta iguaria bagual,
Dos tempos de antigamente,
Ganhou fama e, de repente,
É prato tradicional.

Arroz gaúcho, amarelo.
Charque gordinho, cebola
Daquela roxa, crioula
E o verde é salsa picada.
Panela preta areiada,
Água quente na cabona,
Colher de pau, mangerona,
Parece não faltar nada.

Charque picado a capricho
Tem que ser bem escaldado,
Escorrido e colocado
Na panela novamente.
Quando corar, simplesmente
Bote a cebola picada,
Quando esta ficar dourada
Ponha um pouco de água quente.

Baixe o fogo e bote a tampa
Enquanto o charque cozinha.
De vez em quando, uma agüinha
Pra que não fique queimado.
Aí, o arroz é lavado
E a mangerona tem vez.
Mais uma agüinha, talvez,
Garantindo o cozinhado.

Estando o charque macio,
Bote o arroz pra que se aquente.
Revive continuamente
Com calma e muita paciência.
Baixe o fogo, por prudência.
Bote água da cambona,
Prove o sal e a manjerona
Que são, do gosto, a essência.

Quando o arroz ficar cozido
E ainda estiver molhado,
Tire a panela de lado,
Ponha a salsa e deixe estar.
Chame a turma pra almoçar
E sirva até o bem do fundo
Pra contentar todo mundo
Com delicioso manjar.

Autor: Iberê Machado

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