O PASSADO DEIXOU SAUDADES, LEMBRANÇAS E LIÇÕES, MAS NÃO VOLTA MAIS

encaminhado por Luiz Fanchin Júnior

Ainda existem pessoas que pensam o estado do Paraná, o Brasil, o mundo e si mesmas, como se ainda estivessem no século passado, ou retrasado. Tudo mudou caros amigos! Em nós mesmos e no futebol também.

Claro que o passado deixou saudades, lembranças e lições, mas passou e não volta mais. Agora só nos resta construir o futuro que formos capazes de sonhar e realizar.

O Paraná Clube está precisando mudar urgentemente para se adaptar aos novos tempos. Não bastam conhecimentos sobre montagem e administração de um time de futebol. Isso hoje em dia é muito pouco. E não adianta discordar, as realidades atuais estão aí e não querer vê-las, entendê-las e superá-las, não vai mudar nem resolver coisa alguma.

Por exemplo, você que está lendo esta matéria é um exemplo. A maioria das pessoas não possuem esse algo mais, essa curiosidade, esse interêsse em ler, aprender, analisar, mudar e agir. Estão vivendo ainda uma realidade que não existe mais.

Isso assusta? Claro que sim, mas também é uma infinita fonte deoportunidades.

Como ressuscitar um clube.

Tenho recebido muitos comentários e provocações cobrando-me uma explicação sobre a atual e trágica situação do Paraná Clube. Afinal, como o idealizador inicial do Tricolor e profissional de marketing, eu deveria ter e apresentar idéias e soluções.

Por incrível que possa parecer, eu realmente tenho idéias e propostas de soluções para salvar o Paraná Clube. Porém (sempre existe um porém), toda e qualquer idéia ou proposta de solução precisa ser executada e muito bem executada. Isso só é possível com uma equipe competente, comprometida com resultados, entusiasmada, entusiasmante, harmoniosa e guerreira.

Infelizmente o Paraná Clube tornou-se refém de pessoas muito bem intencionadas, mas despreparadas nas 3 áreas chaves do mundo mercadológico moderno que são os mesmos do futebol.

Como em qualquer panificadora alguém é o responsável pela produção de pães. Outros pela venda, relacionamentos, conquistas e manutenção de clientes. E, finalmente, outro no caixa.

Produção – Em futebol é toda a estrutura de formar – não é deformar jogadores para serem apenas robôs encostadores de bola – implantar uma filosofia competitiva e criativa na equipe, estabelecer regras de relacionamentos e contratos justos para todos os envolvidos.

Marketing – Ainda se pensa que a direção de marketing de um clube é um departamento de vendas de placas, patrocínios, chaveiros, camisetas etc. São atividades importantes mas pontuais. Marketing em futebol é muito mais: É voltado para a construção de uma personalidade forte dirigida para uma camada de público alvo. Essa atividade vai desde a uniformização do visual do clube até a criação de fatos novos que acelerem a conquista e manutenção de simpatizantes, torcedores e sócios.

Administração – É preciso um repensar total e permanente. Toda empresa, clube e capital imobilizado são fontes de despesa. As receitas e lucros estão do lado de fora. As planilhas financeiras são conseqüências. Servem de base para analisar economias.

Indo aos finalmente: A equipe de comando que assumir o Paraná Clube precisará contar com profissionais dos 3 principais setores relacionados. E o primeiro passo deverá ser a criação de um grande fato novo. Algo que desperte esperanças verdadeiras e possíveis entre seus atuais torcedores e, por incrível que pareça, conquiste simpatizantes na mídia e no público alvo.

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11 comentarios sobre “O PASSADO DEIXOU SAUDADES, LEMBRANÇAS E LIÇÕES, MAS NÃO VOLTA MAIS”


  1. RODRIGO disse:

    O futebol deveria ser separado do social ou seja um presidente social eleito pelos socios, e o presidente da bola este remunerado e com grande conhecimento e vontade de conquistas, todo o clube do brasil tem o sonho de ganhar titulos importantes não vejo isto no parana de hoje, sonhei um dia ver o tricolor levantar uma copa do brasil ou ate mesmo um brasileiro da serie A mas esta muito dificil nem ganhar o minguado paranaense a gente consegue, a marca parana clube é muito forte a nivel nacional e falta explorar melhor isto, temos um estadio que nos da AZAR ( matou o ferroviario, matou o colorado e esta tentando nos matar ) aquilo tinha que ser derrubado e ser levantado um novo estadio ) mas que é central e de qualquer lado da cidade vc o ve ou seja propagandas nele para aumentar a verba. PELO AMOR DE DEUS VOLTE A SER GRANDE


  2. Marcelo D'Amico disse:

    Acabamos de ouvir no rádio o longo julgamento do Rio Branco; ele foi inocentado e o Paraná fica sujeito ao julgamento no STJD no Rio de Janeiro, de recurso inevitável no caso. O que preocupa e muito é o futuro do Clube. Apesar dos pesares o Paraná Clube é um patrimônio do povo dessa cidade, mesmo os rivais, não se enganem, só têm a perder com esta situação, pois o enfraquecimento nosso com certeza repercutirá para todo o futebol paranaense. Que a Diretoria se movimente, lance um movimento conclamando os torcedores a ajudarem com idéias e ações, abram espaço para as manifestações de apoio, enfim, vamos todos reagir que o Brasileirão vem aí.


  3. rodrigo disse:

    Acredito que devemos antecipar a avalanche tricolor para agora pois temos quer ir as ruas e protestar o campeonato paranaense sem o paraná não é e não será a mesma coisa, é claro para a impresa melancia é bom pois o parana os incomoda os timecos deles, mas para o estado em um todo seria prejudicial.


  4. Ricardo Soares disse:

    Só Coritiba e Atlético mantiveram suas tradições. Certos estamos nós. Vide situação da dupla, cada vez mais arraigados nos corações de seus torcedores. Num, a manutenção do que sempre teve, mesmo do que até evitava, como o apelido que o assustava, “coxa”.
    No outro, de uns tempos para cá a adoção da logomarca justo do Ferroviário, que seus torcedores descobriram como uma das mais belas obras do futebol brasileiro. Fizeram um grande estádio (na verdade, meio, apenas – mas as cameras movimentadas só de um lado fazem sempre sua parte)- um grande estádio, como os Bocas. Organização, pela primeira vez, como os Bocas, que aqui sempre foram respeitados pela postura (Mens sana …), pelo departamento médico qualificado como poucos clubes no Brasil.
    A baixada sempre foi uma b., só que com o apoio do nosso banco, virou uma jóia, ou meia-jóia. E agora vem mais – minha avaliação cardiaca, essa pode esperar até 2015.
    Agora vamos nós vilipendiar uma de nossas jóias historicas, que é a Vila ? Tudo o que aconteceu, aconteceu lá, coisas boas e ruins.
    Não foi a Vila que inventou de acabar com o Boca, foi a falta de visão de seus dirigentes, malucos na verdade por fazerem o que fizeram.
    Só que tem que ter cacife, penetração politica prá fazer o que foi feito na Baixada, isso é coisa pra politico, e nós não temos isso.
    Conclusão ? Viramos num Pinheiros. Quem aguenta e se conforma, que se divirta com aquele galinhão.


  5. Ricardo Soares disse:

    E, por favor, Avalanche, digo, avalanche, peraí, é brincadeira, né ?
    Por favor, que isso não se repita.


  6. Ricardo Soares disse:

    E prá completar, pode ter certeza que não incomodamos mais a midia melancia.
    Estamos, finalmente, bem como eles sonharam sempre (se bem que a maioria nem sonhava em receber tão valiosa doação): sem mais o vinculo original com os afro-descendentes (cadê o neguinho da diferença ?), sem a ligação com o povão das estradas de ferro (leia-se trabalhadores) e, como o Colorado e o Pinheiros, sem poder nenhum com arbitragens. Sem o vinculo com o samba, afinal, sem nada, mais. Um galinhão, em troca de tal riqueza histórica.
    Prá eles, somos apenas coadjuvantes, sem poder nenhum.
    Volta a pergunta: qual o indice de crescimento atual e para os próximos, digamos, cinco anos, da torcida do Paraná, comparativamente aos demais locais, isso prá não se falar em Curintians e outros troços ?


  7. Ricardo Soares disse:

    Marketing, personalidade forte:
    Muito bem: Furacão, é personalidade, marca forte.
    Arena da Baixada, idem. Coxa, idem.
    Gralha, o que é isso ?
    Mas, Boca, com todo o folclore por ele representado pra quem o conheceu, qual a força dessa marca ?
    Se ajudou a idealizar, idealizou errado.
    Quantos ex-paranistas estavam no Couto contra o Vasco, vestindo aquela camisa verde lá deles ?
    Certeza que muita, mas muita gente mesmo, sei lá se não uns milhares ?
    A “nova idéia”, o “adeus ao passado”, foi então uma boa ideía ?
    Ou, numa terra fortemente arraigada a tradições, tradições mantidas se fortalecem cada vez mais ?
    Mas seria preciso abrir mão do orgulho e consertar a caca abismal, e aí é que são elas.


  8. Ricardo Soares disse:

    Público alvo: afro-descendentes, 51 por cento hoje no país, se bem que aqui é bem diferente, normal devido influencia européia. Só que isso atrai o branquinho, o doutor também ,que quer torcer por um clube popular.
    Uniformização visual do clube: quando o Boca entrava em campo, com a camisa vermelha, calções negros e meias brancas, os melancias se borravam, mesmo sabendo (no caso do Colorado) que com quem tinha poder decisório tava tudo certo.
    Nenhum uniforme marcou aqui, mais que esse, tanto que longe, na teve, o uniforme do Atletico fica-lhe assemelhado.
    Com a teimosia ali em cima explicitada, vai ficar por isso mesmo.
    Blog Bocaeternamente, que inspirou Eternamente Coxa, participe.


  9. Ricardo Soares disse:

    Em tempo, blog ainda em ajustes.
    Ontem pela Banda B possivel ouvir versos de algum bem intencionado que falam sobre trajetoria que levou ao atual tricolor, terminando com “Boca-negra”, objetivando impacto com última parte.
    Bom, mas muito timida a explanação, levando-se em conta a premencia e a necessidade de se utilizar essa riqueza, mas de modo muito, mas muito mais incisivo.
    Desse jeito, continuamos em ponto morto.


  10. Ricardo Soares disse:

    E olha lá o Goiás, me disseram que fazendo hoje a 1 real.
    Fizessem a cinco na Vila e aí mais não precisava, nem cansativas e inafrutiferas campanhas desesperadas de marketing.
    Aí vem a teimosia de sempre: ” – ah, mas ja foi feito uma vez lá em …1.800 e pouco, e não mudou nada”.
    Papo furado e pura teimosia.
    A decisão da Copa Sul mostrou claramente o significado de uma promoção bem afeita.
    Agora, também não adianta fazer uma vez e depois largar.
    Tem que estabelecer “campeonato inteiro.”
    Tempo perdido.
    Mas, prá enfrentar a poderosa dupla, é a única saída. Popularização, de fato voltarmos as nossas aorigens, ao a menos nisso.
    OU continuaaremos um Pinheiros, o que alguns estão gostando.


  11. Ricardo Soares disse:

    O Boca:
    Todos, sem exceção, todos os ícones, os remanescentes Bocas da midia, todos aqueles que viram, sentiram, torceram, vibraram pelo Boca, se omitiram. Negaram-se a transmitir as gerações atuais tudo oque viram e testemunharam. Por que ?
    Aí, tinhamos dentro de Curitiba um sem número de histórias, elementos históricos envolvendo futebol, samba, formação de escola de samba nascida dentro mesmo da Vila Capanema que fez a historia do Carnaval local com muitos de seus participantes ainda por aí, um clube popular como nenhum aqui porque ligado a instituição de porte admirável principalmente por coexistir com época de poucos ou nenhuma similar em grandeza, e uma história local diferenciada pela aberta e tranquila aceitação de atletas afro-descendentes e trabalhadores em suas equipes de futebol.Na verdade, um folclore todo que simplesmente desapareceu, foi jogado no lixo da historia local.
    Claro que qualquer outro clube desejaria que toda essa riqueza histórica e popular fosse mantida, ou, integrada mesmo a um novo clube do qual ele viesse, por ser seu representante mais representativo, a marca mais forte, no caso, do ParanáClube.
    Mas, o quefoi feito ? Fala-se até em Britania, Agua Verde e Palestra, misturando tudo com instituições de menor representatividade popular, transformando tudo numa grande salada que acaba não tendo valor nenhum.
    AGalera Boca procura até hoje explicações para a clara omissão dessa gente. Uma das versões encontradas e que se sobressai, é que isso teria sido o preço estipulado para que o Paraná Clube tivesse autorização para um salto inicial de alguns anos, até se estabelecer como clube local, enquanto os demais mantinham as barbas de molho.
    Na sequencia, a dupla voltaria com tudo, o Paraná, mantendo simbolos ligados apenas ao Pinheiros, levaria uma vidinha de Pinheiros, sem incomodar ninguém.
    Nós perderiamos o incomodo (para os adversários)e embrionário vinculo com a antigamente chamada “raça negra”, hoje, nossos irmãos afro-descendentes, e com isso liberariamos “vida normal” para os demais adquirirem aficcionados junto a esse importante e decisivo segmento da fantástica população brasileira.
    Bocaeternamente, em reconstrução, blog da Galera Boca, aguarde.

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