Leitura recomendada – Nasce Dalva de Oliveira

encaminhado por Marcelo D’Amico

No dia 05 de maio de 1917:

Nasce Dalva de Oliveira

Ela foi descoberta para a música, pelo maestro Antonio Zovetti, quando era faxineira num salão de danças, e se tornou uma das maiores estrelas do bolero e do samba canção. Foi a primeira cantora brasileira a fazer sucesso no Exterior, anos antes que a Bossa Nova conquistasse as terras estrangeiras.

Com seu primeiro marido, Herivelto Martins, teve o seu filho famoso: Pery Ribeiro, que herdou dela não apenas o talento de cantor mas também o belo par de olhos verdes.
Dalva era garantia de sucesso nas décadas de 40, 50 e 60.
Ela e Herivelto lançaram 42 sucessos até 1950, quando se separaram e ela surgiu com a canção "Tudo Acabado". A partir daí, o Brasil acompanhou, através do lançamento de novas canções, a briga entre Dalva e Herivelto. Ela lançava uma canção, ele respondia com outra e assim por diante.

O verdadeiro nome dela era Vicentina Paula de Oliveira e ela nasceu em Rio Claro, interior de São Paulo, em 5 de maio de 1917. Era filha da portuguesa Alice do Espírito Santo de Oliveira e de Mário de Oliveira, marceneiro da Companhia Paulista de Trens e saxofonista amador conhecido por sua paixão por promover festas. Tinha mais três irmãs. Teve uma infância muito pobre, mas cantava desde menina, acompanhada pelo pai.

Foi levada para a carreira de cantora quando era faxineira num salão de danças. Começou juntando-se à dupla Preto e Branco, formada por Herivelto Martins (o branco) e Nilo Chagas (o preto). Juntos, formaram o Trio de Ouro, que conquistou até o maestro Villa Lobos, que logo saiu dizendo que, no Trio, estava aquela que viria a ser a maior cantora do país. E era verdade. Herivelto se tornou um dos maiores compositores da nossa história. Casou-se com Dalva e tiveram dois filhos: Pery, o cantor, e Ubiratan.

Quando aconteceu a separação do casal, ela foi parar em todos os jornais e revistas. E virou polêmica musical. Era 1949 e Dalva iniciou sua carreira solo. Até Tom Jobim fez arranjos para ela.

A partir de 1951, Dalva era a campeã absoluta de vendas de discos da gravadora Odeon.

Em 1952, Dalva casou-se com o argentino Tito Climent, que passou a administrar a sua carreira. Com ele ela foi à Londres gravar com a então famosa orquestra de Roberto Inglez e cantar para a Rainha. Gravou ainda na Argentina, com Francisco Canaro.
E continua fazendo muito sucesso no Brasil até a década de 1960, que traria muitas mudanças nas preferências musicais dos brasileiros.

Aos 47 anos, Dalva se casou pela terceira vez. E desta vez com Nuno, um rapaz de apenas 19 anos.

Em 1965 Dalva, que ocupara por décadas as manchetes de jornais e revistas, que acompanhavam a sua vida, fofocavam e denunciavam o seu hábito de beber demais, volta a ser manchete depois de sofrer um sério acidente de automóvel e ir parar no hospital correndo risco de morte. Mas ela escapa, apenas com uma cicatriz no rosto e a mesma voz poderosa de sempre.
Ao lado de uma nova geração de cantores e músicos, ainda participa de muitos shows e gravações.

Dalva de Oliveira morreu, vítima de uma hemorragia, no dia 31 de agosto de 1972 com apenas 55 anos de idade.

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