“RECORDAR É VIVER” BONS TEMPOS DE TANGOS E BOLEROS NO BANGALÔ. OUTROS RESTAURANTES…

Por Zé Domingos

E-mail: contato.josedomingos@hotmail.com

ZÉ DOMINGOS É FEDERAL – 4012 – PSB

A voz do Paraná contra os desavergonhados em Brasília!

Numa roda de conversa no Maneko’s Bar, no início da Alameda Cabral, corria o bate papo solto e descontraído, quando um dos participantes nos perguntou se lembrávamos o nome do restaurante onde tocavam tangos e boleros em Santa Felicidade e, mesmo antes que respondesse o José Trindade, Zé Trindade, o cabeleireiro das autoridades, destacou: Bangalô.

Realmente era Bangalô e a pergunta respondida pelo Zé Trindade foi feita pelo Ivan, funcionário aposentado do nosso sempre lembrado Banco do Estado do Paraná – BANESTADO, colega do amigo e companheiro Dr. Wilson Ganen. Ivan relatou que o proprietário da casa era o Joel Klein.

Foram lembrados o excelente cantor Edegardo, intérprete de primeira de tangos e boleros, uma das grandes atrações do Bangalô, os músicos Lalo, pianista e Menendes, um argentino que tocava bandoneon. A casa estava sempre lotada. Em finais de semana havia reservas de mesas. Além da excelente música, a alimentação também de alta qualidade.

Os garçons eram Gibi, Getúlio e Lacerda, sempre muito atenciosos e simpáticos, lembra o Zé Trindade,  Enfim, uma casa completa e por isto de grande sucesso. O Bangalô deixou a sua marca em Curitiba. O Edegardo tornou-se uma figura destacada na cidade e era reconhecido por onde andava. Infelizmente, faleceu muito novo.

Nesta mesma conversa em que também participaram, em parte, os desembargadores Tadeu e Dimas, foi lembrado o Restaurante Dançante Oásis, localizado na Rua Presidente Prudente de Moraes, entre as ruas Padre Agostinho e Isaias Bevilaqua, que um dia foi Tinguis. Era um verdadeiro ponto de encontros da cidade e por ali desfilavam ótimos conjuntos. As sextas-feiras o Oásis lotava.

Na noite em que nos lembramos do Oásis não conseguimos recordar o nome da família proprietária do famoso restaurante e numa conversa com o Luiz Antoniassi, o Luizinho, nascido nas Mercês, onde esta casa se localizava, em determinado momento por um acaso ele citou o nome Cachuba. Esta família, tradicional nas Mercês, é que comandava o Restaurante Oásis.

O Desembargador Tadeu, citou a Churrascaria Rancho Fundo, localizada na Av. Visconde de Guarapuava, próximo à Rua João Negrão, dizendo que havia um corredor de acesso e em seguida o salão. Disse que era muito boa. Não lembramos de ter estado neste estabelecimento.

Nesta conversa também falamos da Churrascaria Dois Pinheiros, localizada próximo da BR-116, no final do Hugo Lange. Aos sábados era servida uma feijoada selecionada e aos domingos um almoço especial, inclusive com música ao vivo. Música ao vivo também durante alguns jantares nos dias de meio de semana. O conjunto que tocava por lá, segundo o saudosista Zé Trindade, era chamado Los Locos.

Era um restaurante muito bem frequentado e fez sucesso durante vários anos. O visitamos em inúmeras oportunidades e, inclusive, tínhamos amizade com os proprietários e com todo o pessoal da casa.

Lembramos do Jan Gil, que antes foi Massalândia, no primeiro andar do Edifício Ana Cristina, na Praça Osório 45. Um ponto de encontro de jornalistas, radialistas, futebolistas e sempre com grande público. A casa era comandada pelo Jorge, que encontramos na União Recreativa Cultural Ahú – URCA.

Era um local agradável para um aperitivo e um papo. Ali se ficava horas, comendo e bebendo bem, ao lado de bons companheiros. Muitos encontros românticos também aconteciam na Massalândia, depois Jan Gil. Foi outra casa que deixou sua marca em Curitiba, durante vários anos. Deve ter funcionado até o final dos anos 90, começo dos anos 2000.

Com a lembrança do Jan Gil veio a recordação do Taras Bulba, um bar comandado pelo Alfredo Curi, na Rua Senador Alencar Guimarães, ao lado naqueles tempos do Colégio Novo Ateneu e da Faculdade de Direito de Curitiba, perto do Canal 12 e defronte a Rádio Universo. Era um bar muito frequentado.

Outra casa liderada pelo Curi e por sua esposa Gilda, o Bar e Restaurante Castelo de Cracóvia, situado na Rua Jesuino Marcondes, defronte à Telefônica, depois TELEPAR. Ficava aberto praticamente a noite inteira, com música ao vivo e com alguns pratos sofisticados. Os boêmios de Curitiba o frequentavam seguidamente.

Na Rua Alencar Guimarães, nas imediações da Praça Rui Barbosa, funcionou o Terraço Itália, um bar, lanchonete, pizzaria e restaurante que tinha como comandantes os ex-jogadores do Atlético Paranaense, Júlio, lateral-esquerdo e Nilson, o Bocão, ponteiro-esquerdo. Uma casa de muito movimento, frequentada por mulheres bonitas e assim sempre movimentada. No final das tardes, especialmente nas sextas-feiras, sempre “bombava”.

Os desembargadores saíram logo, mas a roda de papo recebeu a chegada do Dr. Antonio Monteiro, engenheiro aposentado da COPEL, responsável pela construção de algumas de nossas principais hidrelétricas e ele também, saudosista, em meio a um bom vinho chileno entrou na “valsa da saudade”.

Foi logo citando a Churrascaria Cavalo Branco, na Avenida Iguaçu, Água Verde, onde hoje funciona uma pizzaria. Nos fundos desta churrascaria, lembra o Zé Trindade, tinha o campo do Bloco Esportivo Capão da Amora – BECA. Fomos frequentadores assíduos desta churrascaria e um dos seus garçons era o conhecido Polaco, gente fina e que depois se tornou nosso cabo eleitoral lá na região do Barigui da Estação, na antiga estrada de Araucária.

Aos domingos o Cavalo Branco, oferecia um almoço diferenciado com pratos variados, destacando-se um empadão realmente sensacional. Muita gente ia até lá justamente pelo empadão.

Como também muita gente ia até a Churrascaria Três Fazendas, comandada pelo Roque Pazzeti, hoje titular da Churrascaria Gaúcha, no Pinheirinho, então localizada às margens da BR- 116 – junto a um posto de combustível, próximo ao viaduto da Avenida Brasília até a Rua Francisco Derosso, para saborear as entrada, que eram sopa de capeleti e farofa de cenoura. Até hoje a Gaúcha oferece a sopa e a farofa, com sucesso.

Citada também a Churrascaria Parque Cruzeiro, na Avenida Batel, onde o Remi, popular Índio, era um dos garçons. A casa era movimentadissima destacando-se a alcatra e o filé, os mais solicitados eram servidos com farofa e saladas de tomate e cebola.

A salada de cebola tinha um toque especial e diziam que ficava horas antes no gelo para cortar o ácido. Foi lembrada também a Churrascaria Laço de Ouro, localizada nas Mercês, no marco zero, defronte ao tradicional Bar do Marcassa, onde hoje funciona uma loja de móveis.

Ali tocava o Ivan Taborda, na época também motorista do Dr. Pedro Viriato Parigot de Souza, ex-governador, um dos mais respeitados paranaenses de todos os tempos. Ivan é hoje comandante de programas no estilo gaúcho pela televisão. Aqui em Curitiba, tais programas são retransmitidos pela TV Educativa, Canal 9, aos domingos pela manhã.

As sextas-feiras quem se apresentava por lá era Valdir Teixeira, acordeonista e pianista da melhor qualidade e a cantora Marli. Era um show à parte. Como a conversa se alongou ainda houve outras recordações e numa próxima oportunidade as relataremos com carinho especial.

“RECORDAR É VIVER!”

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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