“RECORDAR É VIVER” BARES, MUITOS BARES E OUTRAS RECORDAÇÕES…

Por Zé Domingos

E-mail: contato.josedomingos@hotmail.com

ZÉ DOMINGOS É FEDERAL 4012 – PSB

A voz do Paraná contra os “desavergonhados” em Brasília!

Relatamos em várias oportunidades sermos freqüentadores de bares desde a adolescência e assim conhecemos inúmeros destes estabelecimentos ao longo dos anos. Recentemente em conversa com o amigo Luiz Bocian, comentou que deveríamos relembrar bares, cinemas, boates e etc., e dissemos termos escrito sobre tais estabelecimentos em várias oportunidades. Diante da cobrança do companheiro dissemos que voltaríamos a abordar tais casas. Hoje iniciamos abordando bares.

Visitamos bares há uns 50 anos mais ou menos e fizemos vários amigos, alguns se tornaram grandes parceiros. Em determinada ocasião fizemos referências ao bar do Valdir, Rua Oliveira Viana, Hauer, que funciona há uns 30 anos, sempre com excelente atendimento e a freqüência de uma turma da melhor qualidade.

Ali, por iniciativa dos fregueses, sempre estão saindo comidas da melhor qualidade. Costelas, filés, alcatras, frangos, carneiros e saladas deliciosos sempre surgem por ali, numa iniciativa dos frequentadores da casa e tudo é dividido entre os participantes da roda. Desta forma todos comem bem e pagam pouco. O Valdir, sempre atento, atrás do balcão atendendo a todos com simpatia e com boas tiradas.

Alcione, muitas vezes está no comando da churrasqueira, mas o Carlinhos, filho do Valdir, também é outro que sempre colabora. Os dois são bons de serviço e sempre estão dispostos a enfrentar a churrasqueira. Outro que tem participação ativa nas boas comidas saboreadas no Valdir é o amigo Koda, uma figura especial, sempre disposta a deixar os companheiros felizes e num bom astral.

Depois de passagem pelo Bar do Valdir vamos relembrar de mais alguns, mas como a relação é grande alguns ficarão de fora. Vamos começar pelo Bar do Airton, na Avenida Salgado Filho, Guabirotuba, onde trabalhava o Marins, que depois teve o seu próprio bar também na Av. Salgado Filho, quase defronte ao matadouro, onde hoje está o Horto Municipal. O Bar do Airton frequentamos quando adolescentes, época em que estávamos começando a carreira de radialista.

No Guabirotuba tinha também a casa da Uda, situada no morro, onde hoje tem um conjunto habitacional e naquelas aventuras de jovens seguidamente chegávamos por lá. Foi uma experiência que serviu, e muito, para a sequência de nossa vida. Neste bairro fizemos amizade com muita gente, alguns dos companheiros daquela época até hoje são amigos e quando os encontramos sempre rende uma boa “resenha”, prova disto é Leonel, o Bombeirinho, que hoje reside lá no Uberaba.

Há algum tempo, o Brandalize, funcionário aposentado da Prefeitura de Curitiba, e sua filha, a Dra. Cláudia (médica), ao comparecerem no gabinete do vereador Derosso perguntaram se lembrávamos de Ulisses, do Guabirotuba, e confirmamos que sim e citamos que ele era chamado de Ulissão.

Ainda ali conhecemos os irmãos chamados de Pelanca e Pelanquinha, o primeiro falecido e o outro hoje residente em Piraquara e que trabalhou durante anos numa casa de tintas na Av. Visconde de Guarapuava, esquina da Lourenço Pinto. Valentin, que trabalhava como ascensorista, Tico, funcionário do matadouro, Zé Antonio, o Porco, barbeiro, Maurílio (Cavalo), com quem tivemos contato durante anos, já que se tornou policial civil, passando a residir no Conjunto Fênix, no Portão, Déco, Wilson, Edo, irmãos da Uda, sendo que Wilson e Edo ingressaram na Policia Militar, Edo era da banda de música e Wilson trabalhou em cidades do norte do Estado, Deco jogava bem futebol e era destaque do Arsenal, time que disputava campeonatos suburbanos.

João Batista, funcionário aposentado da Câmara Municipal de Curitiba, que ainda relembra do Arsenal e procura desvendar o que aconteceu com o patrimônio do clube, o qual tinha sede ali mesmo no Guabirotuba, onde houve um incêndio e desapareceu e ninguém dá explicações que destino foi dado à área, Nilton Batista, o Toco, filho de Batista, que brilhou como jogador (ponta-direita) do Coritiba e do Atlético, nos anos 50, Toco, foi amigo chegado e infelizmente faleceu muito jovem.

Derci, proprietário de um posto de abastecimento no Prado Velho e que há tempos encontramos num bar ali mesmo no Guabirotuba, onde também estava o Júlio Furquim, e outros que não lembramos neste momento. Quando dos 25 anos de ordenação sacerdotal do Padre Paulo Iubel, vigário da paróquia do Guabirotuba, estivemos na solenidade e tivemos a oportunidade de reencontrar vários conhecidos daqueles tempos de adolescência. O Bar do Airton era o ponto de encontro de toda esta turma. Ele tinha um apelido que se não estou enganado era Vadinho. O pessoal do Guabirotuba e imediações sabem que o Bar do Airton marcou época na região.

Bar do Padre, no Cajuru, é tradicional e sempre no mesmo esquema. Este bar bastante conhecido dos botequeiros curitibanos ficou ainda mais conhecido porque o Ratinho, quando em ótima fase pela televisão, em seu programa a nível nacional, sempre mencionava o Bar do Padre.

Todos os dias o Padre tem uma novidade em salgados, com destaque para o sanduíche de pernil, quibe cru e dobradinha. Ainda no Cajuru, perto do Bar do Padre, na Rua Luiz França, tem o Barraco’s, do paranista Ite. Aos sábados tem aquela feijoada e durante a semana seguidamente corre uma “carninha esperta”. Sempre tem aquele sanduíche de pernil e outros petiscos.

No centro a Confeitaria Cometa, um dos mais famosos pontos de encontro durante anos. Os deliciosos sanduíches preparados pelo Dalmo e garçons experientes que atendiam bem e rapidamente. Os petiscos e o chope eram referencia da casa comandada pela família Mehl. Foi um local que frequentamos muito durante vários anos.

Mercearia e Bar Nico, Rua Professor Evaldo Schiebler, no Morro do Querosene, como alguns chamavam a região, nas imediações da caixa d’água do Alto da XV, Hugo Lange, inclusive tinha o time de futebol Morro do Querosene, que disputava o “peladão” organizado pelo Nelson Comel.

Falando no Nelson Comel, nos lembramos do Bar do Laxixa, irmão do Isabelino, os dois jogaram no Atlético Paranaense, eram uruguaios, radicados no Brasil desde meninos. Isabelino tornou-se policial civil e Laxixa montou um bar de sucesso, especialmente pelo bolinho de carne, localizado na Rua Jerônimo Durski, próximo da Avenida Vicente Machado.

Com o fechamento do Bar do Laxixa, o Comel e boa parte dos fregueses do Laxixa, se transferiram para o bar do Lauro Popadiuk, no Bigorrilho, perto da caixa d’água que foi lembrado pelo Marcos Kaminski, que foi um dos muitos que telefonaram informando sobre bares. O Popadiuk continua firme e ali tem uma turma de primeira que realiza todas as quartas-feiras o famoso “grumixo”, que na verdade é uma confraria com os participantes, em cada quarta dois se responsabilizam pelo jantar. As duplas procuram se superar e assim a comida é sempre de primeira.

Voltando ao Nico, era freqüentado pelo companheiro José Duracir Bressan, que trabalhou conosco durante anos. Um parceiro inseparável e que infelizmente nos deixou cedo. Mesmo antes do Bressan nos convidar para visitar o Nico já conhecíamos seu estabelecimento, pois logo que conhecemos a Ana Maria, há 38 anos, ela residia próximo a tradicional mercearia.

Orcino Canesso, funcionário da Gazeta do Povo, que também nos deixou cedo, era filho do proprietário de um movimentado bar ali próximo ao Nico. Era muito frequentado e na esquina da rua do bar do Canesso tinha uma mercearia que também frequentamos muito.

Não muito distante dali, no Bacacheri, o Bar Tricolor, do paranista Algacir, onde tem uma freguesia fechada. Uma turma muito legal e que nos recebe muito bem quando lá comparecemos. Também no Bacacheri, na Rua México, funcionou durante anos o Bar Américo. Conhecemos este bar quando o Américo nos procurou (quando vereador) para auxiliá-lo a resolver a liberação do alvará.

O orientamos e acompanhamos a solicitação, naquela época junto ao Departamento de Urbanismo, então dirigido pela Dra. Dulcia Auriquio, onde o Manoel Euphrázio Carvalho Oliveira Júnior, o Maneco, atual presidente da Associação dos Aposentados da Prefeitura de Curitiba, primo, era chefe de gabinete e ajudou na tramitação do pedido e com tudo acertado o alvará foi liberado e então passamos a frequentar o estabelecimento, fazendo amigos como o Dr. Homero Ravedutti, advogado e professor de educação física do Estado, que tinha sido interventor em Carlopólis, no norte pioneiro e funcionário da PUC. Homero, um “parceiraço”, era de Santo Antonio da Platina e também faleceu cedo, isto há vários anos. Foi um grande companheiro e que sempre lembramos.

Dionísio, militar reformado, Rui, que trabalhava na oficina Rigolino, também falecidos, grandes companheiros, Paulo Afonso e outros cujos nomes não recordo no momento. Grandes festas aconteceram no Bar do Américo, que era frequentadissimo especialmente nas noites de sexta-feira.

Por último, hoje lembramos o Bar Avenida, Avenida João Gualberto, próximo da fábrica de pianos Essenfelder, no Juvevê, que funcionou durante aproximadamente 50 anos, sempre sob o comando dos irmãos Antonio, Zita e mais uma que não lembro o nome. Local frequentado por juízes de direito, promotores, desembargadores e uma freguesia diversificada.

Nos dias que Dona Zita fazia quibe e outras comidas árabes, era difícil conseguir espaço. Foi um bar que frequentamos muito e temos até hoje saudades. Antonio e Dona Zita eram sensacionais e realmente deixaram saudades. Mesmo com idade avançada atendiam a todos com atenção, carinho e com produtos de qualidade. Faleceram deixando seus nomes marcados na história do comércio curitibano.

Brevemente lembraremos outros bares e você pode nos ajudar informando sobre o bar do seu bairro ou um bar que fez parte da vida de nossa querida Curitiba. Gostamos, gostamos muito de bares, pois é ponto de reunião e formação de grandes amigos.

“Recordar é Viver!”

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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