PREDESTINADO
Por Zé Domingos
E-mail: contato.josedomingos@hotmail.com
ZÉ DOMINGOS É FEDERAL – 4012 – PSB
A voz do Paraná contra os “desavergonhados” em Brasília!
Mais de 23 horas, quase meia noite, quando cheguei em casa após um dia de caminhada intensa, com visitas e contatos diversos, com o objetivo de alcançar a meta definida de ser eleito deputado federal sob o número 4012 – PSB. Passei boa parte do dia com a imagem de um encontro de extrema felicidade e realização.
Em outras oportunidades, aliás, em várias vezes, relatei o prazer enorme que tenho em conversar com pessoas de idade avançada. É uma realização, uma satisfação. Esta satisfação vem dos tempos de menino, quando comparecia no casarão da Rua Dr. Muricy 1111, para conversar com “Vó Sinhazinha” e, especialmente, com “Vô Juca” (pais de minha mãe), que era um papo agradabilíssimo, rico em detalhes.
Como desde menino me apaixonara por política, isto é, desde os oito anos, quando apareci na primeira página da Gazeta do Povo participando do lançamento da pedra fundamental de uma escola na Chácara Primavera, em Castro, pelo governador Moisés Lupion, comecei a sonhar que um dia seria famoso, que um dia seria alguém importante na vida.
Depois disto, surgiu em Castro a ZYS – 21 Rádio Castro Limitada, de propriedade do Dr. Libanio Estanislau Cardoso, proprietário do principal hospital da cidade e que depois foi deputado estadual e prefeito da cidade. Seus filhos, Roni, já falecido, e Reinaldo, meu companheiro de bancos escolares no Grupo Escolar Vicente Machado, também foram prefeitos de Castro, cidade que tenho apreço especial e recordações que jamais serão esquecidas.
Com a inauguração da rádio na cidade passei a ouvi-la e até me recordo dos locutores: Oliveira Júnior, que se tornou um dos grandes nomes do rádio brasileiro, Dácio Leonel de Quadros, um locutor completo e que o destino me fez ser colega como Deputado Estadual. O ídolo da infância, colega mais tarde, Douglas Pereira, outro dos pioneiros da ZYS 21, Arantes, um sanfoneiro que comandava um conjunto regional, Neri e sua Orquestra, que abrilhantava as noites de sábado num bar, cujo nome não recordo, defronte ao famoso Bar e Sorveteria Cavalim, também participantes da programação da rádio de Castro. Dessa forma a curiosidade em ser radialista, já que ouvia a PRJ- 2 de Ponta Grossa, com Barros Júnior e Germano Júnior, aumentou e, felizmente, me tornei radialista e tive o prazer em me tornar colega de Barros e Germano Júnior e com eles conviver.
Desde menino acompanhei Dácio Leonel, com um dos primeiros locutores da Rádio Castro Ltda e depois fui seu fã como locutor esportivo, um dos melhores narradores que ouvi em todos os tempos nas rádios Marumbi, Cultura de Curitiba e Bandeirantes de São Paulo. Posteriormente se estabeleceu em Londrina e quando comandava uma emissora naquela cidade me convidou para trabalhar lá e só não fui porque o Alfredo Oto, um dos meus padrinhos no rádio, na Rádio Clube Paranaense – PB-2, me indicara para a Rádio Nereu Ramos, de Blumenau e já havia assumido o compromisso de ir para lá, isto logo após completar o serviço militar, em fins de 62.
Observem os detalhes que vou relatando e entendam porque me considero um predestinado. As casualidades são muitas na vida deste nativo da pequena Siqueira Campos, mais precisamente do distrito de Barbosa, com passagem, dos quatro aos dez anos, por Castro, a tradicional cidade das margens do Rio Iapó, que chegou a ser capital do Paraná.
Como sempre acontece comigo quando começo um texto, para enfocar determinada situação vou relembrando situações e vou “batucando” as letras do teclado e quando noto já me alonguei e não relatei o que pretendia. Mas isto me conforta e me trás lembranças extraordinárias, então vem a confirmação daquela afirmação que tanto gosto e não me canso de destacar: “RECORDAR É VIVER”.
O foco deste texto é para relatar a emoção que quase “arrebentou” meu coração, quando de uma visita à Dona Carolina Valla, 93 anos, vizinha de casa, moradora da Rua Saldanha Marinho, membro de tradicional família de Campo Comprido e há muitos anos é moradora na Saldanha Marinho, inicio da Rua Desembargador Clotário Portugal. Recordo-me que quando menino, ali residia um relojoeiro que foi candidato a vereador. O seu primeiro nome era Antonio, o segundo, mesmo tendo me esforçado não recordo.
A visita à Dona Carolina foi encaminhada pela Leo, cabeleireira, que tem um salão ali na Saldanha Marinho, defronte à casa de Dona Carolina. Leo, ao e ver-me na Saldanha veio conversar comigo, dizendo que havia entregue as minhas propagandas políticas para Dona Carolina e que ela estava esperando uma visita e prontamente me dispus a visitá-la.
Estejam certos de que vivi um dia altamente positivo e na conversa com Dona Carolina tomei uma “injeção de animo” que me levou até à Santa Casa para visitar um amigo ali internado e que não encontrei por ter sido encaminhado para o Hospital Cajuru, para submeter-se a bateria de exames, mas depois me telefonou agradecendo a visita. Inclusive, na Santa Casa recebi uma atenção toda especial, pois várias pessoas vieram conversar comigo. Pura emoção. Senti-me importante e feliz.
Recebi a informação de que o amigo Antonio Gomeini estava no RX e fui até lá. Ao chegar, um jovem alegremente me recebeu: “Oi, Seu Zé Domingos, como está o senhor, tudo bem? E respondi estar muito bem. Em seguida, o rapaz disse ter sido jogador das categorias de base do Paraná Clube e declarou saber ser eu grande amigo do Zeomar Marchete, que na época era vice-presidente das Categorias de Base. Confirmei e disse que Marchete está bem. Foi aí que recebi a informação do Antonio ter sido levado para o Hospital Cajuru.
A Santa Casa é muito grande e o movimento por ali é intenso e muita gente me parou pelos corredores, me fazendo perguntas as mais diversas, principalmente sobre política, sobre televisão, pedindo minha volta e eu dizendo que na política espero voltar ano que vem como Deputado Federal e a televisão é questão futura. Fui informando aos interpelantes ser candidato a Deputado Federal e logo me pediram propaganda. Explicava que cheguei ao hospital para fazer uma visita e não para fazer campanha e por isto estava sem nenhum material.
Nas proximidades, uma jovem médica que observava a conversa se aproximou e disse: “Me permita lhe chamar de Zé Domingos, pois assim é que o conheci através de meus pais, que logo cedo ligavam o rádio para ouvi-lo e depois na hora do almoço, quando falava no Canal 12, tínhamos que ficar em silêncio, porque eles o ouviam com toda atenção”.
Agradeci emocionado à Doutora e recebi dela parabéns pelo que havia dito sobre não entregar propagandas. “Se todos os políticos fossem como o senhor, poderíamos acreditar em melhores dias”, ressaltou ela. Em seguida perguntou se poderia me ajudar em alguma coisa e agradeci dizendo que havia completado o que pretendia no hospital. Saí para seguir na caminhada. Sou ou não sou um predestinado?
Ainda na visita à Dona Carolina, a emoção dela relembrar papai e de dizer que ele era um homem “muito bonito” e que para ela era sempre um prazer conversar com ele por ser educado e cortês. Em seguida alertou: “E você é igualzinho a ele, pois parece que não envelhece, está cada vez mais bonito e mesmo estando com 93 anos estou com a cabeça muito boa, o que incomoda é uma das pernas, onde já fiz duas cirurgias e mesmo assim sofro muitas dores”.
Agradeci as referências e ouvi a declaração de que em suas orações está pedindo que sejamos felizes e vitoriosos na eleição, como também pedindo para os parentes e amigos que votem no Zé Domingos – 4012. Inclusive, numa mesa a frente de sua poltrona várias propagandas nossas. Foi um momento de benção e que me fortaleceu para ir a Santa Casa, conforme relatado, e depois ao escritório do Xaxim, a seguir reunião com o Grupo Alegria, grupo da melhor idade da Paróquia São Miguel, onde vivemos momentos intensamente felizes, na continuação Sociedade Morgenau, onde participamos de uma jantar especial em meio a amigos, preparado pelos irmãos Mosca e Renê, logo após num jantar dos mais concorridos do CMEI Fazenda Boqueirão, onde fui muito bem e entusiasticamente recebido e fechamos a noite com satisfação total e abençoados por Dona Carolina e pelo “Senhor” no Bar da Rose, no Hauer, onde o Alcione preparou e assou um leitão, que estava uma delícia. Ali muitos amigos e palavras de apoio e incentivo. Manhã, tarde e noite de felicidade total. Tão feliz que mesmo cansado ainda fui para o computador e escrevi estas linhas. Fui longe, muito longe, não fui? Tudo em honra e glória a amiga de papai e nossa amiga Dona Carolina, que disse que mesmo não precisando mais votar, se estiver em condições irá votar no 4012. “Senhor”, obrigado por tudo. Sou mesmo um predestinado.
José Domingos Borges Teixeira
(Zé Domingos)
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