NO CHURRASCO DO FLAMENGO O ENCONTRO COM AMIGOS, ENTRE ELES O PEQUENO, GRANDE AMARELINHO…
Por Zé Domingos
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ZÉ DOMINGOD É FEDERAL – 4012 – PSB
A voz do Paraná contra os “desavergonhados” em Brasília!
Neste domingo, 22, sob o comando do presidente Jair Lucca, a Associação Beneficente Esportiva Flamengo, de Santa Felicidade, realizou um churrasco de confraternização e, como sempre, prestigiado por um bom público. Como costumeiro a qualidade do churrasco especial, uma delícia mesmo. Difícil encontrar um churrasco com o sabor apresentado pelo pessoal do chamado carinhosamente “Flamenguinho”.
Lá a satisfação de nos sentirmos em casa, muito bem recebidos e em meio a amigos. Alguns de infância, como o Amarelinho, dos tempos dos jogos no campo de terra localizado nos fundos da igreja de Nossa Senhora das Mercês, o chamado Campo Cruzada, onde jogava uma congregação de garotos e adolescentes ligados à paróquia. Terreno que também durante alguns serviu de local para a instalação do tablado e das barracas das festas juninas do Botafogo, realizadas durante todas as noites do mês de junho.
Com ele lembranças de Carlos Roberto (Juquinha), que chegou a atuar no time profissional do Ferroviário, Mário Madureira, também craque do Ferroviário, Baianinho, Ernani, com passagens pelo Água Verde, Gastão, Luiz Júlio Zaruch, (brilhante jornalista), Vitório, Luizinho Antoniassi, sucesso no Água Verde, Antonio Moris Curi, que durante anos foi brilhante locutor esportivo, Celestino, Ica, Juvenal e outros
Em dado momento da conversa, Jair Lucca interrompe e pergunta: Então Zé Domingos, o amarelinho era mesmo um grande meia? Respondi que sim e logo veio a tirada: “Político sempre elogia, como é que um baixinho deste pode ter sido um grande meia?” Completei dizendo ter sido um bom jogador, pois mesmo pequeno era raçudo, tinha bom domínio e tocava bem a bola. Amarelinho e vários dos que atuaram no Campo da Cruzada, passaram por nosso futebol amador defendendo o Botafogo, que depois de anos de sucesso, inclusive com o título de campeão do Centenário, deixou de disputar competições oficiais.
O Botafogo é um clube forte em termos patrimoniais, com uma excelente sede nas Mercês, defronte a mais alta torre da cidade, a chamada torre da TELEPAR. A parte debaixo, onde durante anos funcionou a famosa churrascaria do Botafogo, comandada pelo Lulê, onde a “costeleta borboleta” era o destaque, hoje é ocupada por uma churrascaria. Na parte superior há um salão onde normalmente a diretoria se reúne para definir as ações do clube.
Em Santa Felicidade, em excelente e grande área, a sede campestre com canchas de futebol de pelada, bosque, churrasqueiras, bares e áreas de lazer para os associados. É um local maravilhoso e altamente convidativo para passar horas agradáveis.
Ainda sobre a conversa com o Amarelinho, recordações das estrelas que levaram o time da “estrela solitária” ao título de 53. Foram citados – Caninin (além de goleiro também lutador de Box, chamado de Demolidor das Mercês), Petcha e Lantzman. Pedrinho, Campo Magro e Bonde. Juve (Juvenal Ruppel, depois destacado treinador de futebol), Nereu, Florindo, Mário e Américo. Lembramos ainda de Dore, Ico, Molinha, Miguel, que também participaram da memorável conquista. Amarelinho recordou que o jogo final foi no campo do Poti e o Botafogo ganhou por dois a um.
Isto não fez parte da conversa, mas, se não estou enganado, os dois gols do Botafogo foram marcados pelo Florindo, que depois foi profissional jogando pelo União, de Timbó – Santa Catarina, Rio Branco, Seleto, de Paranaguá e Guarani, de Ponta Grossa. Um dos poucos ainda vivo daquela poderosa equipe, com marca em nosso amadorismo. O técnico Otávio de Castro, Vico, morador das Mercês e que foi também técnico de equipes profissionais, como Atlético Paranaense, Ferroviário, Palestra Itália e Água Verde.
O presidente do Botafogo, campeão do Centenário, era Navarro Mansur, depois famoso também no futebol profissional como presidente do Grêmio de Esportes Maringá, com conquista de títulos estaduais. Retornando à Curitiba, foi dirigente do Atlético Paranaense e Colorado. Encontramos Navarro Mansur quando nos sobra um tempo para visitas à mercearia do amigo Dido Gorski, no Santo Inácio, em que é frequentador. Continua o mesmo bom papo e com muitas histórias e estórias também. O rápido papo com o Amarelinho, funcionário aposentado da Prefeitura Municipal de Curitiba, amigo de infância e adolescência, nos permitiu uma bela e longa viagem pelo tempo. “Recordar é Viver”.
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