FOTOGRAFIA DO FERROVIÁRIO MOVIMENTA TORCEDORES
Por Zé Domingos
A divulgação, neste nosso espaço, da fotografia do Clube Atlético Ferroviário, adquirida pelo Luiz Bocian quando foi a um jogo no Estádio Durival Brito e Silva e que verificamos ser do ano de 71, pelos jogadores que nela aparecem, mobilizou torcedores.
Temos recebido telefonemas, e-mails e pedidos pessoais nos solicitando a fotografia e vamos procurar atender a todos. James foi um que solicitou a imagem e ele fez uma observação em torno do goleiro que aparece com o garboso distintivo do CAF, dizendo ser o Negri e não Roberto. Olhando com atenção e observando materiais que nos foram passados pelo Zeomar Marquete, concluímos que o James está com a razão. O goleiro da fotografia é o gaúcho de Caxias do Sul, Negri, que foi para o Santos e ao retornar jogou mais uma temporada pelo Colorado, isto em 75, quando o titular foi Célio Maciel.
Entre este material do Marquete, tem uma fotografia do Colorado em que aparecem em pé Vilela, Zequinha, Natálio, Neves, Romeu e Bira. Agachados Ortiz, Careca, Nenê, Ademir Fragoso e o massagista Cláudio Lafuente. Estamos solicitando ao Luiz Bocian estudar a possibilidade de melhorar esta foto para depois a divulgarmos.
Foram vários comentários em torno da matéria de recordações do Ferroviário e do Colorado. O Marcelo D’Amico afirmou que deu para relembrar perfeitamente daquela época extraordinária do nosso futebol. Em 71, ele com 15 anos ia ao estádio da Vila Capanema para aplaudir a raça de Natálio, as arrancadas e os gols de Ademir Fragoso, a elasticidade e as belas defesas do goleiro Negri.
Era um belo programa visitar o Durival Brito e Silva para acompanhar os jogos sem brigas, sem violência, sem roubos ou furtos e curtir um jogo onde o amor à camisa era mais forte. O Marcelo completa declarando que ele, seu pai José D’Amico, uma vida dedicada ao Ferroviário, ao Colorado e ao Paraná Clube e o amigo da família Genésio, já falecido, eram assíduos nas cadeiras do estádio da vila.
Orlando Antunes informou que está residindo em Cuiabá desde 77, mas nunca deixou de torcer pelo Ferroviário, Colorado e agora Paraná Clube. O Orlando destacou ainda que o primeiro time que viu jogar pelo Ferroviário era composto por Luiz Fernando, Savi, Fernando, Knaip, Caçula e Celso. Martins e Juarez. Adilson (Fernando Augusto) ele citou o Fernando Augusto como Português, o mesmo que trabalha no Paraná Clube, como cobrador, Bidio, Sicupira e Neno (Sarará).
Relacionou também o massagista Osvaldo Maçaneiro, o mordomo Orlando, que continua trabalhando no Paraná Clube, Mário Barros, do Parolim, do presidente Hipólito Árzua, de Geraldo Ernesti, pai de Idelanir e Ademir Ernesti, que segundo o Orlando o fez virar “boca negra” na marra. Lembrar estes homens é algo que toca profundamente. Seu Maçaneiro, hoje com seus 86 anos, tem dificuldades de locomoção. Há alguns meses, ao passar pelo centro o observei à distância numa cadeira de rodas defronte à agência do HSBC, agência Avenida, mas estava atrasado para um compromisso e não tive condições de ir cumprimentá-lo.
Mario Barros, funcionário exemplar, Hipólito Arzua, um dirigente que deixou sua marca no clube e Geraldo Ernesti, um símbolo de torcedor. Muitas vezes se agitava, reclamava, dizia palavrões. Uma figura entre os torcedores das cadeiras do Durival Brito e Silva. O Orlando, informando ser jornalista aposentado e se não estou enganado chegou a trabalhar durante algum tempo como árbitro de futebol.
O Waldemiro Lafuente, atleticano, escreveu para mostrar a emoção da recordação de seu pai, Cláudio Lafuente, o Pirulito, massagista, e informou-nos que seu pai faleceu em 25 de dezembro de 93. Fico assustado com esta informação, pois parece que foi ontem estava recebendo a visita do Pirulito, cedo na rádio, dele indo à casa de meus pais e lá se vão 17 anos. É, “o tempo passa, o tempo voa”, como destacava a propaganda do lembrado banco paranaense BAMERINDUS. Waldemiro, brevemente será mostrada uma nova fotografia do Colorado e lá também está o Cláudio Lafuente.
O Léo trouxe-nos um comentário muito interessante e também lembrou de jogadores do Colorado. Ele disse: “Projetar o futuro é impossível sem ter que ser critico, lembrar o passado é exercitar a mente, aguçar a saudade e estimular o desejo de ir a Vila, aí vamos encher as arquibancadas.
Na minha mente tenho este time: Paulista, Gilberto Tim, Aldair, Gibi e Brando. Natálio e Renatinho. Wilson, Madureira, Ademir Fragoso e Humberto. Esse time derrotou o Primavera, no Taboão, por três a zero com um show do “Madura”, eu tinha cinco anos e estava encostado no alambrado e quando o time desceu as escadarias do Estádio Loprete Frega e passou muito próximo de onde eu estava, gravava no meu cérebro, através do meu olfato infantil e senti o puro cheiro do ZIG , que até hoje me vem à memória quando encontro matérias com esta neste site dedicado a nós TRICOLORES, pelo menos eu o vejo assim. Abraços a todos.”
Já o Ricardo Soares resssaltou: “ Tudo muito bonito. Mas as novas gerações, em sua grande maioria não têm o mínimo conhecimento de tantas glórias. Os que ficam sabendo, perguntam “Mas, porque não me contaram isso antes?”
Dentro da colocação do Ricardo é que destacamos que temos procurado através de nossos programas de rádio, deste nosso espaço e até em conversas relembrar momentos importantes dos nossos clubes de futebol quer profissionais, quer amadores, de nossos bares, de nossas sociedades, restaurantes, personalidades, boates, enfim, de tudo que relembre, pois, “RECORDAR É VIVER”. Aguardem muitas coisas do Ferroviário, do Colorado, do Britania, Palestra Itália, Água Verde, Pinheiros, Coritiba, Atlético Paranaense e outros clubes. Acompanhem nossos programas pela Rádio Continental AM 1270 – Internet – home.rpc.com.br/continental – das 6h30 às 9 horas, de segunda a sexta feira e acessem este site.
Solicitamos sua colaboração para que nos encaminhem fotos, textos, enfim, lembranças para destacarmos e com isto possamos realmente comprovar que “Recordar é Viver”.
José Domingos Borges Teixeira
(Zé Domingos)
E-mail: contato.josedomingos@hotmail.com
Telefones: (41) 3335-9421 – (41) 3336-7293 – Rádio Continental
(41) 9972-0129 – (41) 9165-1212 – (41) 9165-1213.




Ricardo Soares disse:
junho 18th, 2010
9:37
Pelo que foi explanado, o escudo do Paraná Clube simboliza um pinhão, no próprio tem um pinheiro, tudo bem: temos aí o … Pinheiros. Mas e o Boca, está onde ? Como é que os Bocas deixaram (e continuam deixando, como formadores de opinião) essa aberração acontecer ? Em tempo, se de repente se achar, enfim, que é necessário consertar isso, relembre-se que, de todos os clubes citados e relacionados, o mais importante e mais representativo, na verdade o único realmente representativo em termos de popularidade, é o Ferroviário, com seu sucessor, o Colorado. E, onde está tudo isso, nessa fusão ? Era prá matar os Bocas prá sempre ? Até agora não ficou provado o contrário. E mais: isso foi a melhor coisa que podia se fazer em beneficio de Coritiba e Atlético. Orra, nessa terra a gente sofre, viu ?
nany tempo disse:
junho 21st, 2010
22:12
Tenho quase certeza que esta foto foi de um jogo contra o coxa, qdo o Jairo foi improvisado como lateral direito, e o tecnico dos coxinhas mandou o Zé Roberto jogar em cima dele, mas qual o que , o Zé nao ganhou nenhuna jogada em cima do Jairo e ganhamos aquele jogo. SAUDACOES TRICOLORES
James disse:
junho 23rd, 2010
11:55
Se esta foto é da partida contra o Coritiba ela foi tirada no dia 13 de junho de 1971.
Como curiosidade, esta foi a última partida entre as duas equipes.
Saudações Tricolores.
Ricardo Soares disse:
junho 24th, 2010
17:20
Mas por que em momento nenhum do Paraná Clube ao menos se citou o apelido Boca, se 90 ou mais por cento da torcida formada inicialmente era a mesma do Boca ? Que mistério é esse, herméticamente guardado ? Teria sido exigencia de alguma máfia local, de que nos contentássemos em sermos um Pinheiros com torcida, ou sumissemos prá sempre ? Porque havia um problema: o Boca era sinonimo de vinculo embrionário com os afro-descendentes, e fim de papo. O Boca existindo, ou ao menos o apelido, e com os históricos dos co-irmãos, sempre ficaria dificultada à eles a simpatia natural dos nossos irmãos cujos ascendentes vieram do continente onde ocorre nesse momento a Copa. O Paraná Clube, com essa postura, abriu para os concorrentes, enfim, a conquista aberta do povão, como sempre ocorreu com os Bocas ? Teria sido postura de alguma “eminência parda” do nosso (?) futebol ? Alguém pode ajudar ?
rodrigo disse:
julho 2nd, 2010
14:38
Minha gente tricolor é muito fácil a voz do povo é a voz de DEUS é só no´s a torcida iniciar uma campanha e chamar o nosso querido tricolor de boca ou seja exx coritiba – coxa atletico – furação parana clube – boca gente só depende da gente e detalhe eu era pinheirense antes da fusão mas quero meu parana cada vez mais forte
Ricardo Soares disse:
julho 3rd, 2010
11:36
Nem no hino do Paraná tem Boca. Em momento algum da história do Paraná Clube ex-dirigentes Bocas se encorajaram a citar o nome Boca. Óbvio que tem alguma coisa atrás disso. Se as coisas ocorressem ao contrário do acima citado, Boca seria uma presença indubitável na história do Paraná Clube. Por que o Travado com sua Esquadrão Tricolor se queixou desde o inicio de falta de apoio em contrapartida a outra torcida, o que acabou levando à desativação de sua organizada ? MUito mais que isso, o Travado teria sido agredido dentro da Vila, ele que foi o único corajoso (?????????????) à manter desfraldada essa bandeira ? A voz do povo NÃO é a voz de Deus, quando se trata de fazer o que querem as eminencias pardas. De repente chegaram prá turma e disseram: ” – Olha, voces viram o que nós já fizemos, nós fazemos o que nos interessa. O Ferroviário foi nosso primeiro representante no Robertão em 1967. Quando estava certo que iria de novo em 68, demos um jeito de por o Atlético. O Colorado tentou com qualidade ser campeão, nunca deixamos, o máximo foi uma divisão de titulo que lhe tirou o valor. Bastidores, esses decidem, veja aí nossos representantes brasileiros na arbitragem da Copa.
Ricardo Soares disse:
julho 3rd, 2010
11:38
Mais: a luta do próprio Pinheiros: os pinheirenses sabem sem precisar explicar. Desistiram, viram que aqui o negócio é diferente.
Como voce acha que um afro-descendente conseguiria vestir as camisas melancias, de 20 anos prá cá, se o Paraná Clube não omitisse sua história ?
Ricardo Soares disse:
julho 3rd, 2010
11:44
Então o que entendo que
DEIXARAM ocorrer foi o seguinte. Nós melancias vamos nos encolher por algum tempo, ao mesmo tempo voces FAZEM UMA HISTORIA PARA O PARANA CLUBE. Com isso o Boca será apenas passado, se criarão novos idolos, todos ligados estritamente ao Paraná Clube. Para consumo próprio, eles sabiam que conquistariamos torcedores junto às novas gerações, que se evadiriam aos borbotóes tão logo a dupla melancia reassumisse seus postos de donos do pebol local. E por aí vai, ao menos não vejo outra explicãção, ante tudo o que ocorreu de 1.989 prá cá, acima relacionado.
carlos Alberto R.L. disse:
julho 5th, 2010
20:12
Qual é a escalação dos jogadores que aparecem na foto?
Ricardo Soares disse:
julho 7th, 2010
17:37
Por essa e por outras que:
1) Atlético é o novo Boca, o time do povo.
2) Tenho visto tanto afro com a camisa do Coritiba
3) Aí está o “novo Pinheiros”. Divirtam-se e o último apague a luz, não vai dar outra.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
20:50
Preservar a história e a identidade. O Paraná Clube tratou de ignorar isso. A impressãoque dá é que restou um grupo de saudosistas, de coisa pouca, de algo de pouco valor. Mas o Boca apavora até hoje. Quem viu programa no sábado num canal, e o fez com espirito atento para quem lida com importantes FORMADORES DE OPINIÃO, captou fácilmente quer o Ferroviário bota medo até hoje naqueles que lidam com comunicação e sabem muito bem o significado de tudo que se relaciona com o Ferroviário, Colorado, torcida Boca, estradas de ferro, samba, historia, muita historia e muita popularidade;
Emprimeiro lugar, já no inicio do programa se falou da Copa de 50 como a Copa da grande tragédia – e de imediato apareceu a imagem dos portõies de entrada do Durival de Brito como se tivessemos alguma coisa com o que ocorreu na final Brasil x Uruguai, há 950 km. daqui. Tremenda sacanagem, já de cara.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
20:52
Até quanto ao lance do segundo gol uruguaio, a imagem dá a imperssão que deixaram Gighia entrar na área e fuzilar. Aí o Barbosa ia fazer o que ? Lembro que o Barbosa era negro e não jogava no Flamengo, mas no Vasco, de historia enriquecida pelo vinculo com atletas afro-descendentes, identico ao Boca.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
20:55
Aindano programa surge de repente sem ninguem pedir, imagem de provavel atletiba, e o locutor provalvel que atleticano, visto que o Coritiba já tinha seu nome, referindo ao jogo como maior classico do estado. Basta a turma daquele canal fazer pesquisa nos microfilmes da Biblioteca Pública e irá encontrar lá os sempre maiores borderôs de Cori-Cafs, Bocas x Coxas, em comparação aos jogos entre os melancias. O próprio CapxCaf era maior que o atletiba, a elite não aceitava perder pránegrada e o pau quebrava.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
20:57
E tempo, os arquivos da Biblioteca desde 1930, surgimento do Ferroviário (oficialmente, pois segundo a Gazeta da época, os Bocas já eram sobejamente conhecidos desde meados de 20, pois contavam “com fortes esquadras de futebol amador muito conhecidas”, maioria funcionários da estrada de ferro que jogavam na Vila – já citaram outro campo próximo.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
20:59
Na materia da Copa, cita-se Dirceu como ex-Coritiba, Kleberson, como ex-Atlético, e Ricardinho … sem citação de seu clube de origem.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
21:05
A Copa na Vila não valeu b. nenhuma. Essa imagem que o programa veiculou de modo subliminar, o que não é motivo de estranheza. Mas na baixada, tem que sair de qualquer jeito, nem que venha grana pública, de novo. Ocorre que os Bocas fizeram o melhor estádio às suas custas e o ofereceram à CBD, que vistoriou e aprovou. Não se gastou os tubos em viagens até prá África prá uma busca desesperada de solução em causa própria. Por sinal, taí a Vila, enormes áreas livres em seu entorno e a cidade implorando por providencias por aquele valioso deserto urbano. Por sinal, unica região central da Capital em abandono. Será que vão ter mesmo cara de pau de cavocar debaixo da praça prá, por ex., fazer um estacionamento subterraneo que um dia poderá servir de abrigo , em caso de conflito nuclear ?
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
21:08
Lembrar da missa de hoje ajuda nessas horas. Mas lá no folheto tinha uma frase que guardei: ” – O primeiro mandamento do mundo é a competição, que rouba, aniquila e exclui”.
Senhores, destruiram nossa grandiosa historia com a omissão que o Paraná Clube ajudou a concretizar. É como se de uma grande nação sobrasse apenas um pequeno quilombo de boca-negras enfiado num canto remoto da floresta amazonica. Por sinal, tudo a ver com nossa fantástica historia.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
21:13
Pois mesmo que nada disso tenha nenhum valor, que alguém o guarde na lembrança, pois de repente isso pode ser necessário, levando-se em conta que, tendo em vista alguns equivocos que vem sendo cometidos nas últimas gestões, arrisca o clube chegar ao ponto da INVIABILIDADE. Aí, haverá valioso material para um recomeçar, tem muito Boca por aí e a torcida tricolor, apesar de incalculáveis perdas, segue por aí, ao menos muitos remanescentes do inicio.
Ou isso, ou deixar o que os car\s sempre sonharam, que sobre so a dupla melancia por aqui (e mais o Corinthians, claro).
Perdão.
Ricardo Soares disse:
julho 11th, 2010
21:19
Torcida remanenscente acima referida diz respeito à do próprio Paraná Clube, que mesmo com milhares de defecções, continua grande.
Ricardo Soares disse:
julho 14th, 2010
0:24
Não bisbilhoto por pura repulsa natural, mas amigo torcedor do coritiba dá conta da intensa troca de idéias em um site da torcida lá deles. É isso que p´recisa ser feito no tocante ao Paraná Clube, em busca de idéias que forçarão melhores caminhos. Ói lá, 3×0 lá em Padin Ciço, entrevista do goleiro a repórter nordestino e ele larga alguma coisa relativa a “3 ou 4 defensores na frente da área sem dar nenhum combate”. Prá meio entendedor, meia palavra já bastaria. Proposta de debate objetiva eventual “plano B”.