A BANALIZAÇÃO DO CARTÃO AMARELO
Por Luiz Fanchin Jr.
É preciso deixar bem claro que o futebol é um jogo de contato permanente. Os árbitros brasileiros estão banalizando o
cartão amarelo. Qualquer falta normal de jogo, sem intenção de agressão ao adversário, sem interromper uma jogada de possível marcação de gol ou mesmo uma pequena reclamação, o árbitro tem mostrado o cartão amarelo. Em uma jogada de risco, o chamado jogo perigoso, bastaria uma palavra do árbitro marcando a infração e demonstrando ao infrator que é preciso haver respeito ao adversário, colega de profissão. Depois ficam inibidos de apresentá-lo novamente numa ação merecedora, o que provocaria a expulsão injusta pela aplicação do segundo cartão. Alguns bandeirinhas ou árbitros auxiliares na ânsia de aparecerem marcam faltas inexistentes e provocam a paralisação da partida desnecessariamente. Acompanho o campeonato italiano e vejo que lá o jogo corre normalmente, raro é a partida com mais que um ou dois cartões. Assisti à partida pela série A do campeonato brasileiro entre Internacional e Palmeiras e ao final do jogo o árbitro não havia mostrado um só cartão amarelo e nem o vermelho, ou seja, a partida transcorreu normal apenas com a participação autoritária do árbitro, sem querer aparecer. Não houve paralisações desnecessárias nem entrevero entre os atletas; o árbitro simplesmente aplicou a regra marcando em cima do lance. Concordo com a aplicação do cartão amarelo quando um atleta pratica três ou quatro faltas seguidas após ser chamada a atenção pelo condutor do jogo. Também a aplicação do cartão vermelho precisa ser muito bem analisada. É preciso acabar com as ditas compensações. Assisti ao jogo do Atlético contra o Botafogo e a expulsão do lateral direito do time paranaense só aconteceu para compensação por expulsão de um jogador do time carioca. É preciso acabar com essa proteção das arbitragens aos times cariocas. Aliás, a proteção aos cariocas extrapola os limites da dignidade. O Coritiba foi punido, a meu ver, justamente, pelo que ocorreu no seu estádio.
Indago: a mesma punição seria aplicada a um clube carioca? Duvido

zair schuster disse:
junho 9th, 2010
11:01
Está bem posto o assunto. Está tão bagunçado o trabalho dos árbitros dentro do campo que seria aconselhável adotarmos o que os antigos romanos faziam no Coliseum: dedo para cima ou para baixo condenando ou inocentando cristãos ou um e outro gladiador. Brincadeira à parte, futebol está perdendo seu brilhantismo e, por isso mesmo, vemos estádios cada vez mais vazios. Existe melhor prova?