AOS FÃS DE CHE GUEVARA

Por Luiz Fanchin Jr

Após ler “CARTA A UM JOVEM FÃ DE CHE GUEVARA” escrita por Percival Puggina, estou me propondo a entender o verdadeiro motivo porque muitos jovens ostentam a camiseta do argentino. A maioria nem sabe o porquê da existência dessas camisetas com essa estampa. Para exemplificar vou contar uma pequena passagem acontecida numa papelaria de Curitiba, quando fui adquirir algum material para o meu escritório. Veio me atender uma jovem que vestia uma camiseta com os dizeres: “I AM CHECKEN”, indaguei se ela sabia o que dizia aquilo e ela não soube me explicar. Esclareci e traduzi: “EU SOU GALINHA”. Ela ruborizou e imediatamente colocou por cima um colete escondendo a estampa. Assim, são muitos jovens que estampam imagens e dizeres sem o conhecimento de suas mensagens. Eu aconselharia para que antes de expor qualquer tipo de frase ou fotografia o portador soubesse realmente o significado. É comum o uso de camisetas de time de futebol, de partidos políticos, especialmente em época de eleições, com fotos dos filhos ou em campanhas beneficentes. Existem muitos jovens que nem ao menos sabem apontar o nariz para o lado onde fica a Bolívia e muito menos a realidade sobre a revolução cubana, onde o Che Guevara foi considerado herói. Alegam que Che largou a sua vida de médico para lutar pelas suas convicções. O médico brasileiro Hosmany Ramos, também deixou a sua vida de grande cirurgião plástico para se dedicar às suas convicções, ou seja, ser bandido. Será que algum jovem usaria a camiseta com a foto do Hosmani? Será que alguém usa uma camiseta com a imagem da irmã Doroty, assassinada por defender e cuidar de índios no Amazonas? Ou quem sabe uma com a foto Albert Schweitzer, que proponho efetuarem pesquisa na internet. Ele era médico e um dos maiores intérpretes de Bach, largou tudo para montar um hospital no Gabão. Ou quem sabe o padre Maximiliano Kolbe, que ajudou mais de dois mil judeus a escaparem do holocausto nazista. Che fez isso? Fez. Mas, se colocou a própria vida em risco, como de fato podia fazer em nome de seus ideais, achou-se no direito de, pelo mesmo motivo, tomar a vida dos outros. E tal direito ele não tinha O resultado da obra de Che foram vidas tomadas, sangue derramado e liberdades extintas. Cuba é hoje o exemplo do fracasso do comunismo. Cuba era como um paraíso, onde o turismo, especialmente dos norte americanos, era o sustentáculo da economia, junto com a produção de açúcar e o famoso charuto cubano. O que virou Cuba: “um país de pobres”, dominados por um ditador carrasco que sem motivo manda fuzilar os seus adversários políticos ou deixa-os morrerem de fome no calabouço das suas cadeias. Lamento ver hoje nos campos de futebol bandeiras com o escudo dos times e no entremeio bandeiras outras com a imagem do “herói” que a maioria nem sabe por o reverencia. Para encerrar transcrevo o que disse Percival Puggina: “Muitos persistirão achando Che Guevara o máximo. Mas estão forçados a admitir que é na revolução, na luta de classes, na tomada do poder pelas armas e no comunismo que repousam seus apreços. E nesse caso me permitam afirmar que camisetas do Che são tão ofensivas e ameaçadoras, quando portadas num país livre e democrático, quanto a suástica, a foice com martelo, ou a cruz flamejante da KKK.”

Luiz Fanchin Jr. / Economista

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