“VELHOS TEMPOS” “RECORDAR È VIVER” LEMBRANÇAS DE TIMES, CRAQUES E DO “OS DESAVERGONHADOS”

Por Zé Domingos

Uma das minhas paixões é o futebol e ao longo dos anos acompanhei equipes do Hauer e Boqueirão que participaram de disputas oficiais em campeonatos organizados pela Federação Paranaense de Futebol. Vila Hauer, Paissandu, Caxias, Diagonal, Boqueirão, Santa Rita, Tupinambá, Nacional e River foram algumas destas agremiações. Hoje se mantém Vila Hauer, Caxias e Nacional, sendo que o último disputa apenas certames das chamadas categorias de base. Os demais desapareceram.

Havia várias equipes que não disputavam competições especiais, mas se destacavam em amistosos ou em competições extra-oficiais. Exemplo o “Os Desavergonhados”, um time que organizei com a colaboração do sempre lembrado companheiro e compadre João José Boslooper (Zezo), com títulos da Copa Arizona, um torneio com jogos eliminatórios contando com equipes de diferentes regiões do Estado e depois a disputa a nível nacional em São Paulo, onde num dos anos “Os Desavergonhados” foram destaque pelo nome da equipe e pela qualidade de seus jogadores. O time só não alcançou o título em função de arbitragens desastrosas e teve que se contentar com a terceira posição. “Os Desavergonhados” foram campeões e vice-campeões num campeonato chamado “Veteranão” organizado pelo jornalista e radialista Leônidas Rodrigues Dias.

A maioria dos jogadores eram moradores no Boqueirão, como os irmãos Ozires, Osmar e Osni Banks Machado, Benhur, Nilceu, Tico, Rogério Vilibaldo Coelho, Nehemio Boslooper (Niminho), Miranda, Marcos Palmeiro de Lima, José Otacílio Rocha, o Rochinha, Matias, Celso, Celsinho, Renato Porto Duarte, Renato Cuduh, Gino, Nanico, Calita, Cabo José, Pintarelli, Orley, seu irmão Osirão, Jesuino, Marquinhos, Nelsinho, Salgado, Jamanta, Demétrio, Ildefonso Amaro (Careca), Airton Adonski, General, Jacir, Cianorte (goleiro), Sidney (goleiro), Samuel (goleiro), Nilton, Chocolate, Artur, Taico, Haroldinho, Erli Dias, Paulinho Medeiros, Zezo (goleiro), Júnior, Téia, Monte, Agenor Sukita, Isidro, Tostão, Joel, Eloir, Visão e outros residentes no Hauer e Boqueirão.

Ainda fizeram parte deste grupo, que durante quase trinta anos se apresentou em praticamente todos os bairros de Curitiba e em várias cidades paranaenses, bem como de outros Estados: Zecão (goleiro), destaque de primeira página na Gazeta Esportiva, quando de uma das participações na Copa Arizona, versão nacional em São Paulo, Ronald Labhart, que também residiu no Boqueirão, mas ao ser integrado no grupo morava no centro, meu vizinho e amigo de infância, Paulinho Lopes, Rui, Osvaldo, Valfrido, Renatinho (Uberaba), os irmãos Edu (goleiro), Cuca e Joel, primos do Zezo, Cláudio, Vilmar, Claudinho, Oliveira, Dejair, Serginho Zaia, Felix Ruaro, Zé Roberto, Sérgio Turco (goleiro), Lauri, Dago, a turma de Santa Felicidade Adinan, Anjinho, Genival, Algacir, Leonidas e tantos outros. Inclusive vários dos companheiros já faleceram, como os goleiros Zecão, Sidney, Gaspar, Rochinha, Oliveira, Isidro, Erli Dias, Dejair, Felix Ruaro, Pintarelli e Adinan.

“Os Desavergonhados” surgiram em 72 e a denominação veio por conta dos gritos de pessoas que compareciam aos jogos e que notando a minha presença, então repórter policial do Canal 12, onde ao me referir a marginais autores de crimes os chamava de “desavergonhados”, de “vidas tortas”, deste modo logo iam dizendo: “olha aí, o time dos desavergonhados”. Alguns componentes do grupo sugeriram que fossem feitos jogos de camisas com o letreiro “Os Desavergonhados” e assim foi feito.

O time se tornou famoso, pois me referia seguidamente a ele em meus programas de rádio e televisão.  Seguidamente era solicitado para jogar em clubes sociais, em campos de clubes de bairros e em cidades como Castro, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Matinhos, Guaratuba, Paranaguá, Irati, Rebouças, Arapoti, Ibaiti, Joinville, Lapa, Rio Negro, União da Vitória, São Mateus do Sul, São José dos Pinhais e outras. As recepções eram sempre muito festivas. Em Castro, uma vitória frente ao Escrete do Rádio, pertencente à Rádio Bandeirantes de São Paulo. Possivelmente esqueci alguns companheiros, pois a relação citada veio do “arquivo mental” e este às vezes falha.

Relembramos um pouco de “Os Desavergonhados”, que tinha como base o Hauer e Boqueirão, sendo que suas reuniões aconteciam na casa dos irmãos Banks Machado, Osni, Osmar e Ozires, ao lado da Escola Nivaldo Braga, na Rua João Soares Barcelos e também na casa do Zezo, no Conjunto Gralha Azul. Na abertura citei equipes da região que disputaram campeonatos oficiais e numa próxima oportunidade vou relembrar de jogadores destas equipes e momentos de glória das mesmas.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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5 comentarios sobre ““VELHOS TEMPOS” “RECORDAR È VIVER” LEMBRANÇAS DE TIMES, CRAQUES E DO “OS DESAVERGONHADOS””


  1. Marcus Boslooper disse:

    O Desa, era um timão e bem escalado pelo técnico (Zezo o Barão). Creio, se estivesse aqui hoje em perfeita saúde o Desa, com ele e o Ze, não teria morrido.

    Saudades dos bons tempos.

    Abraços.


  2. LAURIANO disse:

    Morei em Curitiba em 1978 e 1984. Acompanhei muitos jogos desse time. Conheci vários jogadores citados no texto, inclusive, servia no mesmo quartel do Exército (Boqueirão) junto com o Sargento Osni Banks Machado e Renato Porto Duarte. Tinham ainda outros que também eram do Exército (Calita, José, jesuíno…) Bons tempos…


  3. Rodrigo Djan Moreira disse:

    Eu tinha acho q ums 6 ou 7 anos qnd meu pai jogou no DESAVERGONHADOS sempre acompanhei ele nessa epoca me lembro mto bem das festas de finais de Ano q eramn feitas com direito a Papai Noel e tudo, me lembro q uma vez o Sr Salgado levou´para todas as crianças mto suspiros q felicidade.Nao via hora q chegase o Domingo o meu Pai(Adinan)me acorva cedinho dai pegavamos o onibus e encontavamos o Sr(Ze Domingos)ali no predio onde O SR resedia perto do antigo museu da copel.E dai dali seguiamos para varios campos para ver o Desavergonhados com seu s grandes craques jogarem.
    TEMPO BOM Q NAO VOLTA MAIS
    Abrços de uma pessoa q tem uma grande admiraçao pelo Sr.
    Rodrigo Djan Moreira


  4. Fernando Reichel disse:

    Meu pai (Joel), meu padrinho (Neminho) e meus tios (Rocha, Cuca e Edu) jogaram nessa máquina. Cresci ouvindo as histórias dos Desavergonhados na casa do tio Zezo.

    Bons tempos.


  5. Alexandre Reichel disse:

    O primeiro nome do Desavergonhados, foi Ze Carioca… meu pai Joel contou… Edu, Celito, Ronald, Ze Domingos, Baianinho, Osni, Joel, Rocha, Nehemio e Zezo…

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