RESPEITO E CARINHO COM AS MULHERES

Por Zé Domingos

Entro no túnel do tempo para fazer uma viagem em torno de mulheres com quem convivi, trabalhei, conheci nestes 67 anos e analisando-as verifico que não houve esta ou aquela que não apresentasse algo de especial. Uma qualidade merecedora de atenção e aplausos. Entretanto, não é porque neste 08 de março se comemora o Dia Internacional da Mulher, que vou só enchê-las de encômios, pois muitas não se respeitam e com isto não tem como ser respeitadas.

Mas, de uma forma geral, as mulheres são exemplares em todas as suas atividades. Desde as prendas domésticas, até as grandes decisões numa empresa, numa repartição pública, como executivas, enfim, onde trabalhem. Ao longo dos anos, com esforço, garra e determinação, superaram preconceitos que lhe eram impostos, submissas aos homens e ganharam merecidamente espaços. Hoje encontramos mulheres nos mais diferentes ramos de atividade, inclusive em profissões que até alguns anos atrás eram exercidas apenas por homens. E, em todas tem apresentado competência, qualidade e por isto tornaram-se vitoriosas.

Há uma frase antiga e sempre atual – “atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher”. A sua realidade é incontestável. Ao longo da vida, convivi com inúmeras mulheres e algumas deixaram exemplos marcantes, que jamais serão esquecidas. Poderia citar mulheres que por sua dedicação, liderança e organização se destacaram nos campos: social, esportivo, político, religioso, nas obras assistenciais, na educação, na saúde e etc. Prefiro não citar nomes, porque certamente esqueceria alguém muito importante. Então, nesta minha viagem pelo tempo, estou lembrando muitas mulheres, mas não mencionarei nomes.

A homenagem é para todas as mulheres e não apenas para as quais tive o prazer em conhecer, conviver e trabalhar. Mas, não posso deixar de destacar a primeira mulher de minha vida, aquela que tenho certeza foi a que mais me amou, paparicou e me chamou seguidamente de “meu lindo, meu nego” e sempre orou por mim: Dona Alcina Borges de Macedo Teixeira, mamãe, que sei de onde ela estiver sempre estará atenta aos meus passos e a tudo que faço. Neste “Dia Internacional da Mulher”, a homenagem maior é para ela, em respeito a todas as mulheres.

Sempre coloco que quando de homenagens não gosto de usar textos feitos e prefiro usar minhas palavras, daquilo vindo da alma, do coração para dizer de meu sentimento, mas, por um acaso, ao ler as matérias do Boletim Informativo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná – FAEP, me deparei com um texto maravilhoso intitulado “Mulheres de Valor”, de autoria do poeta chileno Pablo Neruda, 1904 – 1973, e o apresento com meu respeito, carinho e, especialmente, amor pelas mulheres.

MULHERES DE VALOR

Elas sorriem quando querem gritar.

Elas cantam quando querem chorar.

Elas choram quando estão felizes.

E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.

Elas levantam-se para a injustiça.

Elas não levam “não” como resposta

quando acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos

Para suas crianças poder tê-los

Elas vão ao médico com uma

amiga assustada.

Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças

adoecem e se alegram quando ganham prêmios

Elas ficam contentes quando ouvem sobre

um aniversário ou um novo casamento.

Realmente sensacional e com ele concluo esta homenagem às mulheres em seu Dia Internacional.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

 

Tags:

1 comentario sobre “RESPEITO E CARINHO COM AS MULHERES”


  1. zair schuster disse:

    Um texto bem ao gosto do Zé Domingos. Passei esta segunda feira pesquisando o assunto “violência contra as mulheres”, assunto vastíssimo e muito interessante. No túnel do tempo, dados pesquisados de há mais de dois mil anos antes de Cristo, até os dias da atualidade. No mundo atual, um bilhão de mulheres já foram espancadas ou estupradas. No Brasil, chega a quase sete milhões o número de mulheres que já foram espancadas ao menos uma vez. Segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo (ligada ao PT) uma a cada cinco mulheres brasileiras declarou já ter sofrido algum tipo de violência. A penalidade para os agressores é moleza diante do crime cometido. Não era assim na Babilônia antiga.Veja só o que proclamava o Código Hammurabi, o principal monarca da dinastia babilônica ( 1792 a 1750 antes de Cristo): se alguem viola uma mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela, e é surpreendido, este deverá ser morto e ela irá livre”. Ou então a Lei de Moisés, aos Hebreus: aquele que desonrar uma moça que se encontra sozinha e a quem ninguém poderá recorrer, será castigado de morte”. A extensa pesquisa que estou fazendo em homenagem à mulher repassarei numa série de matérias aos nossos companheiros internautas. A menos que o Zé Domingos não me autorize

Comente

Publicidade

Pousada Dona Siroba – Contatos:

41 3462-1522 / 3462-2006

Endereços e Contatos:

>> Loja Centro
R. Saldanha Marinho, 148/154
(41) 3322-8008

>>Loja Bacacheri
Rua México, 840
(41) 3256-9797

>>Loja Capão da Imbuia
Rua Leopoldo Belczak, 1536
(41) 3267-3084