ESQUECIMENTO É RISCO CERTO

Enviado por Zé Domingos

Ao se falar ou se escrever em torno de pessoas o esquecimento desta ou daquela é certo. Sempre se usa colocar não vou citar nomes para não incorrer no erro de esquecer alguém. Mas há situações que identificar pessoas é uma necessidade e não se tem como não o fazer.

Recentemente recebi duas chamadas de atenção por isto. Uma foi de um senhor que se apresentou como seguidor de Getúlio Vargas e especialmente do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB e outra por parte de uma senhora, a chamo de senhora porque pelo que me disse ao telefone, só pode ser  senhora. Disse me conhecer a muitos anos e até lembrou detalhes de minha juventude, então deve ser mesmo uma senhora.

Pois bem, o senhor que se identificou como Agripino, morador na região do Capão da Imbuia, disse ter ouvido num programa radiofônico eu relembrar de grandes nomes do PTB, inclusive de ter citado Alberto Pasqualini, o grande filosofo do partido idealizado por Vargas, mas não citei o filosofo petebista do Paraná, Mathias Júnior e concordei de imediato. Realmente não me lembrei de Mathias Júnior, que foi um dos mais dedicados petebistas que conheci.

Inclusive liderou o movimento para fazer reviver o PTB, no Paraná, quando da reabertura política. Lembro-me que na época era Deputado Estadual e Mathias Júnior, sabedor da minha simpatia pelo PTB e de minhas ligações com destacados membros do partido desde adolescência, me procurou, me convidando para ingressar no PTB e inclusive liderar a reorganização do partido no Paraná.

Disse ter alguns compromissos e ver dificuldades em atender o seu convite, mas ficava feliz com a lembrança. Talvez em aceitando o convite pudesse ter alçado outros vôos na minha caminhada política, mas não aceitei e segui a vida e dela nada tenho a me queixar. O que é para ser é e ponto final.

Os petebistas antigos sabem da importância de Mathias Júnior, no partido do qual era secretário geral. Faço questão de destacar outro petebista por quem tinha e tenho grande admiração, Léo de Almeida Neves. Inclusive dia destes o Dr. Amaral, um velho político paranaense, uma inteligência rara e uma lembrança extraordinária, comentava sobre Léo e inclusive mostrava cópia do discurso que ele fez por ocasião dos oitenta anos de Silvio Sebastiani, outra figura impar da nossa política. Enfim citar nomes é sempre um risco.

No ultimo, dia 8,  Dia Internacional da Mulher, não esqueci de homenageá-la no programa da Rádio Continental AM- 1270, das 6 horas e 30 minutos às 9 horas e falei das mulheres em inúmeras oportunidades, inclusive abri o programa fazendo referencias as mesmas e usando um lindo poema de Pablo Neruda, o famoso poeta chileno para saudá-las. Na seqüência do programa lembrei-me de uma conversa com o Zé Trindade, o Dr. Amaral e o Zé Maria Pizarro, na Lanchonete do Tião, Avenida Wenceslau Braz, Vila Lindóia, onde rememoramos vários nomes de cantores e compositores como Lupicínio Rodrigues, justamente por te-lo por sugestão do Zé Maria, o apresentado durante o programa da sexta feira (05), como cantor. Na sexta feira, mesmo por onde andei ouvi referencias sobre Lupicínio, cantor. Muitos diziam, não saber que o extraordinário gaucho de tão lindas composições era também cantor. Aqueles ligados ao futebol lembravam ter sido compositor do hino do seu time preferido o Grêmio Futebol Portoalegrense, mas não sabiam ser ele cantor. Voz baixa, bem afinada, num timbre gostoso de ouvir, interpretou e muito bem várias de suas canções.

De Lupicínio, lembramos inúmeros cantores e o Zé Trindade, até arriscou a interpretar alguns de seus sucessos. Mas, de cantor o Zé Trindade, é mesmo um excelente cabeleireiro, não passa disso, com todo respeito. Mas, que ele conhece, conhece e, além disto, tem acervo de MPB, realmente sensacional.

E no “Recordar é Viver”, foram lembrados vários cantores como Augusto Calheiros, seu sobrinho Rinaldo Calheiros, Francisco Alves, João Dias, Nelson Gonçalves, Carlos Nobre, Orlando Silva, Silvio Caldas, que durante anos residiu em Curitiba, Léo Vaz (curitibano), Nuno Roland, Gilberto Milfont, Gilberto Alves, Jamelão, Anísio Silva, Orlando Dias, Silvinho, Cláudio de Barros, Jamelão, Onéssimo Gomes, lembrado por outro ótimo cantor o Mário Damascenoi, Mário Filho, Blackout, o General da Banda  e outros. Na segunda feira(08) na rádio falei deste papo e lembrei estes nomes e outros que não recordo no momento e perguntei “qual cantor foi chamado de o sucessor de Francisco Alves, o rei da voz, como era chamado?” Os telefones da Rádio Continental 3335-9421 e 3336-7293, não pararam de tocar e as respostas em bom número certas e outras tantas erradas.

Na esteira das ligações citações de outros cantores como Medeiros Filho, Gilberto Marques, Wilson Branco, Telmo Soares, Luiz Silva, João Carlos Carlos, Zé Pequeno, sucesso em programas de auditório da B- 2,Léo Vaz, curitibano que depois brilhou na Rádio Nacional, Tito Madi, Ivon Curi, Luiz Gonzaga, Carlos Gonzaga, Zé Gonzaga, Peri Ribeiro, Carlos Galhardo, Marino Galhardo, o nosso Humberto Lavalle, Ciro Monteiro, Vicente Celestino e tantos outros. Ainda surgiu uma cobrança interessante, que é aquela que me referi no inicio deste texto, uma senhora que me ligou no celular e disse me conhecer desde jovem. Inclusive comentou que tive namoradas cantoras e no “Dia Internacional da Mulher”, ao invés de lembrar-me de cantoras, só recordei cantores e que o único nome de cantora que citei foi o de Ângela Maria, isto ainda porque o ouvinte Fontoura, ligou a citando.

Assumi ter sido uma falha minha e que precisava me redimir falando das cantoras e então o fiz nesta terça feira (09) quando relembrei e apresentei gravações de grandes cantoras brasileiras como as irmãs Linda e Dircinha Batista, Carmem Miranda, Carminha Mascarenhas, Carmélia Alves, Isaurinha Garcia, Roberta Miranda, Marlene, Emilinha Borba, Hebe Camargo, Elizete Cardoso, Vanderlea, Edite Veiga, Núbia Lafaiete, Silvinha Teles, sua filha Cláudia Teles, Cláudia Barroso, Carmem Silva, Carmem Costa, Dóris Monteiro, Maisa, Lana Bitencourt, Leni Eversong, Maria Betânia, Stelinha Egg e tantas outras. Também algumas foram esquecidas e ouvintes ligaram lembrando-se delas como Marisa, a gata mansa que o Airton Lima, confundiu com a Maisa, Elizabete,  que não lembro, mas o Djalma Assunção, até uma música de sucesso dela lembrou, Silvinha, que cantava com Eduardo Araújo, as nossas Evanira dos Santos, Nhá Gabriela, Irene Moraes, Irene Macedo, que durante anos residiu em Curitiba, Zezé Gonzaga, que também fez parte do cast da B2, Marta Mendonça, esposa do sempre lembrado Altemar Dutra, Dalva de Oliveira, Silvana, Ângela Maria, a nossa Irene Moraes e etc.

Como disse no inicio quando se relacionam nomes é certo o esquecimento deste ou daquele e dentro disto muita gente boa deixou de ser lembrada. Quero destacar que a citação foi em torno de cantores e cantoras do passado porque ocorreu dentro do nosso quadro “Recordar é Viver”, que felizmente vai encontrando uma receptividade cada vez maior na cidade.

O pessoal está ouvindo a Continental, logo cedo para “Recordar e Viver”, que beleza. Obrigado mesmo. Peço que você que tem recordações, por favor, nos transmita pelo celular 9972-0129, em qualquer horário, pelos telefones da rádio 3335-9421 ou 3336-7293, no horário do programa entre 6 e meia as 9 horas de segunda a sexta feira ou pelo e-mail contato.josedomingos@hotmail.com

Agradeço a ajuda, muito obrigado mesmo.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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