CADÊ AS RESPOSTAS?
Por Marco Antonio Roloff
Enviado por Luiz Fanchin jr.

Engenheiro ferroviário cobra explicações do ministro Paulo Bernardo Formulando uma primeira pergunta contundente, o engenheiro ferroviário Paulo Sidnei contesta o ministro Paulo Bernardo: “Como uma obra orçada em R$ 220 milhões no site do Ministério do Planejamento é depois anunciada pelo Ministério dos Transportes por R$ 545 milhões?”
Paulo Sidney, do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, faz as seguintes perguntas a Paulo Bernardo, cobrando explicações:
1) Como uma obra que custa R$ 220 milhões no site do Ministério do Planejamento é anunciada pelo Ministério dos Transportes no PAC por R$ 545 milhões ?
2) O Governo Federal pode abdicar de receitas de um contrato licitado com pessoa jurídica de interesse privado? Esse mesmo direito será estendido a todos os brasileiros?
3) Porque o Governo Federal até agora não apresentou o estudo técnico da alternativa do Corredor Oeste proposto e defendido por engenheiros e ferroviários do Estado do Paraná?
4) O Governo Federal vai exigir da ALL o cumprimento da decisão judicial que determina a recuperação de todo o patrimônio da ferrovia no norte velho, entre Jaguariaiva e Jacarezinho,
abandonado e destruído depois da privatização?
5) O Governo Federal vai continuar permitindo que a ALL corte vagões e locomotivas do patrimônio da União, sob a guarda da empresa, simplesmente para fazer receita com a venda de sucatas reduzindo assim a frota com sérios prejuízos a demanda de cargas do Estado ?
6) O Governo federal vai continuar permitindo a baixa qualidade da manutenção da linha no trecho Apucarana/Ponta Grossa com riscos crescentes de interrupções do tráfego de trens o que pode causar um caos no escoamento da produção do Paraná?
7) Que medidas o Governo Federal está tomando contra a ALL pelo fechamento do tráfego de trens de cargas e abandono do patrimônio da ferrovia nos 600 km de linhas que interligavam cidades do Paraná?
Que medidas o Governo federal está tomando contra a ALL pelo crescente passivo ambiental causado pelos constantes acidentes graves de trens, muitos deles não noticiados pela mídia?
9) O que o Governo Federal pode fazer pelas famílias de mais de 2.000 ferroviários demitidos pela ALL após a privatização?
10) O Governo Federal tem pleno conhecimento e controle dos acionistas da ALL?
11) O Governo Federal avaliza o Contrato de Transporte firmado pela ALL com a Bunge que compromete sozinho a capacidade total da concessionária para o transporte de grãos nos próximos anos?
12) O Governo Federal não vai exigir da ALL a instalação do Conselho de Usuários da Malha Sul conforme recomendação do processo mde privatização?
13) O Governo Federal continuará permitindo que a ALL opere sem todas as licenças ambientais necessárias?
14) O Governo Federal continuará permitindo que a ALL deixe de fazer a manutenção necessárias das linhas e use o artifício de reduzir a velocidade dos trens para diminuir acidentes?
15) O Governo Federal poderia divulgar a lista de obras realizadas pela ALL com os recursos concedidos pelo BNDES para essa Concessionária?
16) A Ação judicial 2003.51.01.023238-1 em que a RFFSA cobra da ALL indenizações no valor inicial de R$ 36 milhões por depredação de estações, desmonte de linhas e outras dilapidações coloca a Concessionária da Malha Sul em impedimento de participação em leilões das PPPs e de receber recursos do BNDES?
Marco Antonio Roloff



