“VELHOS TEMPOS” “RECORDAR É VIVER” CALOUROS DO RITMO UM ÓTIMO CONJUNTO

Enviado por Zé Domingos

COLABORAÇÃO: João Arnaldo de Oliveira e José Trindade

Lembro-me que quando surgiu o conjunto musical “Calouros do Ritmo”, apresentando-se no Canal 6, mamãe dizia que dois de seus componentes, Ruy Fernando e Luz César, eram filhos de seu tio Jahir de Oliveira. Acompanhava suas apresentações com toda atenção e comentava que cantavam muito bem. Dizia orgulhosa ser prima de dois dos quatro componentes do grupo.

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Isto aconteceu nos anos 60 e “Calouros do Ritmo” tornaram-se ídolos de um grande público e seus programas apresentavam índices elevados de audiência. Naqueles tempos a televisão estava apenas iniciando por aqui e havia inúmeras dificuldades para se atingir boa qualidade técnica, mas a afinação, as belas vozes e a interpretação dos cantores superava a todos os desafios. Os “Calouros do Ritmo” eram realmente sensacionais.

O IMPULSO

O conhecido e sempre advogado José Cadilhe de Oliveira, na intimidade familiar chamado de Zezo, como mamãe o citava e ele a chamava de Neza, o apelido de casa, muito ligado à música e com ótimo relacionamento na cidade, primo de Ruy Fernando e Luiz César, incentivou os rapazes abrindo-lhe caminhos para apresentações públicas.

LITORÂNEOS

Os irmãos procedentes de Paranaguá e outro dos primeiros componentes, também de Paranaguá, Luiz Antônio Amatuzzi Pinho. Fechando o grupo, Anadir Sales. Os parnanguaras vieram para Curitiba, no intuito de aqui estudar e resolveram dedicar-se à música que tanto gostavam e o fizeram com sucesso.

FIGURA NOTÁVEL

Ao citar Pinho me emociono, pois fui seu amigo e quando Superintendente do Porto de Paranaguá, exercia a função de Deputado Estadual e com ele mantinha contatos seguidos. Sempre fui muito bem atendido por ele, inclusive levou em algumas vezes o meu time de futebol, “Os Desavergonhados”, para apresentações em Ponta Grossa. Pinho sofreu um acidente gravíssimo e este o levou para uma cadeira de rodas. Era um homem inteligente, capaz e extremamente comunicativo. Tinha ligações com o nosso querido bairro das Mercês, onde residiu. A família Amatuzzi, uma tradição neste importante bairro de Curitiba. Saudades do bom amigo Pinho e saudades dos Calouros do Ritmo.

LARGADA

O grupo iniciou sua caminhada no começo dos anos 60, quando Pinho, Ruy Fernando e Luiz César, chegaram a Curitiba para estudar e foram morar numa pensão dirigida pelo Jacobowski, chamada de Sing-Sing. Ali, quando a noite chegava os rapazes se reuniam para cantar. Pinho e Luiz Cezar, com violões acompanhavam os demais hóspedes, entre eles Ruy Fernando, bem afinado liderava os cantos.

CONJUNTO

Surgiu a idéia de se formar um grupo musical e para reforçá-lo veio o jovem, ainda adolescente, Anadir Sales, dono de bela voz, vocalista e depois Ruben de Souza Rolim. Anadir e Ruben sustentavam o solo em primeira voz.

APRESENTAÇÕES E OPORTUNIDADE

O conjunto passou a participar de festas e reuniões de amigos, onde recebiam elogios pela beleza das apresentações. Os rapazes foram ganhando espaço e a sua arte chegou ao conhecimento de Evanira dos Santos, uma excelente cantora paranaense que tinha um programa no Canal 6 e ela os convidou para apresentar-se na televisão.

SURPRESA AGRADÁVEL

Os jovens fizeram tremendo sucesso e o Diretor do Canal 6, um dos mais importantes homens do rádio e televisão do Paraná, em todos os tempos, os procurou e os convidou para apresentarem-se semanalmente no horário nobre. A televisão era ainda incipiente, mas já tomava conta do público e os “Calouros do Ritmo” abriram caminho para o êxito artístico.

DISCO

Em 1.963, sob a orientação do produtor musical Inami Custódio Pinto, “Os Calouros do Ritmo” lançaram o seu primeiro elepê com músicas marcantes de nosso cancioneiro como: Que Lindo Dia Vamos Ter, Suave é a Noite, versão brasileira de Nazareno Brito, músicas próprias: Essas coisas de amor, dos irmãos Oliveira, Ruy e Luiz Cezar, Uma canção para você e Ai Saudade, de Ruben Rolim e outras de autoria de Inami (Caiobá, que se tornou hino informal do lindo balneário, promovido pelo colunista social Dino Almeida, que realizava ali todos os anos o famoso concurso Garota de Caiobá), A Palmeira e Amar Sim, Casar Não.

PERSONALIDADE

Tive o prazer em conviver com o pesquisador, compositor, escritor, enfim, um homem com a vida dedicada à arte e à cultura, o professor Inami Custódio Pinto, quando o mesmo trabalhava como escrivão junto à Delegacia de Plantão, na Travessa da Lapa e eu iniciando como repórter policial passava praticamente dia e noite por ali à busca de informações para os programas policiais da Rádio Clube Paranaense – PRB 2.

BOAS CONVERSAS

Quando Inami, tirava plantão as horas corriam rapidamente, pois ficávamos bom tempo conversando sobre diferentes assuntos. Inami, muito calmo, voz mansa, era um papo agradabilíssimo e com ele aprendi muita coisa. Fui seu fã. O Inami deixou um acervo extraordinário e pelo que fez deveria ser homenageado com destaque. Inami ensinava sobre fandango, sobre as culturas vividas pelo povo paranaense, mas para manter-se tinha ainda que trabalhar como escrivão de policia, que era a sua “profissão de ofício”. Foi um paranaense de escol e merecedor de todo o respeito.

ABERTURA

Inami tinha ótimo relacionamento com o meio musical do Rio de Janeiro, especialmente com Nazareno de Britto e assim conseguiu com que os “Calouros do Ritmo” gravassem o elepê que recebeu o título de Ai Saudade. A capa foi feita com imagens de Vila Velha, surgindo os cantores em destaque.

A GRAVAÇÃO

Com tudo acertado o grupo seguiu para o Rio de Janeiro para gravar nos estúdios da Copacabana, sob a regência do famoso maestro Hervê Cordovil, com acompanhamento da orquestra da Rádio Nacional. Era o primeiro long play gravado por cantores paranaenses. O repertório muito bem escolhido fez com que o elepê  Ai Saudade, Um Passeio em Vila Velha, alcançasse um grande sucesso.

RADIALISTA

O simpático, bonachão, sempre alegre e disposto Azor Silva, Disc-Jóquei de conhecimentos abalizados, grande audiência nas rádios Emissora Paranaense, depois transformada em Universo e Independência, acompanhou de perto a carreira de “Calouros do Ritmo” e por isto foi convidado a ilustrar a capa do seu disco. Ao escrever sobre “Calouros do Ritmo”, me recordo do bom companheiro, do bom caráter e excelente radialista Azor Silva. A ele, onde estiver, a minha saudação e o meu abraço, bom companheiro!

MAIS UM

Acompanhando o material que me foi passado sobre “Calouros do Ritmo”, deparo-me com um trabalho do artista plástico Álvaro Borges, outro grande amigo. Álvaro Borges me faz lembrar de finais de tarde, começo de noite no Bar do Laxixa, na Rua Jerônimo Durski, quase esquina da Avenida Vicente Machado, Campina do Siqueira, onde tinha um bolinho de carne verdadeiramente sensacional.

Acometido pelo Mal de Parkinson, Laxixa, irmão de Isabelino, brilhante ponteiro-direito, com passagem por Vasco da Gama, Atlético Paranaense e outras equipes, com as mãos trêmulas preparava os bolinhos e na brincadeira dizia que a tremedeira é que dava o toque especial no bolinho, fazendo-o ficar diferente. Laxixa também brilhou como lateral-direito no Atlético e no Camponês.

Álvaro foi um dos mais brilhantes artistas plásticos paranaenses de todos os tempos e mesmo sendo um artista famoso, era um homem simples, papo agradável e bom companheiro. Dia destes ainda falamos dele com o professor Sérgio, da Escola de Belas Artes do Paraná. Tanto Álvaro, quanto Laxixa, bem como Isabelino, deixaram o nosso convívio muito cedo. Eram figuras exponenciais.

Com o fechamento do Bar do Laxixa, muitos de seus freqüentadores, como os jornalistas Nelson Domingos Comel e Pedro Washington de Almeida, o professor Sérgio e outros se bandearam para o Bar do Lauro Popadiuk, localizado nas imediações da caixa d’água do Bigorrilho.

MOMENTOS MARCANTES

Por aproximadamente cinco anos os “Calouros do Ritmo” integraram o meio musical de Curitiba. Eram requisitados para participação em eventos oficiais, eram atrações em festas, aniversários, inaugurações, bailes e shows em diferentes locais. Os rapazes, diante do sucesso, foram requisitados para a festa de inauguração da TV Coroados, em Londrina, sendo ali muito aplaudidos.

INFLUÊNCIA

Os “Calouros do Ritmo”, por conta das conquistas de sua carreira, influenciaram a formação de vários outros grupos musicais. Até que conseguissem a sua própria identificação alguns conjuntos os imitavam, inclusive escolhendo músicas de seu repertório. O grupo foi mesmo precursor para formação de outros. Inclusive, o João Arnaldo, que colaborou com informações importantes para elaboração deste material relata que pertenceu a um conjunto chamado “Manoel e Seus Cantores”, do qual era solista. Ele afirma que o repertório acompanhava o dos “Calouros do Ritmo”.

DESAPARECEU

Em 1.965 o grupo se dissolveu, com cada componente tomando seu rumo. Os irmãos concluíram o curso de Direito e na seqüência  tornaram-se magistrados, hoje são desembargadores. Anadir e Ruben seguiram na carreira artística, mas também exercendo outras atividades. Anadir, lembro-me ter sido bancário. Informaram-me que Rubem estaria ligado ainda a um grupo musical que mantém reuniões semanais. Anadir fui informado que estaria residindo em Londrina, mas não consegui nenhuma informação mais precisa.

RESMATERIZAÇÃO

Diante a persistência de amigos e interessados em resgatar essa importante fase da cultura paranaense, em 1.999, houve mobilização de resmaterizar, em CD, o long play Ai Saudade! – Um Passeio em Vila Velha.

CAPA E TEXTOS

Texto da capa do CD Remasterizado:

Com todo o gosto e prazer, ouviremos a remasterização do primeiro Iong-play paranaense:AI Saudade!, com os Calouros do Ritmo. Entre 1960 e 1965, Ruy Fernando, Luiz Cezar, Anadir e Rubem – e Pinho, por certo tempo – apresentaram-se semanalmente “ao vivo” na televisão do Estado, revezando-se entre os canais 6 e 12.

As canções eram exaustivamente ensaiadas na casa do meu sogro, Jahyr de Oliveira, com arranjos Intuitivos do Luiz Cezar e do Rubem, belíssimos solos do Anadir que junto ao Ruy Fernando, tornaram o vocal primoroso.

Vários amigos assistiam ao ensaio; dentre tantos, Ari Foatoura, que iniciou na teledramaturgia paranaense, e o jovem Juarez Machado, que fazia a cenografia de estúdio e pintou durante um ensaio, com graxa de sapato, um enorme painel na parede da sala.

O sucesso em limitado pela inexistência de vídeo-tape e de cadela nacional de traiismlssão.Ainda assim, os Calouros do Ritmo obtiveram reconhecimento generalizado, representaram oficialmente o Paraná em eventos culturais nacionais, apresentaram-se no Teatro Guaín&, participaram da Inauguração da TV Coroados de Londrina e cantaram em todos os bailes de gala promovidos pelos dubes de Curitiba. De minha parte, ganhei multas serenatas e os vizinhos saiam à rua para aplaudir.

Passados mais de trinta anos e mesmo exercendo atividades profissionais to distantes e afastadas de mundo artístico, os Calouros do Ritmo são Identificados por seu antigo público e sempre precisam justificar o fim do grupo, explicar detalhadarnente o que fazem e se ainda cantam.

Após desfeito o conjunto, meu marido Ruy Fernando experimentou situações curiosas, como a testemunha distraída que sorria para o juiz e, após admoestada pelo advogado, interrompeu tudo, desculpou-se e perguntou se o juiz não era cantor de televisão. Até um recente governador do Paraná identificou os irmãos juizes, com quem debatia publicamente, como os Calouros do Ritmo, pensando que invocar suas origens os desagradaria.

Pois a iniciativa deste relançamento, mais que uma homenagem pessoal, destina-se justamente a preservar essas origens, que também fazem parte da vida e das lembranças de tantos paranaenses.

(Curitlba-1999)

Chiaria Elainejusten de Oliveira (esposa de Ruy Fernando)

Texto da Capa do LP Original:

Para um Disc-Jockey, que diariamente organiza programas para Rádio e Tv é agradável incluir em seu esquema de trabalho produções de alto nível, em particular, quando elas provêm de gente nova com um futuro esplendoroso pela frente… Típico exemplo se materializa no conjunto “CALOUROS DO RITMO”.

Quatro rapazes do mais alto nível social, idealistas e possuidores de naturais intuições artísticas que, em pouco tempo, atraíram as solicitações gerais, e daí por diante foi um passo o seu ingresso no Rádio e TV onde militam e constituem as melhores audiências, há mais de um ano meio.

São quatro vozes altamente harmoniosas, que mais se parecem com as de veteranos. Todos jovens e universitários, que dão um colorido todo especial a esta cidade universitária. Vamos conhecê-los?

ANADIR DJALMA SALLES, solista;

RUBEM ROLIM, solista;

LUIZ CEZAR DE OLIVEIRA e

RUY FERNANDO DE OLIVEIRA.

Quanto à seleção musical, pelas pesquisas observadas e que concordamos plenamente, é da melhor qualidade possível. Números novos e sucessos já consagiaelos, que galgaram o mais alto degrau da popularidade. Por exemplo: “Suave é a Noite”, que os Calouros do Ritmo apresentam cbm uma nova roupagem; “Que Lindo Dia Vamos Ter”, singela e antiga canção que deleitou nossos pais e continuará deleitando a atual e futuras gerações. Temos certeza’ “Horóscopo”, que todos vocês conhecem no ritmo de samba-canção, agora se apresenta em ritmo de bolero, gênero tão apreciado e difundido em nosso país.Afora tudo isso, frisamos com bastante bairrismo, que as demais peças escolhidas são inteiramente paranaenses, como também o é a foto da capa deste LP, traduzindo tudo de belo e poético que existe na Terra dos Pinheirais.

INAMI CUSTODIO PINTO

Poderíamos comentar a beleza da harmonia e dos arranjos vocais e instrumentais, música por música; porém, preferimos guardar a surpresa para quando vocês escutarem o disco e constatarem por si mesmos.

Não poderíamos deixar de agradecer à equipe da Copacabana-Discos, pela oportunidade que nos ofereceu em podermos apresentar ao Brasil nossos artistas, nossas músicas e, principalmente, nosso primeiro LP Paranaense; bem como, ao maestro Hervé Cordovil, pelo esmero e carinho com que harmonizou as onze faixas, a nossa eterna admiração e o nosso melhor muito obrigado!

Finalmente, nossos parabéns ao Inami, que tanto conheço e acompanho sua luta em levar ao disco nossos valores, as coisas boas que existem em nosso Paraná, e por se constituir, agora, no mais jovem produtor da etiqueta Copacabana e, ainda mais, pelo esmero na escolha das melodias, capa e demais fatores que, tenho certeza, farão deste LP um SUCESSO.

Este seu comentarista, que há tantos anos milita na difícil arte que é a fonografia e que por centenas de vezes leu, lê e relê as contracapas de discos, sente-se feliz pela primeira vez em comentar e escrever uma contracapa, principalmente deste disco, O PRIMEIRO DISCO PARANAENSE, uma das coisas boas que o Paraná pode oferecer ao público discófilo do Brasil.

Se concordarem comigo, considerar-me-ei realizado no mister que há muitos anos me foi confiado. Bem, creio que já falamos o necessário.VAMOSAO LP!

Curitiba, 1963

AZOR SILVA

(Disk-Jockey Paranaense)

Produtor: INAMI CUSTÓDIO PINTO

Orquestração: HERVÉ CORDOVIL

Foto Capa:JOSÉ KALKBRENNER FILHO

Eis um pouco, do muito, que fizeram por nossa música, por nossa arte, os notáveis “Calouros do Ritmo”. Mais uma vez, agradecimentos ao auxílio para a elaboração deste material, aos companheiros João Arnaldo de Oliveira e José Trindade.

LEMBRANÇAS

Ao citar no programa da Rádio Continental, AM-1270, entre 6 horas e 30 minutos às 9 horas, “Calouros do Ritmo”, vieram sugestões para relembrar e reviver outros cantores e artistas paranaenses de grande sucesso, tais como: Dirceu Graezer, Paulo Hilário, Os Metralhas, Breno Sauer, Chico de Lima, Lurdes Filheiros, Medeiros Filho, Luiz Silva, Osvaldinho e Vieirinha, Conjunto Irapoã, Conjunto Vocal Opus 4 e outros. Inclusive estou de posse de interessante material do Conjunto Vocal Opus 4 e peço o especial favor de alguém que tenha alguma gravação deste conjunto que também marcou época na década de 60 em nossa música, que me encaminhem ou me informem como consegui-la, para que possamos reviver este grupo composto inicialmente pelos irmãos Molteni, José Molteni Filho e Sérgio Maciel Molteni, Irineu Marden Rocha, Edson Ney Rocha e Hamilton Ribas Von Linsingen. Depois houve a entrada de outros componentes e estes dados serão fornecidos quando falarei exclusivamente do Opus 4. Houve também o conjunto Irapoã, outro a ser focalizado.  Solicito a quem tiver informações sobre artistas paranaenses que me passem para os homenagearmos neste espaço e também no programa de rádio. Espero a sua colaboração através o e-mail contato.josedomingos@hotmail.com ou pelos telefones 9972-0129 ou 9165-1212 e 9165-1213.

José Domingos Borges Teixeira

(Zé Domingos)

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7 comentarios sobre ““VELHOS TEMPOS” “RECORDAR É VIVER” CALOUROS DO RITMO UM ÓTIMO CONJUNTO”


  1. Jorge disse:

    Algumas observações:
    1. “Calouros do Ritmo” foi o primeiro grupo paranaense a gravar um disco.
    2. Rubem Rolim toca com seus amigos nas noites de 5ª feira, no Clube Ucraniano (Rua Augusto Stellfeld).
    3. Anadir também participou do Bitte 4 (conjunto liderado pelo Lápis) que também gravou disco no Rio de Janeiro, por volta de 1970.
    4.Anadir, pelo que sei, mora no litoral do Paraná. É um excelente cantor e deveria ter seu imenso valor reconhecido por todos.

    José Domingos: sua matéria sobre “Calouros do Rítmo” é belíssima! Parabéns!


  2. Luiz disse:

    Extranha coincidência: No último domingo ouvindo ainda na cama o “Revivendo” do Ubiratan Lustosa que apresentava o programa junto com outro grande cantor paranaense, Léo Vaz, surge uma música do “Calouros do Ritmo” que me fez viajar no tempo até minha juventude quando ainda usava o oleoso “Glostora”.Em 61 ou 62, cheguei a assistir um show ao vivo no antigo Cine Sta.Helena em Paranaguá.Liguei a Internet, entrei no Google joguei o tema Calouros do Ritmo e surge seu site com um belo comentário cheio de detalhes sobre aqueles rapazes.E que tinha um CD!!! Como poderia conseguir, nem que fosse uma cópia do mesmo? Até em MP3, para poder reviver todas as canções “daquele tempo”. Parábens pelo site e continue com seu sucesso.


  3. CElia Mello disse:

    Há temposs lembrei-me desse conjunto e de suas músicas maravilhosas. Destaque “Uma canção para voce” que marcou muito minha juventude.Por favor me ajudem!Aoande possos baixar as músicas, especialmete “uma canção..

  4. Olá Célia, depois de muitas pesquisas no Google consegui encontrar este CD remasterizado que também já procurava a muuuuito tempo.”Uma canção para Você” é a faixa 8.A gravação está ótima. O site é
    http://www.musicaparanaense.blogspot.com . Espero ter ajudado.


  5. Luiz E. da Silva Fº disse:

    Bom Dia,
    Gostaria de saber se o Sr. que sei foi amigo de meu pai Luiz Silva que foi cantor por estas paragens da decada de 60 possue material da epoca.

    Abraços

    Luiz

  6. Prezado Zé Domingos,

    Por acaso encontrei seu site e o reconheci.
    V. era Repórter Policial na época (1973 a 1976), no rádio
    e TV.
    Eu e m/sõcio tínhamos uma AUTO ELÉTRICA (BARÃO AUTO PEÇAS) na
    Passarela da Vila Hauer,e naquele tempo criava-se ALARMES contra
    roubos ou furtos de veículos, e nos veio a ideía que no seu programa da Rádio (S. José dos Pinhais??) v poderia falar dentro do seu noticiário/reportagem de que instalávamos estes alarmes.
    Entramos em contato e v. prontamente nos atendeu “passando” lá na n/ loja/oficina para conversarmos. E realmente voce propagou o nosso trabalho.
    Meu sócio ainda mora em Curitiba, mas eu estou no Rio de Janeiro.
    Como sou nostálgico, fica o prazer e o agradecimento deste reencontro, graças à Internet.
    UM GRANDE ABRAÇO – BARÃO


  7. Rubem Rolim disse:

    Caro José Domingos,hoje pela manhã vosso site me transportou sim,para um passado que registrou nossa história de trabalho
    com sucesso. fomos priveligiados .Bons tempos sem dúvida nenhuma.
    Que bom que, recordar é viver.Estou vivo e ativo.
    Grande abraço,
    Rubem Rolim

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