TAXISTAS: UMA PROFISSÃO SEM TRINCHEIRAS
Enviado por Zair Schuster
Mais um motorista de táxi de Curitiba foi assassinado. Isso toda a comunidade sabe. E, certamente, tem consciência de que não foi o primeiro, nem será o último. Não é preciso ser pitonisa para essa versão.
É a lógica se analisarmos sob duas óticas: primeiramente pela precariedade dos aparatos de segurança pública, disso se aproveitando a bandidagem que não titubeia em matar para se apoderar de míseros reais; e, em segundo lugar, pelo fato de o profissional taxista estar à totalmente à mercê dessa bandidagem. Dos desavergonhados, no termo usado pelo Zé Domingos. Sem trincheiras.
E disso têm parcela de culpa os próprios taxistas. Não exercem seu trabalho com cautela, não adotam medidas preventivas. Jogam a vida na sorte.
Segundo a Lei de Peer, “a solução do problema, muda o problema”. O Zé Domingos, quando deputado estadual, por ocasião do assassinato de um taxista, em pronunciamento público, sugeriu, ao sindicato da classe e às autoridades de segurança, algumas medidas preventivas de segurança aos profissionais do volante.
Ninguém deu a mínima. Fizeram “ouvidos moucos”. Segundo a Lei de Comim (um dos quadrantes das Leis de Murphy), se o Zé Domingos tivesse dito na ocasião que as sugestões haviam sido tiradas de um livro de Albert Einstein, ele teria sido ouvido.
De lá para cá, e já faz muitos e muitos anos, outros taxistas foram assassinados. Por que não se exige dos taxistas a colocação de uma proteção de vidro à prova de balas, separando o motorista do passageiro? Se não estivermos na contramão da informação, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, essa medida preventiva já foi adotada.
É cara a colocação do vidro? Pode ser. Custa muito mais, contudo, perder a vida.
Zair Schuster



