Os (as) mais perversos (as) personagens da história(IV)
Enviado por Zair Schuster
Nesta série histórica, o nome da contemplada é Elizabeth, condessa de Báthory. Ou condessa de Drácula. Nasceu na Transilvânia, onde os Báthory eram famílias poderosas. Seu pai, George, foi um pastor protestante. Aos seis anos de idade, já assistia sessões de torturas promovidas pelos soldados. Aos 15 anos casou-se com Ference Nadasdy, um soldado torturador que passava a maior parte guerreando contra os turcos.
Elizabeth era uma beldade célebre e havia adquirido a fama de ser cruel com seus servos. Teve inúmeros amantes, tanto homens como mulheres. Para se deliciar nas aventuras amorosas, passou a ter casos com uma tia lésbica e a participar de orgias. Gostava de infligir terríveis dores em jovens com seios grandes.
Seu marido era, igualmente, perverso e lhe ensinava métodos de tortura. Elizabeth dedicou-se à instrução com fervor monstruoso. Uma das técnicas preferidas do casal era a tortura com o mel. A vítima, geralmente mulher, totalmente nua, era besuntada com mel, deixando-a amarrada a uma estaca nas proximidades das colméias.
Uma de suas servas tentou fugir. Foi capturada e vestida apenas com uma longa túnica branca. Foi obrigada a entrar em uma gaiola cilíndrica, estreita demais e pequena demais para ela ficar em pé. A gaiola foi erguida com uma polia e dezenas de pregos se projetaram sobre o corpo da serva. Ficzko, o anão de Elizabeth manobrava a gaiola de tal maneira que o corpo da serva foi despedaçado.
No auge do inverno muito rigoroso, Elizabeth se divertia sadicamente: mandava despir os jovens musculosos, que ficavam amarrados no pátio embaixo de sua janela. Sobre eles, mandava derramar água até que as vítimas congelassem. Ela se divertia horas seguidas com as esculturas das vítimas.
Ficando viúva, tornou-se mais bestial. Elizabeth espancava, torturava e matava os servos e inimigos com entusiasmo alarmante. Quando aprendeu magia negra conheceu Ana Darvúlia, uma besta selvagem em forma de gente, que lhe ensinou novos métodos de tortura. Suas vítimas eram moças virgens. Depois que Darvúlia a induziu a beber, ou usar, sangue das vítimas para permanecer jovem, Elizabeth promovia sessões com esta finalidade.
Mandava seqüestrar jovens camponesas, que ficavam diuturnamente deitadas, nuas, à espera do sacrifício. Seviciadas, expostas às piores orgias. Eram torturadas de tal maneira que Elizabeth poderia colher o sangue em baldes. Assim foi durante um período de dez anos.
Sua longa carreira de crimes, contudo, estava por terminar, sob pressão de nobres húngaros católicos. Foi levada a julgamento com seus cúmplices. Majorova, que era a encarregada de livrar-se dos corpos das vítimas, foi condenada à morte. Outras duas tiveram seus dedos arrancados pelo carrasco público com um par de tenazes incandescentes. Seus corpos foram levados à fogueira. O anão Ficzko foi decapitado.
Elizabeth foi condenada à prisão perpétua. Pedreiros foram instruídos para emparedar Elizabeth em sua cela, onde morreu aos 54 anos de idade.
(Condensado do livro “Os mais perversos da história”, de Miranda Twiss, Editora Planeta)
