ATENDIMENTO BANCÁRIO
Enviado por Luiz Fanchin Jr.
Fui a uma agência bancária a fim de efetuar o pagamento de uma conta; achei mais cômodo do que sacar o dinheiro no caixa e ir ao escritório da empresa levar o valor em espécie. Como sempre faço, procurei aquela maquininha que fornece a senha de atendimento. Não tinha. Entrei na fila, onde estavam em torno de seis ou sete pessoas. Conclui que o atendimento seria rápido, no entanto um dos clientes ao chegar a sua vez simplesmente tirou da pasta uma pilha de cheques e um sem números de documentos para pagamentos, transferência, depósito, etc., quando um senhor à minha frente esbravejou exigindo a presença de mais atendentes, pois havia quatro guichês e apenas uma funcionária no local de trabalho. O que fiz? Fui até a recepcionista e solicitei a senha de atendimento, disse que não havia, solicitei qualquer documento que comprovasse a hora da minha entrada na fila e me foi negado. Insisti e exigi que arranjasse uma papeleta e pedi que escrevesse ali a hora, com sua letra, quando indagou porque e eu respondi, apenas para minha orientação sobre o tempo de atendimento do banco. Não convencida e muito menos satisfeita marcou a hora num pequeno rascunho e me entregou. Voltei à fila e mostrei a papeleta aos demais comprovando o horário. Não passou mais de dois minutos e de repente apareceu mais um funcionário para atendimento chegando até a causar um pequeno tumulto, pois ao formar nova fila todos queriam ser os primeiros no atendimento. Resumindo, vamos gritar e exigir nossos direitos de acordo com as leis vigentes. Vamos parar de aceitar com passividade a omissão e a ociosidade dos atendentes, sejam do setor privado ou do público. Há os que tem medo de protestar nos órgãos públicos, onde existe aquele prospecto que prevê pena de prisão a quem desacatar funcionário público e simplesmente são tratados como parias. Comportam-se como se fossem autoridades. Funcionário seja do setor público ou do setor privado é conhecido como servidor e servidor tem a função de servir e servir bem a todos que os procuram. Apenas para ilustrar conto uma pequena passagem na Itália: Fui a um tabelião em busca de uma certidão, depois de atendido indaguei quanto era o custo e fui repreendido com a seguinte frase: “Como quanto custa, sou pago para servir a comunidade.”
Luiz Fanchin Jr.



