SÍMBOLOS RELIGIOSOS NAS REPARTIÇÕES PÚBLICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO
Enviado por Luiz Fanchin Jr.
Fonte: FOLHA de SÃO PAULO, de 09/08/2009.
“Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo, por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas. Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião. A Cruz deve ser retirada!”
Nunca gostei de ver a Cruz em tribunais, onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são vendidas e compradas…
Não quero ver a Cruz nas Câmaras legislativas, onde a corrupção é a moeda mais forte…
Não quero ver a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados…
Não quero ver a Cruz em prontos-socorros e hospitais, onde pessoas (pobres) morrem sem atendimento…
É preciso retirar a Cruz das repartições públicas, porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa da desgraça dos pequenos e pobres.”
Frade Demetrius dos Santos Silva * São Paulo/SP
Opinião (Luiz Fanchin Jr)
NOTA DEZ! Esse Frade falou em nome de todos os cristãos…
Concordo plenamente como que está escrito acima. Da mesma forma penso que deveriam ser banidos do meio esportivo os hipócritas que se travestem de santos. Ridículo por exemplo o que fez Roberto Brum, ex-coxa, ao ser entrevistado num programa de TV. Passou o tempo todo falando de Jesus Cristo. Ali não é local e nem hora de pregação. Ridículo também um time ajoelhar-se no meio de campo após uma partida, seja qual for o resultado. Devemos respeitar o credo de cada um, mas qualquer exagero é ridículo.

zair schuster disse:
outubro 15th, 2009
15:06
Concordo plenamente. Pior do que time de futebol se ajoelhar no meio de campo,é ver e ouvir jogador de futebol dizer “graças a Deus conseguimos vencer” como se o Onipotente tivesse a ver alguma coisa com a vitória desse ou daquele time. Um absurdo e um comportamento ridículo que bem mostra a cultura de boa parte de nossos atletas.
Uma palavrinha disse:
outubro 25th, 2009
13:43
Ridículo é perceber que muitos não entendem o que a sutileza do texto postado pelo frei revela… que pobreza de leitura, falta de sensibilidade, ingenuidade, preguiça de pensar, limitação intelectual ou simplesmente incapacidade de uma leitura que não se dá simplesmente aos olhos físicos… ??!!! Que dó! não entenderam coisa alguma da proposta do FRei e ainda acham que vão ao encontro à uma filosofia vazia e depredatória de tantos….
Bom, RELEIAM!!! Quem sabe!!!
Qto a oração dos jogadores, os joelhos… ou o que alguns chamam de ridículo, ou exagero: é bom que saibamos e reconheçamos que “sem Ele, nada podemos fazer”. Mesmo que mtos ainda insistem em negar, ou até mesmo, nem “se dá conta” disso. Reconhecerão qdo no cair da noite, o no decorrer do dia, algo no caração denuncia uma ausência de algo que não se sabe o que é; uma vazio e insatisfação apesar de tudo parecer bem….
Vivamos a leveza feliz da certeza de que somos muito pouco. Isso, realmente nos faz (ver) ir além!
Paz e bem! BELO DOMINGO de bela leituras que Leem além!!!
Abraço com amor,
Nada sou, mas com Ele vou sempre além!
hyun ju cha disse:
dezembro 29th, 2009
16:42
alguém sabe qual a paróquia dele?
é um frade, nesse caso ministra missas?
gostaria de assistir missa dele.
Fanchin Jr disse:
janeiro 1st, 2010
15:24
O “palavrinha disse” (anônimo) não foi claro na sua opinião quando diz “sem Ele nada podemos fazer”. Claro que sem Ele nada somos, no entanto é dificil crer que Ele ajudou os vencedores em detrimento aos perdedores. Conforme o Decálogo não se pode clamar o nome de Deus em vão. O que o Frei Demetrius quiz dizer, no meu modesto entendimento, é que estão se escondendo atrás da imagem do Cristo para justificar falcatruas, injustiças e outras irregularidades sob sua proteção.
Minha opinião sobre o tema:
BLASFÊMIA
NÃO INVOCAR O SANTO NOME DE DEUS EM VÃO
Deus criou o universo e nos colocou à disposição um mundo perfeito, maravilhoso e cheio de benesses. Deus nos deu um conjunto de benesses e cada um aproveita à sua maneira. Ele nos dá todas as condições para vencermos com nosso próprio esforço. Ele não interfere nas nossas atitudes. É ridículo quando um jogador de futebol ou de outro esporte ao final da competição diz que Deus o ajudou a vencer, que Deus o ajudou a fazer aquele gol ou que foi a mão de Deus que defendeu aquela bola. E os perdedores? - RIDÍCULO. É também ridículo quando numa tragédia um ou dois se salvam e dizem que foi Deus quem os salvou. E os que morreram? Porque Deus não os salvou? – Ora é porque Ele não interfere nos nossos atos. Outro disparate é quando acontece de alguém ser mutilado e os beatos vêm orar em agradecimento a Deus. Se você perde um braço com certeza dirão: Graças a Deus que foi só o braço. Se perde a mão vão dizer: Graças a Deus que foi só a mão. É comum quando se perde um ente querido culpar a Deus por nos ter abandonado. Quantos se revoltam e abandonam a religião. Não é admissível que o sofrimento seja uma dádiva de Deus. Muitos querem justificar o sofrimento como uma purificação. Não, Ele não nos impõe desgraça ou desgosto, Ele não interfere individualmente em cada pessoa Ele simplesmente nos dá todas as condições para escolhermos entre o bem e o mal, o certo e o errado. Por isso devemos agradecer a Deus todos os dias por ter nos proporcionado um mundo maravilhoso e cheio de benesses, mas não podemos nos acomodar, é preciso ir à busca do sucesso e quando não se consegue não é justo culpar Deus. Infelizmente Ele não nos deu a isenção de pensamento, todos nós somos egoístas, gananciosos e ávidos do poder. Existem os pobres, os famintos e os miseráveis não por culpa de Deus, mas pela sede de poder e de riqueza do próprio homem.
orlando disse:
janeiro 15th, 2010
18:16
Não concordo com os argumentos, todos os locais citados, pela descrição do que lá ocorre, é onde se mais faz necessario apresença de Deus( para os catolicos)para fortalecimento da esperança e renovação das forças pela fé, e justo padre propõe a retirada!, logo um religioso!, não entendi!
O Estado Brasileiro é Laico , mais a imensa maioria da População é Religiosa, taí a existência do simbolo Cristão , a cruz , na maioria do predios públicos, nomes de cidades, São Paulo, ruas, rios e dezenas se não forem centenas de milhares.
Qual a motivação para isso , quem conhece algum impedimento da liberdade religiosa , proveniente dos catolicos ou em função destes simbolos?
O Ministério Público vai trocar o nome do Estado de São Paulo?
Louise disse:
fevereiro 2nd, 2010
15:10
SE ESSES CORRUPTOS ESTÃO NO PODER É PORQUE DEUS QUE DEU A OPORTUNIDADE DELES ESTAREM LÁ, DEVEMOS OBEDECER A ELES POIS SÃO NOSSOS SUPERIORES, MESMO ELES ESTANDO CERTOS OU ERRADOS..
DEUS DEU O PODER PARA ELES ESTAREM LÁ, NÃO CONCORDO COM ESSE FREIRE, AFINAL NÃO DEVO RECLAMAR, O APOCALIPSE ESTÁ PRÓXIMO E O QUE EU MAIS QUERO É IR PARA O CÉU COM MEU DEUS !!
erli ribeiro disse:
fevereiro 3rd, 2010
13:01
Parabens Padre, por se manifestar acerca dos problemas tão seculares e eminentes ao mesmo tempo. Nao temos onde recorre nem onde dar o nosso grito de basta. Aguardamos oque? - um milagre? A quem recorreremos?, nem me fale que o voto é uma arma importantíssima que ja cansei de tentar escolher pessoas boas. Ja cansei de me decepcionar com os homens. Mas este ano começa a parafernalha dos locuplatadores.
Antonio Cadore disse:
março 30th, 2010
9:06
Voce,foi muito sabio e feliz no seu comentario, Perfeito.
Antonio Cadore, Curitiba, Pr
Gerson Rodrigues disse:
junho 26th, 2010
10:23
O ESTADO É LAICO - A IGREJA NÃO !
É mesmo de se esperar que a cruz seja retirada das repartições públicas, pois a Constituição Federal do Brasil prevê o Estado como sendo Laico.
A cruz de Jesus, há muito é mais uma das peças figurativas utilizadas pela religião, religiosos e outros que usurparam e inverteram seu significado, passando a ser usada como símbolo de suas organizações, onde líderes e frequentadores agem (ou deixam de agir) de forma contrária ao esperado e verdadeiro significados dessa e daí, faltando com o devido respeito, quando, essas e seus membros, deveriam encará-la em seu dia a dia, contudo pouco se esforçam para que todos, incluindo os pobres tenham os mesmos direitos que os ricos e seus líderes (religiosos ou não).
O orgulho, a soberba, a falta de arrependimento, a adoração de homens e outros pecados, tomaram o local da cruz e são mais importantes do que o poder da cruz a qual simboliza a morte do EGO e Salvação de Deus, que socorre os fracos, oprimidos, cansados e sobrecarregados; todos os que são na realidade aos olhos de Deus pequenos, contudo os que se acham maiorais os constrangem, desprezam, preterem e os forçam buscar socorro em outros lugares.
Apropriando e aumentando os argumentos do Frade Demetrius dos Santos Silva - São Paulo/SP, cremos que a Cruz de Cristo devesse ser também retirada nas “repartições” LAICAS e, outras tidas como sendo, quais sejam, as diversas e muitas facções e intituições religiosas ditas cristãs, que usam desse símbolo, em qualquer de suas manifestações ou ambientes e venham afrontar, por ações e omissões, a Cristo e o verdadeiro significado da morte dele na Cruz.
Assim, a Cruz não poderia e nem deveria fazer parte das Fachadas, Torres, Altares e púlpitos e de quaisquer outros locais ou objetos de uso pessoal, muito menos de declarações, confissões de fé, quando, os fatos, mente e comportamento deixam de expressar o objetico, o significado, a verdadeira e a original mensagem de Vida, obtida pelo sacrifício de Jesus.
A Cruz, a Graça e Misericórdia não encontram mesmo lugar no tratamento das sentenças, via de regra, prolatadas de acordo com a vontade dos decisores e, muitas vêzes prolatadas e motivadas em retribuição aos sujeitos, levando-se em conta a posição social, prestígio, contraprestação e até compradas por grandes somas, materializadas em ofertas alçadas (a vista) ou, em (não suaves) prestações mensais, ou seja dízimos, ou seja dez e até mais porcentagens recolhidas do suor do rosto de muitos incaltos, para o sustento, principalmente dos líderes das chamadas Igrejas ditas cristãs.
Assim, é preciso, que se repense o uso e o lugar da cruz, devendo ser retirada dos templos e incluídas nas pessoas que não se sensibilizam ou não querem assistir aos carentes, prestar o socorro devido, a esses que buscam esses locais ditos e procurados pelo público, como enfermos para serem tratados em hospitais, pobres buscando auxílio e, demais carentes ou pessoas desprovidas de recursos ou “Planos de Saúde”.
Muitas instituições se escondem no símbolo da Cruz e do nome de Jesus, como forma de buscar a satisfação e promoção próprias, exigindo contraprestação, paga e favorecimento para manter suas castas e líderes, enquanto muitos de seus pacientes (clientes) são deixados nos corredores, do lado de fora, enquanto não satisfazem as condições exigidas, como ocorreu com Jesus que, não satisfazendo ou alimentando os governantes da Religião e Estado, foi julgado e condenado a morte e, morte de Cruz, sem chance do devido processo legal, do contraditório, ou seja, sendo executado sem direito.
Assim, a Cruz deve ficar fora das instittuições governamentais, do Estado Laico, mas também, das instituições religiosas, ditas como sendo Igrejas de Cristo, inclusive retiradas do interior e exterior de suas unidades, das torres, fachadas, locais de cultos públicos e, somente o ser novamente adotada quando, de fato, as ações expressem o morrer diário de cada um de seus membros, mortificados na Cruz (objeto), sepultados e, também ressurretos com Cristo (sujeito), para a VIDA ETERNA.
A Cruz e Cristo são, objeto e sujeito, todo inclusivos, a realidade de Deus manifesta aos homens em Cristo e Sua Igreja.
Cristo e a verdadeira cruz estão postos fora da Igreja, mas à porta dela Ele bate e quer entrar, como alerta em Apoc.3:
17 Aqueles que dizem: ‘Somos ricos, estamos bem de vida e temos tudo o que precisamos.
Mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos.
18 Portanto, aconselho que comprem de mim ouro puro para que sejam, de fato, ricos.
E comprem roupas brancas para se vestir e cobrir a sua nudez vergonhosa. Comprem também colírio para os olhos a fim de que possam ver.
19 Eu corrijo e castigo todos os que amo. Portanto, levem as coisas a sério e se arrependam.
20 Escutem! Eu estou à porta e bato.
Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos.
21 “Aos que conseguirem a vitória eu darei o direito de se sentarem ao lado do meu trono, assim como eu consegui a vitória e agora estou sentado ao lado do trono do meu Pai.
22 “Portanto, se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam o que o Espírito de Deus diz às igrejas.”
MarceloAl disse:
julho 27th, 2010
8:37
orlando… O que pude entender do texto do frade não é que ele realmente queira que se retire o símbolo religioso já que o mesmo símbolo nos faz lembrar Aquele que ele representa. Você está certo que é realmente onde acontecem tantas injustiças como as citadas pelo sacerdote Demetrius é onde mais se faz necessária a presença de Deus e de pessoas que dêem testemunho de Sua justiça, bondade e misericórdia.
Porém me parece que o frade quis mostrar em tantas palavras o que o próprio Cristo, representado no símbolo em questão, já disse: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Marcos 7,6).
Daí ouso interpretar a intenção do frade (e ele mesmo me corrija caso esteja equivocado): não quer simplesmente que sejam retirados os símbolos mas que, antes, sejam mudadas as estruturas injustas que temos e das quais, muitas vezes, fazemos parte. E a presença do símbolo não está trazendo à lembrança daqueles que ali trabalham a Verdade que ele (o símbolo) representa.
Carlos Mello disse:
agosto 8th, 2010
19:16
O padre ficou quieto até agora, o problema é Deus não existe, e quanto mais símbolos religiosos, mais burro ainda fica este nosso povinho.
Gostaria de saber se esse padre também é pedófilo como 90% deles são.