A REALIDADE DAS DST NO BRASIL

Enviado por Zair Schuster

O desconhecimento por parte do grande público brasileiro em relação ao problema das Doenças Sexualmente Transmitidas é impressionante. A relação completa das DST é expressiva, mas não passa pela cabeça das pessoas sexualmente ativas. As estatísticas sobre cada uma dessas doenças também impressionam.

As DST no Brasil, e em outros países, principalmente do terceiro mundo, se constituem em um grave problema de saúde pública.

Querem ver alguns números? No mundo, por exemplo, ocorrem 350 milhões de casos de DST por ano. No Brasil, ocorre quase um milhão de casos de sífilis por ano. Casos de gonorréia, no Brasil, chegam a um milhão e 500 mil por ano. De Herpes Genital há mais de 600 mil ocorrências. De Clamídia, as ocorrências chegam a quase dois milhões por ano, e o de HPV, ou crista de galo, ou condinoma, os casos de aproximam dos 700 mil por ano.

O problema não era tratado com a seriedade necessária por parte do governo. Somente agora, foi criado o Programa Nacional de DST e Aids, subordinado à Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde. Foi instituído, até mesmo, um Dia Nacional de Combate à Sífilis, que ocorre anualmente no terceiro domingo de outubro, por iniciativa da Sociedade Brasileira de DST.

Na relação das DST estão contempladas: Aids (provocada pelo vírus HIV e ainda não tem cura); Candidíase; Chato; Gonorréia (que pode provocar a esterilidade na mulher e, se transmitida no parto, pode provocar a cegueira do bebê);  Cancro Mole (que apresenta mais sintomas no homem); Clamídia (tida como a doença silenciona, e que pode provocar esterilidade na mulher); Condiloma (ou crista de galo ou HPV); Tricomoníase (causada por um protozoário que se hospeda no colo do útero, vagina e/ou uretra); há, ainda, milhares de casos de infecção por ureaplasma por ano; ou infecção por gardnella; ou do molusco contagioso; ou pedículo do púbis. E sabe lá o que mais.

Tudo devidamente contagioso e transmitido, na maioria quase absoluta dos casos, por meio de relações sexuais. Atingem homens e mulheres. Casos que poderiam ser muito bem evitados, se os parceiros tomassem um cuidado muito simples: o uso de preservativos. Que a Igreja Católica não aceita, mantém o tabu milenar e deixa as conseqüências por conta de cada um.

Como católico praticante não concordo com essa posição. Afinal, os números das DST no Brasil são assustadores:  se levarmos na ponta do lápis todas as ocorrências de todas as DST teremos mais de seis milhões de casos por ano oficialmente reconhecidos.

Zair Schuster – Jornalista

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1 comentario sobre “A REALIDADE DAS DST NO BRASIL”


  1. Vinícius Tapioca disse:

    Gostaria de saber quais foram suas fontes de estatísticas de DST’s no Brasil. Já que temos, pelo Ministério da Saúde, cerca de 33.000 casos novos de HIV no ano, eu achei que um milhão de casos de sífilis e dois milhões de clamídia por ano um certo exagero.

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