GALICIA UMA REGIÃO POUCO LEMBRADA
Enviado por Zé Domingos
Recentemente recebi pela manhã na Rádio Colombo (3322-8483) ligação de um ouvinte que se identificou como Francisco Almeida e como estava no programa não pude atende-lo, mas depois entrei em contato. O papo correu como se fossemos velhos conhecidos, pois vivemos infância e adolescência numa mesma região da cidade, a Galícia. É certo que poucos dos atuais curitibanos sabem a localização desta área, inclusive próxima ao centro e altamente valorizada.
A Galícia, fica entre Mercês e Bigorrilho, enfim nas imediações da praça 29 de Março, onde durante anos foi o Estádio Capitão Manoel Aranha, o campo do Poty, destacada equipe de nosso futebol suburbano, embora tenha conseguido apenas dois títulos, um entre primeiros quadros em 1.955 e outro entre segundos quadros em 1.957, num titulo dividido com o Bacacheri.
Em 54 o bugre da Galícia, como era conhecido o Poty, ficou invicto, mas na ultima rodada perdeu o titulo para o Operário do Ahú, que terminou o campeonato com um ponto as mais. No ano seguinte com o comando técnico do sargento Alexo Snege, morador nas proximidades do campo, o homem chamado pelos cronistas do futebol amador da época como o “homem dos cartões mágicos” montou uma grande equipe e chegou ao titulo de forma sensacional.
Alexo Snege, que depois chegou a ser treinador da equipe profissional do Água Verde, antes das partidas entregava aos jogadores um cartão em cartolina com todas as orientações do que deveria ser feito e também com palavras de estimulo. Snege, era um técnico altamente motivador e disciplinador, já que era militar, sargento do Exército. A partida que levou ao titulo aconteceu no Estádio João Loprete Frega, estádio do Primavera, no Taboão, frente ao Vasco da Gama e o Poty, numa tarde inspirada venceu com categoria. Participaram daquela campanha como goleiros os jornalistas Albenir Amatuzzi, já falecido vindo do Botafogo, das Mercês, Pedro Washington de Almeida, o Pedrinho, procedente do interior de São Paulo e que veio estudar em Curitiba, hoje residente no Bigorrilho, freqüentador do bar do Lauro Popadiuk, no bairro que reside, autor de vários livros relatando a história da política paranaense, Valmir Jordan, Danilo Tozzo, Durval, filhos de famílias tradicionais da Galícia, Geraldo, na época estudante de Medicina, Nino, ali mesmo da região, Délbio, igualmente, Geraldo, Bino, Bininho, Juarez, Calvi, Irone Santos, mais tarde cronista esportivo especializado em futebol amador, que havia sido profissional pelo Britania, com passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro e outras equipes profissionais, Lineu Ristow, procedente da cidade da Palmeira, artilheiro da equipe, residente na rua Prudente de Morais com Padre Agostinho, Nhunho, galiciano, Denizart, Cláudio, substituto de Irone, que contundiu-se igualmente galicianos, Valdemar, estudante de Farmácia, procedente do norte do Paraná, Vilsóca, galiciano, Poty, estudante de Medicina e outros, Alcir, Leomir, Teixeira e outros. Foi um ano de glória para o tricolor.
O presidente era Jaime Benato, seu Lilo, outros dirigentes Edgar Tozzo, o Dega, freqüentador aos domingos da feira livre da Praça 29 de Março, João Verges Dutra, Cujinho, ex craque do próprio Poty e Britania, que também auxiliava como massagista, Paiunca, Eros, Ogil de Souza, Bi, Batata, irmão do vereador Miltho Anselmo da Silva, Jacir Reffo e outros. Quase todos ex jogadores. Enfim naquele tempo o futebol amador era formado por moradores da região sede do clube, muitos parentes e amigos de infância faziam parte. O Poty, era um exemplo disto e tinha como seu patrono o vereador Miltho Anselmo da Silva, sempre um dos mais votados de Curitiba.
Na conversa com Francisco, era citado seu pai Raimundo Almeida, que trabalhava com caminhão e que durante algum tempo teve como auxiliar o gaucho Dante, que atuou pelo Poty, como zagueiro. Raimundinho, irmão de Francisco, acompanhou o Poty.
Ele lembrando que algumas das grandes árvores da praça 29 de Março, localizadas ao lado da rua Padre Anchieta, estão lá desde os tempos do Poty e ficavam ao lado da sede. Isto é verdadeiro, lembro bem daquelas frondosas àrvores Na sede aos sábados havia bailes públicos e no mês de junho, festas juninas durante todo o mês. Aos domingos como bem lembra o Francisco Almeida, exalava aquela cheiro delicioso de carne assada. Era àquele “alcatrão” servido com maionese, saladas de cebola e tomate, pão e risoto. Alguns almoçavam ali mesmo na sede e outros levavam para casa. O almoço era sempre muito concorrido, especialmente nos domingos em que havia festival esportivo com direito a serviço de alto falantes, rifas, sorteios de brindes, leilão, bingos, dedicatórias musicais, as vezes românticas, apaixonadas com declarações de amor e etc. Tempos inesquecíveis e que tristemente não voltam mais.
Na conversa com o Francisco, quanta lembrança da zona que ele viveu sua infância e adolescência, como eu também. O Francisco, nasceu na avenida Vicente Machado, onde estudei no Colégio Belmiro César, da família Lenz César, ali ao lado do Hospital São Vicente, onde hoje é um órgão da Policia Militar, ao lado do prédio do BADEP, da residência da família do Dr. Walace Tadeu Melo e Silva, pai do atual governador Roberto Requião e na Vicente Machado entre Visconde do Rio Branco e Brigadeiro Franco, defronte ao Hospital São Vicente. O Dr. Walace, foi candidato a prefeito de Curitiba e perdeu a eleição para o ex chefe de policia, Ney Braga, que tornou-se um dos maiores políticos paranaenses de todos os tempos e depois foi para a Galícia, região em que nasceu Boleslau Sliviany, o popular Boluca, advogado, jornalista, ex jogador de futebol. Começou no Poty, passou pelo Juventus, do Batel, que chegou a ter equipe profissional de futebol e terminou no Atlético Paranaense, onde foi campeão em 58, ao lado Wiliam, Mantovani, Damião, Araujo, Belfare, Tocafundo, Sano, Isabelino, Gaivota, Taico, Péricles, Agostinho, Jandir, Acir Antoniassi, Pequeno, Salvador, Odilon, Osvaldo e outros.
O Francisco, lembrou de Tufi, goleiro que atuou no Poty, que era galiciano e chegou a seleção brasileira. Isto nos anos 30, quando atuou também pelo Corinthians Paulista. O Poty, também teve Tadique, ponteiro direito que atuou no Botafogo, do Rio de Janeiro. Ao retornar a Curitiba, foi morar ali perto do campo do Poty, onde comandava uma mercearia. Sempre falavam dele com entusiasmo.
Ainda houve outros jogadores do bugre Galiciano que brilharam como profissionais como Emilio Caporasso, goleiro do Coritiba, aliás toda a família Caporasso, se destacou com excelentes goleiros, lembro de Didi, e Totinha, Pìranha, zagueiro, brilhou no Ferroviário e no Palestra Itália, Calouro, Ferroviário e Água Verde, Lineu Ristow, Água Verde, Nhunho, Bloco Morgenau e muitos outros. Mais uma vez destaco que o que escrevo vem de minhas lembranças e não me baseio em livros os pesquisas. É pura recordação. Hoje revivo a Galícia, onde vivi minha infância torcendo pelo Poty e acompanhando várias equipes do futebol suburbano que mandavam seus jogos no estádio da Galícia como Vasco da Gama, do Pilarzinho, Flamengo, Madureira. do Bom Retiro, Palestra Assungui, da rua Mateus Leme, Centro Cívico, Clube dos Espartanos, onde atuavam vários policiais militares entre eles os ex comandantes Raul Victor Lopes e Sérgio Manoel Masteck Ramos, Botafogo, Operário Mercês, das Mercês, União Bigorrilho, Celeste, do Bigorrilho, Cinco de Maio, Belmonte, Ipiranga, da Água Verde, ainda Primavera, do Taboão, Bacacheri, do bairro do mesmo nome, Operário do Ahú, do Ahú, que como o Poty, tinham seus estádios cercados. Era obrigatório na primeira divisão os campos serem cercados, dotados de vestiários para os visitantes e para o trio de arbitragem. Vi grandes craques atuando por estas equipes e muitos deles recordo seguidamente.
O papo com Francisco Almeida, filho do Raimundo Barreto, irmão do Raimundinho, me faz lembrar de um time de garotos chamado Marumbi, que fez um campo improvisado na rua Prudente de Morais esquina da rua Padre Anchieta, comandado pelo Levi Moraes, o Levi, grande goleiro, um entusiasta do futebol, filho do seu Hugo, chamado de SAMDU, por trabalhar neste serviço de assistência médica e que contava com Simão Saporiti Siqueira, Eugenio Bertoldi, Renato Ristow, irmão do Lineu, artilheiro potiense idolo da Galícia, os irmãos Dirceu e Dorival Santos Lima (Neca), irmãos do Durval que jogava no Poty, outro Eugenio, que jogou no Água Verde foi funcionário da Prefeitura de Curitiba, Lauro, Santo (Valdir Jordan) irmão de Valmir, Alcir e Leomir, que jogaram no Poty, Agostinho, Kfouri, Maurinho, Quentio, Mila, Antoninho, Edilson, Paulo, Marcos, Miguel, Binho, Bolacha, Bolívar, Daltivir, Aquilino Bruni, Raul Plasman, famoso goleiro campeão do mundo pelo Flamengo, começou ali e depois foi para o Dom Pedro II, time comandado pelo sempre lembrado Tucá, que fora centro avante do Britania e outros. Muitos atuaram pelo Poty e outras equipes de nosso amadorismo, bem como alguns chegaram a se profissionalizar.
O Marumbi, o time do Levi, era bom e papão de torneios, muito comuns entre a garotada naqueles tempos dos anos 50. Levi, era defensor de pênaltis e Dirceu Lima, excelente cobrador. Assim quando as disputas ficavam por pênaltis dificilmente o Marumbi, nome dado pelo Levi, perdia.
O Francisco, é mais novo que eu, mas também viveu estes momentos da Galícia, da tradicional e hoje pouco citada Galícia, assim chamada por reunir grande número de desce3ndentes de poloneses e ucrainos.
O Poty, foi sucumbido pelo progresso da cidade. Havia a necessidade de uma praça para atender toda a comunidade e como a área do campo era cedida em comodato pela Prefeitura, foi requisitada e o Poty, teve que entregá-la. Houve oferta segundo consta de outra área na Campina do Siqueira, mas o pessoal do Poty, disse que o clube era da Galícia e tinha que ficar ali. Como não havia outra área para campo de futebol o Poty, acabou desaparecendo, se não estou enganado nos idos de 1.967, quando o ex jogador, campeão de 55, Denizar, era presidente. Mas, que deixou recordações, isto deixou. As famílias da região lembram sempre com simpatia do Poty, das senhoras verdureiras de Santa Felicidade, chegando logo cedinho com suas carroças, com tudo fresquinho, dos leiteiros e padeiros deixando o leite e o pão junto as portas das casas e ninguém mexia, a não ser os donos da moradia. Empinar pipas, pandorgas ou papagaios como queiram no campo do Poty, correr atrás de balões em junho quando das festas juninas, das bolinhas de burico ou gude, dos jogos de ticket e bafo, em disputas das figurinhas do Zequinha ou do Chico Fumaça, da sorveteria da esquina da Brigadeiro Franco com a Martin Afonso, onde hoje está um posto de combustíveis,do Caruso, na Visconde do Rio Branco, entre Augusto Stelfeld e Alameda Dona Isabel e mais acima na Visconde de Nácar, defronte ao Grupo Cleto, onde a maioria do pessoal de infância daqueles tempos estudou, do Skarbeck, de a noite brincar de esconde, esconde ou 31. De ficar atrás do gol do time adversário para incomodar o goleiro, visando que o Poty, marcasse gols. Grandes momentos, inesquecíveis, meu caro Francisco e a nossa conversa me levou a esta viagem de mais de 40 anos passados. Mas “Reviver é Viver”. “Chegou a turma da Galícia, aqui todo mundo bebe e ninguém dorme no ponto” era o refrão cantado pela torcida potiense principalmente quando os jogos eram fora do Estádio Capitão Manoel Aranha. Aguardo as suas colaborações, bem como de outros companheiros através do E-mail contato.josedomingos@hotmail.com
Um abraço
José Domingos Teixeira
Zé Domingos




Marcelo D'Amico disse:
julho 14th, 2009
20:03
Estes comentários do time e do campo Poty me fizeram lembrar uma passagem da minha infância, uma das poucas “artes” que fiz e que marcaram época; acontece que por uns tempos meu tio torto, o Durval Simões de Lima, casado com minha tia Marisa, ambos já falecidos, arrendaram o bar da sede do Poty e eu adorava ir lá mexer nas chuteiras, nos uniformes dos jogadores, etc, etc…até que um determinado domingo, dia de jogo decisivo, peguei na surdina um apito de juiz e fui para a beira do campo; eu devia ter uns 6 ou 7 anos, não mais que isso e nem entendia direito o jogo. Quando um atacante do Poty ia fazer um gol resolvi dar o maio sopro no apito. foi aquele auê, todo mundo queria brigar com o juiz e o coitado falando que não tinha apitado, até que alguém falou: foi esse guri aqui, e apontaram pra mim…daí já viu..nunca corri tanto na vida para não levar aquela surra de todo mundo…inclusive dos meus tios… e o Poty acabou perdendo aquele jogo…infelizmente não lembro quem era o adversário…bons tempos…que saudades…
adilson l. sierpinski disse:
julho 16th, 2009
21:10
Caro
José Domngos
muito boa este reviver do campo da galicia onde vivi e me recordou os
meus dias de infância e juventude que vive pois nasci na rua tinguis hoje dez. izaias bevilaqua, meu pai Joao Siepinski popular camarão que
jogou no juventus, poti,botafogo, e depois foi treinador do poti, campeao como tecnico do botafogo da 3 divisão, treinador do trieste e que trouxe o trieste para a primeira divisão e naquela epoca não aceitavam que meu pai levasse jogadores que não fossem nascidos em san
ta felicidade,que teve um excelente goleiro pai do cuca, quando voce fala o titulo do poti meu pa foi procurado para treinar o vasco da gama masnão não aceitou queriam até pagarluvas e ordenado ao meu pai e premio pelo titulo, mas meu pai fez ver a eles que não trairia o amigo do peito lilo e seus numerosos amigos do poti
por isso tenho muita honra de meu pai e que embora tivessemos um vida modesta sempre me mostrou e direcionou que não tem dinheiro que compre a honra e honestidade.
desculpe ter me estendido nos comentarios SALVE A GALCIA E OS GALCIANO DA GEMA.
Atenciosamente
Adilson
Francisco de Paula Correia Monteiro de Almeida disse:
julho 25th, 2009
0:01
Querido Zé Domingos
Só posso chamar de querido alguém que me fez recordar de coisas do passado tão gostosas e proporcionar com isto momentos de alegria até mesmo com minha esposa Josiane e minhas filhas Gabriela e Juliana,a esposa por ser um pouco mais nova e do interior do estado não conviveu com esta fase da minha vida e as filhas obviamente também ficaram cheias de curiosidade a me perguntarem de tudo e as lembranças começaram a aflorar.A propósito o amigo Adilson do comentário anterior,filho do Seu Camarão foi meu técnico no Brasinha time dente-de leite do bairro que disputou o primeiro campeonato desta categoria disputado em nossa cidade que foi a “Copa ou Taça Clemente Comandulli”,inclusive transmitida pela TV Canal 6,coisa que na ocasião era dificil até para os clubes profissionai,voçê com sua memória previlegiada deve lembrar disso.A piazada era toda da redondeza os irmãos Chaves Zé e Nando,Miguel Rocha Lima que morava em frente à casa do Adilson,Hugo Misurelli,Irineu Waleski,Rui Pacheco,Neguinho,Marcos Martins e outros,que depois formamos o time do Circulo Militar de futebol de areia,tempo bom!Lembrei também do Seu Tadique,de sua mercearia bem na esquina da Brigadeiro Franco com a Julia da Costa onde compravamos nossas bolinhas de gude.papéis de seda para raias e balões,carretéis de linha URSO,as famosas balas do Zéquinha para as coleções.O filho dele o Nelsinho jogava no Juventus no juvenil era o artilheiro do time,na época do Levir,Dirceuzinho e Toni no Coritiba,Liminha no Atlético e do Ferroviário lembro do Jairo que jogava muito e que era colega de classe no Ginásio São Francisco de Assis apesar de mais velho.Quem era meu ídolo da região na época era o Edson um ponta-esqerda que jogava no meu Coritiba e havia sido jogador do Poty.Também estudei no Grupo Escolar Professor Cleto onde jogava bola com o Luiz Claudio Massa, o Massinha que hoje é colunista da Tribuna do Paraná.Jogava na chacrinha atrás da Telepar,no Seminàrio Marcelino Champagnat aos sábados de manhã quando os pradres escolhiam a dede-o quem eles escolheriam para enfrentá-los,pois após os jogos eles permitiam que nos deliceassêmos nos seus belos pomares,mas quando ganhávamos o jogo,era muito bom!Lembro do Cachuba na Prudente de Morais,do Buskey na Visconde do Rio Branco,onde moro hoje,do Bigodinho nosso carteiro durante anos e que já era amigo de todos.do Seu Miguel o padeiro que passava no meio da tarde quando a pelada estava comendo solta no campinho que tínhamoos em nossa casa na Brigadeiro Franco esquina com Tinguí(hoje Isaias Bevilaqua)e quando ele abria a tampa da carroça ou charrete,aquelas com 2 pneus de automóvel,o cheiro de pão fresco enchia o ar,eram chineques,sonhos,até os pães d’água eram consumidos sem recheio algum,como ninguém andava com dinheiro a conta ia para a caderneta para pagar depois,era uma festa quase toda tarde.Lembra da mercearia do Seu Ramon na esquina da Prudente com a Padre Agostinho era o ponto da turma para tomar picolé de água e de vez em quando uma gazoza Cini de franboeza dividida irmanamente em 10 ou mais,mas era muito mais gostosas que as coca-colas de hoje,sem a menor dúvida.Zé, lembro com saudades das sessões de cinema no Cine Merçês e depois tomar um picolé no bar que se eu não me engano era o Botafogo bem na esquina da Manoel Ribas com a Brigadeiro Franco.São muitas as lembranças espero sinceramente ter o prazer de algum dia desses nos encontramos para saborear algum petisco destes que voçê fala em suas conversas nas manhãs que eu te acompanho pelo rádio e que dão água na boca,também conheço alguns bons lugares,mas do jeito que voçê é duvido que lhe sejam novidades.Bom,um forte abraço,desculpe se me estendi e fico no aguardo de um contato seu para marcarmos um bom papo de futebol,coisas do passado,pessoas que valem a pena e principalmente como sei que é do seu feitio,o que poderemos fazer para melhorar o mundo.
adilson l. sierpinski disse:
julho 28th, 2009
18:55
Caro
Francisco de Paula Correia Monteiro de Almeida (chiquinho) com grande satisfação e emoção voce meu trouxe a recordaçao de nossa infância, juventude, e dos seus irmãos Raimundinho, antonio Carlos,Tadeu, Maria Piá, Tereza, e seus irmãos mas novos, das festas juninas onde não podia faltar as comidas tipicas, também lembro do joão branco(natal) que foi jogador profssional, jogou no guarani de ponta grossa, agua verde onde foi campeão, morava na prudente com o joão preto e vendiam salgados confecionados em sua casa,MAURO Carriel, torcedor coxa branca, narrador de futebol e funcionáro da copel, qe morava na izaias bevilaqua, do civan que ainda mora na brigadeiro franco,do Armazem dos irmãos Zaneti, onde o Zanetão jogou no atletico junto com o Boluca, muito obrigado pela sua lebrança do meu nome e do meu pai
Abraços
Adilson
sergio Mario Caporasso disse:
abril 2nd, 2010
21:21
AMIGO ZÉ DOMINGOS – Minha família, os Caporasso, meu avô Atilio, minha avó Antonieta Lorusso, minha tia Anita, mâe do Totinha, meu pai José Caporasso, meus tios Raimundo, Emílio, Atilio mais conhecido como Didi,Joãozinho, que morreu num acidente aéreo na Base Aérea do Bacacheri, juntamente com o tenente Adilê, que morava na Galicia e também jogava no Poty, e minha tia Rosina, ainda viva e morando em Morretes. Minha avó fazia salgadinhos e entregava para o pessoal do bar do Poty, para vender e juntar uns trocados para ajudar o time de toda a sua família. Todos jogaram no Poty, e minha avó tinha imenso orgulho dos filhos. Todos sabem que os italianos Caporasso não refugavam uma boa briga, e muitas vezes brigavam por diversão. Eu inclusive nos anos 60-61, treinei no Operário das Merces que utilizava o campo nas quintas-feiras. Não tive a oportunidade de jogar no Poty, que era meu desejo, pois eu estava no Coritiba, um pouco mais tarde. O Ronald Labart, meu terceiro primo e teu amigo jogou no último time do Poty. Eu, quando criança ia sempre no Poty, com o meu pai, e ele falava ao Keio, que era administrador do Bar que eu jogaria no Poty, juntamente com o meu irmão Nailor. Infelizmente não pude cumprir os desejos do meu pai. Muitos fatos, muitas pessoas que conheci, estão no seu comentário acima.Parabéns pela matéria que nos traz alegrias e melancolia por um pasado recente e que foi maravilhoso. Sergio Caporasso
Taylor E. Caporasso disse:
janeiro 24th, 2012
15:58
ZÉ DOMINGOS
FIQUEI MUITO FELIZ QUANDO LI ESTA MATERIA
SOU FILHO DE JOSÉ EMILIO CAPORASSO
SBRINHO DO EMILIO DO DIDI DO JOÃO CAPORASSSO QUE FALECEU
EM UM ACIDENTE AEREO NO BACACHERI
PRIMO DO TOTINHA E IRMÃO DO SERGIO CAPORASSO QUE JOGOU NO TRIESTE
DO NAILOR CAPORASSO QUE JOGOU NO OPRARIO MERÇES
OUVI MUITAS HISTORIAS QUE MEU PAI CONTAVA SOBRE O POTY
MINHA MAE FALA ATE HOJE DOS JOGOS DO POTY
MUITO OBRIGADO
TAYLO E. CAPORASSO