CHURRASCARIAS

Enviado por Zé Domingos

Em diversas oportunidades fiz referências a churrascarias que marcaram época em Curitiba, mas sempre encontro amigos que citam uma ou outra e agora, quando das lembranças do Júlio Militão, ele mencionou alguns destes estabelecimentos, inclusive a Tupã, que disse ser de propriedade do Dandi, o que eu não lembro, pois conheci o Dandi comandando a São João. O Miranda, em comentário relembra um ocorrido na Tupã e confirmo então a ele que realmente a Tupã, naqueles anos 60, 70, uma das mais sofisticadas churrascarias da cidade, era sim na Rua Desembargador Westphalen, ao lado da Sociedade 27 de Janeiro, que o Miranda disse não ter citado numa participação recente.

A Sociedade 27 de Janeiro, como outros exemplos, Erva Mate, Ra rua Augusto Stellfeld, Estrela da Manhã, na Avenida João Gualberto, Cruzeiro do Sul, na Rua Mateus Leme, Vila Isabel, Cinco de Julho, no Xaxim, Recreativa, Boqueirão, 12 de Outubro, Universal, União Cajurú (Pé de Bicho), Operário, 13 de Maio, Barriqueiros do Ahú, que depois foi Rui Barbosa, Mercês, Cabralzinho, próximo do Cemitério Municipal, Internacional Água Verde, Seminário, Batel (Batelzinho), Rio Branco, Cultural do Ahú, e tantas outras mencionadas em matérias apresentadas anteriormente. Algumas desapareceram e outras continuam, caso da Internacional Água Verde e Universal, destacadas pela realização dos bailes da “melhor idade”.

Ainda como detalhe de localização mencionado, destaco ainda que a Tupã ficava defronte com a Rua José Loureiro, onde funcionava a Cádiz, a famosa boate de “O Tango Abraça o Samba”, com Menendez e Pelejero, defronte ao Restaurante Enseada, na Westphalen, que durante anos foi uma casa de sucesso, face às suas excelentes comidas e ótimo atendimento, próximo do Clube Duque de Caxias, que funcionava na Rua Dr. Muricy, esquina da José Loureiro, onde aconteciam aos domingos os famosos chás de Engenharia. Reuniões dançantes das mais concorridas, com as mais belas jovens curitibanas ali comparecendo, em busca de um namoro que pudesse redundar em casamento e muitos aconteceram. Hoje no local funciona uma loja das Casas Pernambucanas e a Sociedade Duque de Caxias, pujante, forte, bem organizada, com excelente sede, funciona no Bacacheri.

Pouco adiante a redação do Diário do Paraná, órgão dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, um dos grandes jornais paranaenses, onde trabalharam excelentes profissionais de nossa imprensa como Danilo Braga Cortes (recentemente falecido), Taras Scherner, Divonei Campos, Otávio Pietrobeli, Sidney Davidson dos Santos, Mauro Ticianeli, José Joaquim, Raul Varassin e outros que não recordo no momento, ao lado o Canal 6, também dos Diários Associados, tanto o jornal como a televisão comandados por Aderbal Stresser, o canal de televisão era dirigido artisticamente por Aluizio Finzeto, com Sérgio Luiz, Ary Fontoura, Odelair Rodrigues, Aristeu Berger, Alceu Honório, Airton Muller, Wiliam Sade, onde se montou um elenco de telenovelas local, de tantos outros profissionais de qualidade, alguns alcançando destaque nacional, caso de Ari Fontoura, há anos destacado ator da Rede Globo, o restaurante do Luiz, reduto da boemia, da turma da madrugada, já que ficava aberto a noite toda, o Restaurante Imperial, que funciona até hoje do mesmo jeito e com os mesmos pratos, sempre com boa qualidade e, inclusive para manter a tradição, mantém ainda dois garçons daqueles tempos de outrora. Isto para dar uma entradinha na José Loureiro, que hoje também tem ali o Pote Chope, do Luciano Amatuzzi.

Voltando a Tupã, quem foi vizinho desta churrascaria foi o casal Nicete Bruno e Paulo Goulart, quando durante algum tempo estabeleceu residência em Curitiba. Miranda, realmente a Tupã era na Westphalen, onde também funcionou a São João, que depois de incêndio foi para a Marechal Floriano, ao lado do Posto Garoto, onde tinha o garotinho “fazendo xixi permanentemente”, mais adiante, se não estou enganado, na esquina da Visconde de Guarapuava, tinha a Espeto de Ouro, também uma ótima churrascaria e que como a São João, foi atingida por incêndio.

Parabéns aos alunos do Colégio General Carneiro, que em 51 honravam as tradições da Lapa, vencendo Londrina nos primeiros jogos colegiais do Estado. O hoje militar reformado “capitão com proventos de major”, professor Miranda, atleta naqueles idos tempos, disse que participou da vitória e a comemoração foi na então famosa Churrascaria Tupã. O Miranda lembra que fez em sua pousada a Dona Siroba, em Morretes, uma cópia da Tupã e é verdadeiro. O espaço é uma área coberta por sapé, o que deixa o ambiente agradável e convidativo, assim era a Churrascaria Tupã, de tão boas e gratas recordações. Estive ali em inúmeras vezes.

Curitiba sempre foi uma cidade de ótimas churrascarias e continua mantendo a tradição. Uma das mais antigas e a Gaúcha, no Pinheirinho, hoje comandada pelo Roque Passeti. Mas, há um grande número destes estabelecimentos na cidade e todos da melhor qualidade. Até as mais simples são muito boas. Curitiba é mesmo a capital da gastronomia.

O Aloizio Durigan, também em mensagem postada no site, diz: “Olá Zé, desculpe a intimidade (saiba meu caro Aloizio, que o meu maior prazer é ser tratado na intimidade especial por Zé ou Zé Domingos, me sinto extremamente feliz quando sou assim chamado até por meninos, meninas, me sinto rejuvenescido, fortalecido e acima de tudo companheiro, amigo e como é bom ser companheiro e amigo) e ele segue: Ao te escutar na Rádio Colombo e depois ler “Histórias de Uma Curitiba Inesquecível”, lembrei de você e retornei à minha época de guri (idos da década de 70) quando levantava cedinho, lá pelas 6 horas para me arrumar para a aula no colégio Dom Pedro II, lá no Seminário. Para ajudar, lembrei da Lanchonete Susi ou Suzi (não sei a quem pertencia), que existiu na Tiradentes, quase ao lado da antiga farmácia Stellfeld, da lanchonete Itália, na Carlos de Carvalho que felizmente até hoje serve uma pizza deliciosa no balcão e etc. Ao ler o comentário do professor Miranda, do qual fui aluno lá pelos idos de 80 e alguma coisa, no antigo CEFET, lembrei que apesar de ser coxa branca, “eu e toda a sala torcíamos muito para o Colorado”, bons tempos, eu era feliz e não sabia. Abraços”.

Realmente Aloizio, bons tempos, muito bons tempos. Meu filho Magno foi também aluno do Miranda e por isto sei que ele além de ser extremamente exigente, sempre que possível, “forçava” o pessoal a torcer por nosso Colorado, também bons e difíceis tempos de Colorado (num dos períodos mais difíceis o Miranda, assumiu a presidência). Ficaram boas recordações tanto é que muitas vezes quando conversamos surge o Colorado.

Com relação às suas lembranças da Lanchonete Susi, na Tiradentes, recordo ter estado lá em várias oportunidades, ficava realmente perto da Stellfeld e também da farmácia Minerva, loja matriz, que tinha uma entrada que levava até a parte dos fundos e lá os remédios custavam mais barato e assim sempre existiam filas. Aprendi isto e sempre que necessitava comprar remédios me dirigia aos fundos da Minerva. Na parte de cima, perto da Susi, tinha o Snoocker Marabá, a Casa Feres, “suba que o preço desce”. O proprietário da lanchonete era um árabe que tive a oportunidade em conhecer, mas não lembro seu nome.

Sobre a lanchonete Itália, conheci bem e fui seu freguês com 11 anos de idade, quando fui trabalhar no Utrabo Fotografias, do Humberto Utrabo, tradicional torcedor coxa, que ficava no mesmo Edifício Brasilino Moura, chamado de Balança Mais Não Cai, por lembrar, penso, o mais famoso programa humorístico do rádio e da televisão de todos os tempos, o Balança Mais Não Cai, do primo rico e do primo pobre Paulo Gracindo e Brandão Filho, dos torcedores apaixonados de Flamengo e Fluminense e de outros tipos que deixaram marca na cabeça de todos nós daqueles tempos. Esta lanchonete era de propriedade de um grego, que depois mudou de ramo e hoje é proprietário de uma peixaria localizada na Rua Dr. Murici, quase esquina com a Rua André de Barros. Inicialmente funcionava ao lado da portaria da ala comercial do Brasilino Moura, ao lado da loja da Ultragáz, gerenciada pelo Tranqüilo Sonza, um gaúcho que se radicou e fez de Curitiba sua cidade, inclusive residiu durante anos no Xaxim, a lanchonete depois mudou ao lado da portaria da ala residencial, onde está até hoje, ali na Rua Candido Lopes, passando a Rua Ébano Pereira. Continua no mesmo tipo de atendimento e com uma pizza realmente ótima. Seguidamente passo por ali para saborear um pedaço de pizza e uma boa vitamina. Indiscutivelmente é entre as boas lanchonetes da cidade, uma que merece destaque por sua tradição e qualidade. Valeu a colaboração caro Aloizio e espero outras tantas. Obrigado.

É disto que precisamos para fortalecer o nosso “Recordar é Viver”. Participe com comentários nas matérias e também use o e-mail contato.josedomingos@hotmail.com para enviar a sua correspondência. Gratos.

José Domingos Teixeira

Zé Domingos

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1 comentario sobre “CHURRASCARIAS”


  1. jose carlos de miranda disse:

    ZE. A TUA MEMORIA E UM PRODIGIO E NOS DEIXA FELIZES. PASSA UM FILME QUANDO VOCE FAZ ESTAS RECORDACOES DE NOSSA CURITIBA. APROVEITO PARA MANDAR UM ABRACO PARA MEUS EX. ALUNOS ALOISIO DURIGAN E MAGNO TEIXEIRA

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